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Postado por Lucas
Como estão? Espero que bem.
Ainda sobre o debate:
Esquessi de explicar sobre fazer refeições em ambientes imbuído de indivíduos.
Não faço as minhas refeições em ambientes repleto de pessoas, mas quando necessário, não me sinto tímido.
Fico tranquilo, e quando o silêncio toma conta da mesa, para não sentir que todos poderão estar olhando, eu mesmo pucho uma conversa bem da hora.
rsrs
Sei muito bem me comportar, quando é preciso cortar um alimento, algo que para mim é mais complicado e que para o próximo é simples, peço ajuda sem medo nem vergonha.
O ato de cortar e espetar alimentos para nós é complicado, mas para se ter um bom comportamento, isto não é dificuldade para deficiente nem um.
Cumprimentos a todos.
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Postado por daniel veiga
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Postado por Jaison
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Postado por Jaison
A paulistana Maria Eugênia é dona de casa, tem 64 anos e um único neto, o Luís Felipe, que neste mês completa doze anos de idade. O Luís Felipe é cego. "Antes do
Felipe, eu nem imaginava como era ter uma deficiência e a única coisa que sentia era pena dessas pessoas", conta em um longo email. "Via campanhas de arrecadação
de dinheiro para instituições assistenciais na televisão, todo mundo sorrindo, eu ficava feliz por serem acolhidas e cuidadas pela sociedade, já que achava que
não
podiam mesmo estudar, trabalhar ou casar - aliás, achava que nem eram em número tão grande porque a gente quase não vê cadeirantes e cegos pelas ruas".
Hoje, a opinião da Maria Eugênia é outra: "O preconceito contra quem tem deficiência é enorme, a desinformação sobre o assunto é geral e as medidas realmente inclusivas
quase não existem, principalmente para os cegos. O discurso do governo é um e a prática é bem outra. Muitas ações para a imprensa ver, mas que nem de longe atendem
às reais necessidades de quem tem deficiência. Somos uma família de leitores, lembro da farra que eram as reuniões com colegas de escola para fazer trabalhos, aquele
monte de livros indicados pelos professores espalhados sobre a mesa para a gente discutir e consultar. Fico triste porque o Felipe não tem acesso a eles, as editoras
não vendem os livros nos formatos digitais acessíveis, as bibliotecas não são acessíveis e livro é uma das coisas de que ele mais gosta na vida! Hoje, já quase
nem
entro mais em livrarias, de tanto desgosto. Os livros não são acessíveis, as cidades não são acessíveis, a televisão também não! Nada que é para todo mundo é para
ele. O esforço dos cegos para estudar, para ter acesso à cultura e à vida social é muito grande e maior ainda para se equiparar aos colegas que enxergam. Nossa
preocupação
é que, mesmo que o Felipe conclua uma faculdade, como é que vai conseguir um bom emprego?"
Boa pergunta. O consultor, palestrante em acessibilidade e ativista Flávio Scavasin que o diga. Tem 53 anos, é formado em Direito pela Universidade de São Paulo
(USP), em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e dono de um consistente currículo que inclui a gestão do Parque Villa-Lobos, em São Paulo. É monocular,
ou seja, enxerga com apenas um dos olhos, e utiliza uma prótese em uma perna. Para fazer um teste de empregabilidade e comprovar o que já é mais do que sabido,
Flávio
digitou seu currículo para uma das melhores vagas oferecidas pela mais conhecida agência de empregos online do país. Ao colocar sua deficiência, a vaga simplesmente
desapareceu!!! Mas voltou, como mágica, assim que ele digitou o mesmo currículo sem mencionar a deficiência...
Relatou o episódio durante o recente fórum Sou Capaz - Promovendo a Inclusão Profissional, realizado no dia 31 de março pela Federação das Indústrias do Estado
de
São Paulo (FIESP), em São Paulo, a um painel de palestrantes composto, entre outros, por representantes do governo municipal, das empresas Mahle, Metso Brasil e
Pirelli e auditores fiscais do trabalho. Ouviu que muitas empresas contam com parceiros externos para a seleção de pessoas com deficiência e outras nem conhecem
estes canais de acesso; e que as vagas existem e não há discriminação quanto a seu preenchimento por pessoas com deficiência, bastando que sua deficiência não atrapalhe
a execução da função.
Questionados a respeito da ínfima ocupação de cargos gerenciais e executivos por pessoas com deficiência, os argumentos foram de que por conta das dificuldades
existentes
para que tenham uma boa educação e formação profissional, o maior número de vagas acaba sendo mesmo para os cargos com pouca qualificação; que o recrutamento para
os cargos mais altos é feito dentro das próprias empresas, que optam por promover seus funcionários em vez de buscar profissionais no mercado; que para algumas
especialidades não há profissionais capacitados nem com nem sem deficiência; e, claro, a resposta-padrão quando não se tem uma resposta: que esta é uma questão
latente
que precisa ser mais discutida, mais aprofundada em mais encontros, mais debates etc. etc. etc.
O sopro de ar fresco do fórum veio de Grácia Fragalá, ex-executiva das áreas de segurança e saúde no trabalho do grupo Telefônica e atual consultora da FIESP, ao
afirmar que nas empresas, as áreas da segurança e da saúde do trabalhador são restritas ao ambulatório, à análises de acidentes e à expressão "não pode"; são áreas
vistas como centros de custos e não de investimentos; que a empresa só olha para tudo o que a pessoa com deficiência não pode fazer; e que o foco está mesmo apenas
no cumprimento de exigências legais.
Já a coordenadora nacional do projeto de inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, Fernanda Maria Pessoa Di Cavalcante, uma das palestrantes do
Fórum Lei de Cotas e Trabalho Decente para Pessoas com Deficiência, realizado no último dia 11, na feira Reatech, em São Paulo, afirmou que são muito poucas as
empresas
que cumprem a Lei de Cotas espontaneamente. "Pergunto a empresários se contratariam pessoas com deficiência se não houvesse obrigatoriedade e fiscalização e a resposta
é sempre não", diz.
O mais preocupante, segundo Fernanda, é constatar que em 2012 ficaram nas empresas apenas 6% do percentual de pessoas com deficiência incluídas - costumam ser demitidas
depois que a fiscalização é realizada. "Mas a Lei de Cotas ainda é, infelizmente, o grande instrumento de inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho",
conclui. No mesmo fórum, o secretário estadual de inclusão da pessoa com deficiência da Força Sindical de São Paulo, João Batista da Costa, afirmou que "em cada
quatro trabalhadores com deficiência no Brasil, apenas um está empregado".
Ainda no fórum, o consultor e ativista de direitos Romeu Kazumi Sassaki apresentou e comentou as recomendações da Organização Internacional do Trabalho para a Boa
Inclusão. Aí vão algumas delas, tão necessárias quanto urgentes: fomentar o autoemprego e as empresas sociais, como, por exemplo, as cooperativas; incentivar o
acesso
ao crédito financeiro; melhorar o trabalho decente nas economias rurais; equacionar o trabalho informal, para que deixe de ser clandestino e assegure direitos ao
trabalhador; implementar a acessibilidade nos espaços virtuais, quase esquecida em detrimento das adaptações de ambientes físicos; e que a inclusão, com as discussões
envolvendo basicamente a iniciativa privada, também seja cobrada no setor público, no governo - espaços muitas vezes restritivos demais.
Flávio Scavasin brinca que, se nos anos 1970 só o que os governos faziam no Brasil era construir estradas e aeroportos pela visibilidade que traziam, estamos agora
na década dos eventos e é um atrás do outro. Só que, infelizmente, o que se nota é que, cada vez mais, os encontros, debates, seminários e simpósios sobre inclusão
têm sido apresentados por quem não tem deficiência e, também cada vez mais, para plateias formadas em sua quase totalidade por pessoas sem deficiência. Em um meio
onde quase não existe luta por direitos básicos, como esperar mudanças efetivas se a já pequena participação dos maiores interessados parece diminuir? Às vezes,
nada é mesmo tão ruim que não possa piorar.
Fonte: Blog Outros Olhares - outrosolhares.blog.terra.com.br
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Postado por Edinalva
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Postado por Dorcival
Paulo, em relação ao uso dos talheres, tenho dificuldade para cortar algumas coisas. Faço refeições em praça de alimentação de Shoppings e em restaurantes, mais vezes do que gostaria. Mas esta é a realidade que vivo. Por sorte quase sempre estou acompanhado por minha mulher, por minha filha ou por amigos. Então peço ajuda. Quando estou só e peço algo que sei que vou fazer lambança, o pedido de ajuda vai para o funcionário do estabelecimento. Não há nenhum demérito nisto, na maioria das vezes isto serve para quebrar o gelo, e a partir deste ponto passam a me ver como uma pessoa, e não, como um ET. O grande segredo não está no que você faz. Está, no como você faz.
Agora quanto ao preconceito , que você achou no comentário do seu interlocutor. Aí a complexidade aumenta, e aumenta muito.
Preconceito todos nós temos. O direito de sairmos com uma pessoa de nossa escolha, também temos. Se alguém não está dentro dos nossos padrões/preconceitos, nós o excluímos ou ignoramos. O caso do comentário do seu interlocutor encaixa-se perfeitamente neste caso. Uma pessoa pode não querer sair com você porque não gosta dos seus modos a mesa, desculpe a franqueza, ela tem este direito e isto não é discriminação. O motivo poderia ser porque você fuma, ou bebe, porque você não tem carro, porque ela não gosta do seu papo; porque você é cego, porque ela simplesmente não vai com a sua cara. Isto é subjetivo, é um critério dela.
Já escrevi isto aqui e volto a repetir.
( NÃO TENTE ADAPTAR O MUNDO A VOCÊ, É VOCÊ QUE TEM QUE SE ADAPTAR AO MUNDO).
O mundo vai abrir pequenas concessões, mas não vai passar disto. Em todos estes casos a discriminação só existe se a pessoa passar a lhe fazer ataques pessoais, do contrário, ela só está exercendo seu direito de escolha. Como diga-se de passagem, você, eu, e qualquer outra pessoa, fazemos todo o tempo.
Daniel, não precisa justificar seu modo de escrever. Isto aqui é um mural para nós interagirmos. O necessário é que você se faça entender, o objetivo é nos comunicarmos. O mural não é uma prova de concurso.
Abraços para todos!
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Postado por cadiaflavialacerda
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Postado por Lucas
Primeiramente, obrigado Simone pelo comentário a meu respeito.
Receba um abraço.
Sobre o tema levantado, acredito que muitos possuem dificuldade neste sentido.
Somente em saber que outras pessoas estão olhando já gera uma maior dificuldade para alguns, e para outros esta dificuldade é natural, isto é, não é provocada pelo saber que há um indivíduo lhe espiando no momento.
O fato é:
Cegos ou não, todos nós temos dificuldades, seja com talheres, copos, pratos, panelas ou qualquer outra ferramenta.
A dificuldade de alguns é maior, de outros é menor, isto é normal.
É claro que cortar e espetar um alimento fica complicado para nós cegos, mas neste caso, acredito que o melhor é pedir ajuda.
Entre os videntes pedir ajuda é muito normal, por que não podemos também pedir ajuda?
Isto não significa que somos inválidos, significa que como para nós tal prática torna-se complicado, o próximo poderá nos ajudar sem problema algum.
A vida funciona desta maneira, ajudamos e somos ajudados, e para aquele que não gosta pedir ajuda sinto muito, quando morrer seu caixão terá que ser conduzido até a cova, portanto, precisará de pessoas para levá-lo, automaticamente estará sendo ajudado.
Caros colegas, muitos cegos possuem uma grande dificuldade em aceitar que precisam de auxílio, , é um preconceito que eles tem consigo.
Quantas vezes ficam bravos quando alguém na rua pede se precisam de ajuda, para onde vão, etc?
Prontamente já pensam que as pessoas querem saber da vida particular deles, mas aí é que se enganam.
De que maneira um vidente pode ajudar um cego ir até um local da rua, da avenida sem pedir para onde ele está indo?
Nós seres humanos ainda não somos capazes de adivinhar tudo, então precisamos de algumas informações para conseguir ajudar as pessoas, mas isto não entra na cabeça de um cego.
Uma questão que ilustra bem o preconceito que o próprio cego carrega consigo é não aceitar ser chamado de cego.
Aaa, muitos não aceitam, dizem ser deficientes visuais, agora eu pergunto:
Qual a diferença de deficiente visual e cego?
rsrs
Tenho total certeza de que muitos não gostarão das colocações feitas por mim, mas isto é a pura verdade.
Eu sou muito franco:
Não tenho dificuldade em usar talheres para levar os alimentos até a boca, isto é, para me alimentar, mas Tenho dificuldade em cortar alimentos, e neste caso sem medo nem vergonha eu peço ajuda.
Aceito normalmente esta questão, sei que isto não me deixará prejudicado nem me fará pior que os demais.
É uma dificuldade que tenho devido a minha deficiência, assim como existem muitos motoristas com dificuldade para dirigir.
Peço perdão se você do outro lado da tela não gostou das minhas colocações, mas é o que penso.
Aceite que você é cego, cego significa o mesmo que deficiente visual.
Aceite que você possui dificuldades e sendo assim precisa de ajuda, aceite ser ajudado!
Inválido não é quem precisa de ajuda, inválido é aquele que se fecha para o mundo, não ajuda nem aceita ser ajudado, este sim é um inválido.
Lucas Barfknecht
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Postado por aparecida
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Postado por daniel veiga
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