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Postado por gabriela
Quando você escuta falar em
determinados nomes o o que você
pensa, Vamos fazer um teste?
Marca de refrigerante?
Emissora de televisão?
Lanche?
Marca de cigarro?
Marca de tênis?
Você sabe qual é o espaço mais
concorrido no mundo? Então o
centro que gege a sua vida e
decide por você, é a sua mente.
Atrás da sua mente, lutando
ferozmente para conquistar um
espaço nesta tão privilegiada
baixo-lá (cabeça, mente) estão
poderosas empresas investendo
em promoçoes de forma até
exaustivas, para conquistar um
precioso espaço na sua mente.
Você está vendo, a sua mente
é ao mesmo tempo um campo de
consumo, um terreno de batalha
(muitas ideias, estilos e modisnos são jogados
consbantemente ali).
Então querido alumo você precisa entendeu que sua mente é
muito desejada pela mídia, com
o único obbjetivo: vender sua
mercadoria. Você é um ser humano
inteligente, tem uma história
linda sendo conquida,
não deve alimentar sua mente
com lixo do mundo. Firme seus
sonhos, lutef Estude, faça
bons amigos.
reflite nesta história quem não gosta de estudar e ter amigos
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Postado por Wilsondias
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Postado por Ronaldo Pires
Espero que muito bem!
Quero dizer que não vou votar no Aécio Neves porquê já sei que ele e os seus não vão fazer nada pelo nosso país pois esse candidato já está envolvido em uns probleminhas aí que nem vou entrar nos méritos dos assuntos e até os meios de comunicações já andaram a anunciar essas coizinhas que esse senhor andou aprontando hum?
Não vou votar no psdb nunca!
Vamos a uma história:
A CARTOMANTE
MACHADO DE ASSIS.
HAMLET observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que
sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao
moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela,
por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença ‚ que o
fazia por outras palavras. - Ria, ria. Os homens são assim; não
acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da
consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a
botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de uma pessoa..." Confessei
que sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim
declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era
verdade... - Errou! interrompeu Camilo, rindo. - Não diga isso, Camilo.
Se você soubesse como eu tenho andado, por sua causa. Você sabe; já lhe
disse. Não ria de mim, não ria... Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou
para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, que os seus sustos
pareciam de criança; em todo o caso, quando tivesse algum receio,
a melhor cartomante era ele mesmo. Depois, repreendeu-a; disse-lhe que
era imprudente andar por essas casas. Vilela podia sabˆ-lo, e depois. -
Qual saber! tive muita cautela, ao entrar na casa. - Onde é a casa?
- Aqui perto, na Rua da Guarda Velha; não passava ninguém nessa ocasião.
Descansa; eu não sou maluca. Camilo riu outra vez: - Tu crês deveras
nessas cousas? perguntou-lhe. Foi então que ela, sem saber que traduzia
Hamlet em vulgar, disse-lhe que havia muita cousa misteriosa e
verdadeira neste mundo. Se ele não acreditava, paciência; mas o certo é
que a cartomante adivinhara tudo. Que mais? A prova ‚ que ela agora
estava tranqüila e satisfeita. Cuidou que ele ia falar, mas reprimiu-se.
Não queria arrancar-lhe as ilusões. Também ele, em criança, e ainda
depois, foi supersticioso, teve um arsenal inteiro de crendices, que
a mãe lhe incutiu e que aos vinte anos desapareceram. No dia em que
deixou cair toda essa vegetação parasita, e ficou só o tronco da
religião, ele, como tivesse recebido da mãe ambos os ensinos,
envolveu-os na mesma dúvida, e logo depois em uma só negação total.
Camilo não acreditava em nada. Por quê? Não poderia dizê-lo, não possuía
um só argumento: limitava-se a negar tudo. E digo mal, porque negar é
ainda afirmar, e ele não formulava a incredulidade; diante do mistério,
contentou-se em levantar os ombros, e foi andando. Separaram-se
contentes, ele ainda mais que ela. Rita estava certa de ser amada;
Camilo, não só o estava, mas via-a estremecer e arriscar-se por ele,
correr às cartomantes, e, por mais que a repreendesse, não podia deixar
de sentir-se lisonjeado. A casa do encontro era na antiga Rua dos
Barbonos, onde morava uma comprovinciana de Rita. Esta desceu pela Rua
das Mangueiras, na direção de Botafogo, onde residia; Camilo desceu
pela da Guarda Velha, olhando de passagem para a casa da cartomante.
Vilela, Camilo e Rita, três nomes, uma aventura e nenhuma explicação das
origens. Vamos a ela. Os dois primeiros eram amigos de infância. Vilela
seguiu a carreira de magistrado. Camilo entrou no funcionalismo, contra
a vontade do pai, que queria vê-lo médico; mas o pai morreu, e Camilo
preferiu não ser nada, até que a mãe lhe arranjou um emprego público.
No princípio de 1869, voltou Vilela da província, onde casara com uma
dama formosa e tonta; abandonou a magistratura e veio abrir banca de
advogado. Camilo arranjou-lhe casa para os lados de Botafogo, e foi
a bordo recebˆ-lo. - o senhor? exclamou Rita, estendendo-lhe a mão.
Não imagina como meu marido ‚ seu amigo, falava sempre do senhor. Camilo
e Vilela olharam-se com ternura. Eram amigos deveras. Depois, Camilo
confessou de si para si que a mulher do Vilela não desmentia as cartas
do marido. Realmente, era graciosa e viva nos gestos, olhos cálidos,
boca fina e interrogativa. Era um pouco mais velha que ambos: contava
trinta anos, Vilela vinte e nove e Camilo vinte e seis. Entretanto,
o porte grave de Vilela fazia-o parecer mais velho que a mulher,
enquanto Camilo era um ingênuo na vida moral e prática. Faltava-lhe
tanto a ação do tempo, como os óculos de cristal, que a natureza põe
no berço de alguns para adiantar os anos. Nem experiência, nem
intuição. Uniram-se os três. Convivência trouxe intimidade. Pouco depois
morreu a mãe de Camilo, e nesse desastre, que o foi, os dois
mostraram-se grandes amigos dele. Vilela cuidou do enterro, dos
sufrágios e do inventário; Rita tratou especialmente do coração, e
ninguém o faria melhor. Como daí chegaram ao amor, não o soube ele
nunca. A verdade é que gostava de passar as horas ao lado dela, era
a sua enfermeira moral, quase uma irmã, mas principalmente era mulher e
bonita. Odor di femmina: eis o que ele aspirava nela, e em volta dela,
para incorporá-lo em si próprio. Liam os mesmos livros, iam juntos
a teatros e passeios. Camilo ensinou-lhe as damas e o xadrez e jogavam
às noites; - ela mal, - ele, para lhe ser agradável, pouco menos mal.
Até aí as cousas. Agora a ação da pessoa, os olhos teimosos de Rita,
que procuravam muita vez os dele, que os consultavam antes de o fazer
ao marido, as mãos frias, as atitudes insólitas. Um dia, fazendo ele
anos, recebeu de Vilela uma rica bengala de presente e de Rita apenas
um cartão com um vulgar cumprimento a lápis, e foi então que ele pôde
ler no próprio coração, não conseguia arrancar os olhos do bilhetinho.
Palavras vulgares; mas há vulgaridades sublimes, ou, pelo menos,
deleitosas. A velha caleça de praça, em que pela primeira vez
passeaste com a mulher amada, fechadinhos ambos, vale o carro de Apolo.
Assim ‚ o homem, assim são as cousas que o cercam. Camilo quis
sinceramente fugir, mas já não pôde. Rita, como uma serpente, foi-se
acercando dele, envolveu-o todo, fez-lhe estalar os ossos num espasmo,
e pingou-lhe o veneno na boca. Ele ficou atordoado e subjugado. Vexame,
sustos, remorsos, desejos, tudo sentiu de mistura, mas a batalha foi
curta e a vitória delirante. Adeus, escrúpulos! Não tardou que o sapato
se acomodasse ao pé, e aí foram ambos, estrada fora, braços dados,
pisando folgadamente por cima de ervas e pedregulhos, sem padecer nada
mais que algumas saudades, quando estavam ausentes um do outro.
A confiança e estima de Vilela continuavam a ser as mesmas. Um dia,
porém, recebeu Camilo uma carta anônima, que lhe chamava imoral e
pérfido, e dizia que a aventura era sabida de todos. Camilo teve medo,
e, para desviar as suspeitas, começou a rarear as visitas … casa de
Vilela. Este notou-lhe as ausências. Camilo respondeu que o motivo era
uma paixão frívola de rapaz. Candura gerou astúcia. As ausências
prolongaram-se, e as visitas cessaram inteiramente. Pode ser que
entrasse também nisso um pouco de amor-próprio, uma intenção de diminuir
os obséquios do marido, para tornar menos dura a aleivosia do ato. Foi
por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu à cartomante para
consultá-la sobre a verdadeira causa do procedimento de Camilo. Vimos
que a cartomante restituiu-lhe a confiança, e que o rapaz repreendeu-a
por ter feito o que fez. Correram ainda algumas semanas. Camilo recebeu
mais duas ou três cartas anônimas, tão apaixonadas, que não podiam ser
advertência da virtude, mas despeito de algum pretendente; tal foi
a opinião de Rita, que, por outras palavras mal compostas, formulou
este pensamento: - a virtude ‚ preguiçosa e avara, não gasta tempo nem
papel; só o interesse é ativo e pródigo. Nem por isso Camilo ficou mais
sossegado; temia que o anônimo fosse ter com Vilela, e a catástrofe
viria então sem remédio. Rita concordou que era possível. - Bem, disse
ela; eu levo os sobrescritos para comparar a letra com as das cartas que
lá aparecerem; se alguma for igual, guardo-a e rasgo-a... Nenhuma
apareceu; mas daí a algum tempo Vilela começou a mostrar-se sombrio,
falando pouco, como desconfiado. Rita deu-se pressa em dizê-lo ao outro,
e sobre isso deliberaram. A opinião dela ‚ que Camilo devia tornar
à casa deles,
tatear o marido, e pode ser até que lhe ouvisse a confidência de algum
negócio particular. Camilo divergia; aparecer depois de tantos meses era confirmar a suspeita
ou denúncia. Mais valia acautelarem-se, sacrificando-se por algumas semanas. Combinaram os meios de se corresponderem, em caso de necessidade, e separaram-se com
lágrimas. No dia seguinte, estando na repartição, recebeu Camilo este bilhete de Vilela: "Vem
já, já, à nossa casa; preciso falar-te sem demora." Era mais de meio-dia.
Camilo saiu logo; na rua, advertiu que teria sido mais natural chamá-lo ao
escritório; por que em casa? Tudo indicava matéria especial, e a letra, fosse realidade
ou ilusão, afigurou-se-lhe trêmula. Ele combinou todas essas cousas com a
notícia da véspera. - Vem já, já, à nossa casa; preciso falar-te sem demora, - repetia
ele com os olhos no papel. Imaginariamente, viu a ponta da orelha de um drama, Rita subjugada e lacrimosa, Vilela indignado, pegando da pena e escrevendo o bilhete,
certo de que ele acudiria, e esperando-o para matá-lo. Camilo estremeceu, tinha medo: depois sorriu amarelo, e em todo caso repugnava-lhe a
idéia de recuar, e foi
andando. De caminho, lembrou-se de ir a casa; podia achar algum recado de Rita, que lhe explicasse tudo. Não achou nada, nem
ninguém. Voltou à rua, e a idéia de
estarem descobertos parecia-lhe cada vez mais verossímil; era natural uma
denúncia anônima, até da própria pessoa que o ameaçara antes; podia ser que Vilela conhecesse
agora tudo. A mesma suspensão das suas visitas, sem motivo aparente, apenas com um pretexto
fútil, viria confirmar o resto. Camilo ia andando inquieto e nervoso.
Não relia o bilhete, mas as palavras estavam decoradas, diante dos olhos, fixas, ou então, - o que era ainda pior, - eram-lhe murmuradas ao ouvido, com a
própria voz de Vilela. "Vem já, já, à nossa casa; preciso falar-te sem demora." Ditas assim, pela voz do outro, tinham um tom de
mistério e ameaça. Vem, já, já, para quê?
Era perto de uma hora da tarde. A comoção crescia de minuto a minuto. Tanto imaginou o que se iria passar, que chegou a
crê-lo e vê-lo. Positivamente, tinha medo.
Entrou a cogitar em ir armado, considerando que, se nada houvesse, nada perdia, e a
precaução era útil. Logo depois rejeitava a idéia, vexado de si mesmo, e seguia,
picando o passo, na direção do Largo da Carioca, para entrar num tílburi. Chegou, entrou e mandou seguir a trote largo. "Quanto antes, melhor, pensou ele; não posso
estar assim..." Mas o mesmo trote do cavalo veio agravar-lhe a comoção. O tempo voava, e ele não tardaria a entestar com o perigo. Quase no fim da Rua da Guarda
Velha, o tílburi teve de parar, a rua estava atravancada com uma carroça, que
caíra. Camilo, em si mesmo, estimou o obstáculo, e esperou. No fim de cinco minutos,
reparou que ao lado, à esquerda, ao pé do tílburi, ficava a casa da cartomante, a quem Rita consultara uma vez, e nunca ele desejou tanto crer na
lição das cartas.
Olhou, viu as janelas fechadas, quando todas as outras estavam abertas e pejadas de curiosos do incidente da rua. Dir-se-ia a morada do indiferente Destino. Camilo
reclinou-se no tílburi, para não ver nada. A agitação dele era grande,
extraordinária, e do fundo das camadas morais emergiam alguns fantasmas de outro tempo, as
velhas crenças, as superstições antigas. O cocheiro propôs-lhe voltar à primeira travessa, e ir por outro caminho: ele respondeu que não, que esperasse. E inclinava-se
para fitar a casa... Depois fez um gesto incrédulo: era a idéia de ouvir a cartomante, que lhe passava ao longe, muito longe, com vastas asas cinzentas; desapareceu,
reapareceu, e tornou a esvair-se no cérebro; mas daí a pouco moveu outra vez as asas, mais perto, fazendo uns giros
concêntricos... Na rua, gritavam os homens, safando
a carroça: - Anda! agora! empurra! vá! vá! Daí a pouco estaria removido o
obstáculo. Camilo fechava os olhos, pensava em outras cousas: mas a voz do marido sussurrava-lhe
a orelhas as palavras da carta: "Vem, já, já..." E ele via as contorções do drama e tremia. A casa olhava para ele. As pernas queriam descer e entrar. Camilo achou-se
diante de um longo véu opaco... pensou rapidamente no inexplicável de tantas cousas. A voz da mãe repetia-lhe uma
porção de casos extraordinários: e a mesma frase
do príncipe de Dinamarca reboava-lhe dentro: "Há mais cousas no céu e na terra do que sonha a filosofia... " Que perdia ele, se... Deu por si na
calçada, ao
pé da porta: disse ao cocheiro que esperasse, e rápido enfiou pelo corredor, e subiu a escada. A luz era pouca, os degraus comidos dos
pés, o corrimão pegajoso;
mas ele não, viu nem sentiu nada. Trepou e bateu. Não aparecendo ninguém, teve
idéia de descer; mas era tarde, a curiosidade fustigava-lhe o sangue, as fontes latejavam-lhe;
ele tornou a bater uma, duas, três pancadas. Veio uma mulher; era a cartomante. Camilo disse que ia
consultá-la, ela fê-lo entrar. Dali subiram ao sótão, por uma
escada ainda pior que a primeira e mais escura. Em cima, havia uma salinha, mal alumiada por uma janela, que dava para o telhado dos fundos. Velhos trastes, paredes
sombrias, um ar de pobreza, que antes aumentava do que destruía o
prestígio. A cartomante fê-lo sentar diante da mesa, e sentou-se do lado oposto, com as costas
para a janela, de maneira que a pouca luz de fora batia em cheio no rosto de Camilo. Abriu uma gaveta e tirou um baralho de cartas compridas e enxovalhadas. Enquanto
as baralhava, rapidamente, olhava para ele, não de rosto, mas por baixo dos olhos. Era uma mulher de quarenta anos, italiana, morena e magra, com grandes olhos
sonsos e agudos. Voltou três cartas sobre a mesa, e disse-lhe: - Vejamos primeiro o que ‚ que o traz aqui. O senhor tem um grande susto... Camilo, maravilhado,
fez um gesto afirmativo. E quer saber, continuou ela, se lhe acontecerá alguma cousa ou não... - A mim e a ela, explicou vivamente ele. A cartomante não sorriu:
disse-lhe só que esperasse. Rápido pegou outra vez das cartas e baralhou-as, com os longos dedos finos, de unhas descuradas; baralhou-as bem,
transpôs os ma‡os, uma, duas. três vezes; depois começou a estendê-las. Camilo tinha os olhos nela. curioso e ansioso. - As cartas dizem-me... Camilo inclinou-se
para beber uma a
uma as palavras. Então ela declarou-lhe que não tivesse medo de nada. Nada aconteceria nem a um nem a outro; ele, o terceiro, ignorava tudo. Não obstante, era
indispensável muita cautela: ferviam invejas e despeitos. Falou-lhe do amor que os ligava, da beleza de Rita... Camilo estava deslumbrado. A cartomante acabou,
recolheu as cartas
e fechou-as na gaveta. A senhora restituiu-me a paz ao espírito, disse ele estendendo a mão por cima da mesa e apertando a da cartomante. Esta levantou-se, rindo.
Vá, disse ela; vá, ragazzo innamorato... E de pé, com o dedo indicador, tocou-lhe na testa. Camilo estremeceu, como se fosse a mão da
própria sibila, e levantou-se
também. A cartomante foi à cômoda, sobre a qual estava um prato com passas, tirou um cacho destas,
começou a despencá-las e comê-las, mostrando duas fileiras de
dentes que desmentiam as unhas. Nessa mesma ação comum, a mulher tinha um ar particular. Camilo, ansioso por sair, não sabia como pagasse; ignorava o
preço. Passas custam dinheiro, disse ele afinal, tirando a carteira. Quantas quer mandar buscar? - Pergunte ao seu
coração, respondeu ela. Camilo tirou uma nota de dez
mil-réis, e deu-lha. Os olhos da cartomante fuzilaram. O preço usual era dois
mil-réis. - Vejo bem que o senhor gosta muito dela... E faz bem; ela gosta muito do
senhor. Vá, vá, tranqüilo. Olhe a escada, ‚ escura; ponha o chapéu... A cartomante tinha
já guardado a nota na algibeira, e descia com ele, falando, com um leve
sotaque. Camilo despediu-se dela embaixo, e desceu a escada que levava … rua, enquanto a cartomante, alegre com a paga, tornava acima, cantarolando uma barcarola.
Camilo achou o tílburi esperando; a rua estava livre. Entrou e seguiu a trote largo. Tudo lhe parecia agora melhor, as outras cousas traziam outro aspecto, o
céu estava límpido e as caras joviais. Chegou a rir dos seus receios, que chamou pueris; recordou os termos da carta de Vilela e reconheceu que eram
íntimos e familiares. Onde é que ele lhe descobrira a ameaça? Advertiu
também que eram urgentes, e que fizera mal em demorar-se tanto; podia ser algum
negócio grave e gravíssimo. -
Vamos, vamos depressa, repetia ele ao cocheiro. E consigo, para explicar a demora ao amigo, engenhou qualquer cousa; parece que formou
também o plano de aproveitar
o incidente para tornar … antiga assiduidade... De volta com os planos, reboavam-lhe na alma as palavras da cartomante. Em verdade, ela adivinhara o objeto da consulta,
o estado dele, a existência de um terceiro; por que não adivinharia o resto? O presente que se ignora vale o futuro. Era assim, lentas e
contínuas, que as velhas
crenças do rapaz iam tornando ao de cima, e o mistério empolgava-o com as unhas de ferro.
às vezes queria rir, e ria de si mesmo, algo vexado; mas a mulher, as
cartas, as palavras secas e afirmativas, a exortação: Vá, vá, ragazzo innamorato; e no fim, ao longe, a barcarola da despedida, lenta e graciosa, tais eram os
elementos recentes, que formavam, com os antigos, uma fé nova e vivaz. A verdade ‚ que o
coração ia alegre e impaciente, pensando nas horas felizes de outrora
e nas que haviam de vir. Ao passar pela Glória, Camilo olhou para o mar, estendeu os olhos para fora,
até onde a água e o céu dão um abraço infinito, e teve assim
uma sensação do futuro, longo, longo, interminável. Daí a pouco chegou
à casa de Vilela. Apeou-se, empurrou a porta de ferro do jardim e entrou. A casa estava silenciosa.
Subiu os seis degraus de pedra, e mal teve tempo de bater, a porta abriu-se, e apareceu-lhe Vilela. Desculpa, não pude vir mais cedo; que
há? Vilela não lhe
respondeu; tinha as feições decompostas; fez-lhe sinal, e foram para uma saleta interior. Entrando, Camilo não
pôde sufocar um grito de terror: - ao fundo sobre
o canapé, estava Rita morta e ensangüentada. Vilela pegou-o pela gola, e, com dois tiros de
revólver, estirou-o morto no chão.
Opaaaa curtiram a história?
Quero muito que sim.
Abraços a todos e até logo pessoal!
Voei voei voei!
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Postado por vilson
boa tarde,
em leitura a notícia postada pelo Dorcival, a fim de ratificá-la. só quero lembrar de um exemplo, no sentido de partidos que defendem seus mascarados. quem não lembra de um tal deputado André Vargas, esse cara simplismente era o um líder do pt na camara. de repente surgiu rumores de que ele estava envolvido com o doleiro. o pt até tentou defender o deputado safado, mas como o partido viu que era impossível sustentar tamanha safadesa, eis que nem partido o senvergonha tem hoje. essa é nossa política do Brasil.
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Postado por Dorcival
Moçada, a notícia que vai abaixo tem um título enganoso. Então, leiam ela por inteiro.
Nesta época de procurarmos informações sobre políticos é bom tomarmos cuidado.
O título remete ao Planalto, este é o caso mais grave, mas é uma prática corrente. Independente de partidos, crenças, e aparentes convicções.
Vejam, o porque a Wikipédia não pode ser tomada como a única fonte de informação.
***
01/08/2014 às 20:15
Planalto pode ser impedido de editar Wikipédia
Por Renata Honorato, na VEJA.com:
Nesta semana, o jornal Folha de S.Paulo revelou que computadores instalados no Palácio do Planalto, sede do governo federal em Brasília, foram usados para editar artigos de políticos na Wikipédia – precisamente, a página do candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, que citava suspeitas de corrupção, foi alterada por servidores federais. As mudanças foram realizadas no ano passado, antes do início da campanha, mas o serviço colaborativo já se prepara para a enxurrada de edições tendenciosas que tradicionalmente ocorrem às vésperas de eleições, criando “perfis-pinóquio” de candidatos. A ação, que é comum no Brasil e exterior, é repelida por um exército de editores, que ao primeiro sinal de conflito de interesses reedita um texto na enciclopédia virtual. Em caso de reincidência, a Wikipédia não perdoa e bloqueia por tempo determinado o endereço IP (sequência de números que identifica um dispositivo em uma rede local ou pública) responsável pela mudança no termo.
Na prática, os computadores instalados no Palácio do Planalto podem ser impedidos de editar artigos da enciclopédia, caso a comunidade identifique alterações tendenciosas, que geralmente exaltam qualidades e omitem fatos de interesse público. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma faixa de IPs da Câmara dos Deputados foi bloqueada por dez dias depois que a Wikipédia identificou que computadores da sede do governo americano tinham vandalizado artigos. Na ocasião, a página sobre a teoria da conspiração que diz ser falso o Programa Apollo e sua chegada à Lua, acusava o governo de Cuba de espalhar os boatos.
Segundo Katherine Maher, diretora de comunicação da Fundação Wikimedia, gestora da Wikipédia, o dono do IP em questão — o governo americano, no caso — já tinha sido notificado sobre as edições inapropriadas. Como aviso, o endereço chegou a ser bloqueado por um dia. As alterações continuaram a acontecer mesmo depois do alerta e, como castigo, a enciclopédia cancelou por dez dias qualquer edição feita a partir de um IP da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. “A decisão partiu de um membro da comunidade Wikipédia em inglês. São eles que tomam as decisões com base nas políticas editoriais e só bloqueiam um acesso em casos extremos”, explicou a executiva ao site de VEJA.
Lucas Teles, estudante de medicina de 28 anos, é um dos administradores da Wikipédia em português. Teles vive em Salvador (BA) e desde 2008 colabora com a enciclopédia. “As edições tendenciosas acontecem com frequência. O que não é comum é identificar a origem do IP responsável pela mudança”, explica. De acordo com Teles, muitos endereços já foram bloqueados no Brasil por causa dessas alterações. “Caso recente é o do ex-senador mineiro Clésio Andrade (PMDB). Um IP relacionado ao político foi identificado por fazer mudanças sensíveis no artigo e isso fez com que o endereço fosse bloqueado por 45 dias”, conta Teles.
Katherine afirma que as políticas de edições variam de idioma para idioma, mas na maioria dos casos é proibido que um usuário edite seu próprio artigo ou que pessoas próximas a ele façam o mesmo. O objetivo, diz a diretora, é evitar conflito de interesse. “Claro que nem todos seguem à risca essa regra editorial. É por isso que de tempos em tempos vemos políticos alterando suas próprias páginas. Historicamente, o tiro sempre sai pela culatra quando um parlamentar, uma empresa ou celebridade tentar melhorar a sua imagem na Wikipédia. Os editores reeditam o artigo e a imprensa publica reportagens sobre a manobra”, diz a porta-voz da enciclopédia.
Para evitar que computadores instalados em sedes do governo sejam usados para modificar de forma inapropriada artigos na Wikipédia, programadores independentes criaram robôs que atualizam perfis no Twitter a cada alteração feita a partir de um IP do governo. “Essas contas já funcionam nos Estados Unidos, Rússia e Grã-Bretanha. Nada impede que alguém crie uma solução similar ao @congressedits para monitorar as edições feitas a partir do congresso ou senado brasileiros”, explica Katherine. E foi o que aconteceu dias após a revelação das edições do Planalto. A conta @brwikiedits no Twitter já está no ar e IPs do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que fornece serviços de TI ao governo, são fiscalizados diariamente e publicados no microblog.
Oona Castro, consultora do Programa Catalisador da Wikimedia no Brasil, explica que funcionários de empresas, relações públicas de celebridades e assessores de políticos de todos os níveis da federação tendem a editar artigos na enciclopédia. “Se uma dessas pessoas edita uma página de maneira isenta, não há problema. A questão complica quando interpretam que a Wikipédia é uma plataforma de divulgação e quando querem omitir fatos já reportados em outras fontes ou incluir informações sem referência”, diz Oona. “Nesses casos, os editores mais experientes e ativos simplesmente reeditam os artigos.”
***
Isto é só um alerta. Vocês podem aceitar ou dispensar... A escolha e o direito, é de cada um de nós!
Abraços para todos!
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Postado por Gisele Cristina
Há de chegar um tempo em que o Brasil de todos nós será um país de paz.
Um país onde não haja a miséria de recursos amoedados, nem a ignorância das letras.
Onde todos trabalhem e haja trabalho para todos. Os que não necessitem dos valores salariais, trabalhem pelo bem geral, em voluntariado de amor.
Há de chegar um tempo em que derrubaremos os muros dos quintais, não mais cultivando o medo. E abraçaremos o vizinho como um irmão.
Um tempo onde as crianças voltem a correr pelos parques, nos dias de sol. Crianças que possam ir e vir das escolas, sozinhas ou em grupos, enchendo as ruas de risos,
corridas, alegria.
Ah, Brasil, como te desejo grande! Maior do que teu território. Um Brasil sem fronteiras internas, onde os filhos do Norte e os do Sul falem a mesma linguagem, a
do bem.
Onde os sotaques, os regionalismos sejam preservados, como essa diversidade sadia, característica do grande mundo de Deus.
Mas onde o idioma único seja o da fraternidade. Irmãos do Leste e do Oeste trabalhando pela mesma grandeza da nação.
Haverá de chegar um tempo, que pode ser já, se você e eu começarmos hoje a estender a mão ao vizinho e o saudar com um Bom dia, amigo!
Um tempo em que os estádios ficarão lotados com pessoas cujo objetivo é assistir um bom jogo de futebol. Um jogo onde o importante não será quem leve a taça, mas
aquele que demonstre a mais apurada técnica, a melhor habilidade e a mais fina ética.
Um tempo em que as salas de teatro se abram para todos, crianças, jovens, adultos, idosos para assistir o drama e a tragédia em elaboradas peças. Assistir o cômico,
rindo com prazer.
Também para ouvir a música dos imortais, o cancioneiro popular, as baladas do coração.
Haverá de chegar um tempo em que música também se ouvirá nas praças, nos parques, nas estações de trem, nos terminais de ônibus.
Então, em vez de ansiedade e preocupação, a alma se extasiará com a harmonia das notas, em escalas crescentes e decrescentes, com as melodias compostas com a mais
delicada sensibilidade.
Quisera que esse dia chegasse logo para não mais ver lágrimas de mães pranteando filhos prisioneiros, mas sim deixando escorrer o pranto da emoção pelas conquistas
dos seus rebentos.
Quisera que esse dia chegasse logo para ver mais sorrisos e menos dores; mais justiça e menos demagogia.
Quisera que esse dia chegasse logo para, no Dia da Pátria, contemplar com emoção o pavilhão nacional tremular ao vento, mostrando suas cores, com especial destaque
para o branco da paz.
E, então, cantar o Hino Pátrio com todo vigor:
Terra adorada, entre outras mil,
És tu, Brasil, ó pátria amada!
Dos filhos deste solo, és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!
Redação do Momento Espírita
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Postado por Vanessa
Desejo de um maravilhoso sábado a todos!
Alguém me disse:
"Não se preoculpe, o vento forte vai passar, e suas lágrimas irão cessar".
Segui confiante, passei por lutas, muitas coisas me fizeram chorar mas, eu sabia que a alegria viria ao amanhecer.
Um dia, alguém me disse:
"Nunca deixe de dizer: Te amo, a alguém especial, aos amigos, esteja sempre com eles, mesmo que venha a sofrer por alguns pois, mais te valerá o sorriso de muitos, e acredite, cada lágrima que alguns te tirá, te servierá para ver que o sorriso vale mais que o choro.
Alguém me disse um dia que eu era especial, não liguei, não dei a mínima para ele... e me deparei frente ha sua música refletida na dor, de um amor perdido... Essa pessoa especial era...
Um dia alguém, me disse quê, eu sofreria, e um dia acharia alguém que para mim seja especial mas, eu...
Em fim... um dia, nos serve para concertar erros do passado, reverter as atitudes, aguardar o presente viver cada dia como se fosse o último dia, e... o futuro:
Esse não nos cabe mas, pode haver mudanças, amor virar rancor, alegria se tornar tristeza, e só nos cabe escolher o que queremos para o futuro?
Pense nisso.
VanessaSilva2014
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Postado por orlando
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Postado por Carine
“Se é verdade que a cada dia basta sua carga, por que então teimamos em carregar para o dia seguinte nossas mágoas e dores?
Há ainda os que carregam para a semana seguinte, o mês seguinte e anos afora...
Nos apegamos ao sofrimento, ao ressentimento, como nos apegamos a essas coisinhas que guardamos nas nossas gavetas, sabendo inúteis, mas sem coragem para jogar fora.
Vivemos com o lixo da existência, quando tudo seria mais claro e límpido com o coração renovado.
As marcas e cicatrizes ficam para nos lembrar da vida, do que fomos, do que fizemos e do que devemos evitar.
Não inventaram ainda uma cirurgia plástica da alma, onde podem tirar todas as nossas vivências e nos deixar como novos.
Ainda bem...
Não devemos nos esquecer do nosso passado, de onde viemos, do que fizemos, dos caminhos que percorremos.
Não podemos nos esquecer de nossas vitórias, nossas quedas e nossas lutas.
Menos ainda das pessoas que encontramos, essas que direcionaram nossas vidas, muitas vezes sem saber.
O que não podemos é carregar dia-a-dia, com teimosia, o ódio, o rancor, as mágoas, o sentimento de derrota e o ressentimento.
Acredite ou não, mas perdoar a quem nos feriu dói mais na pessoa do que o ódio que podemos sentir durante toda uma vida.
As mágoas envelhecidas transparecem no nosso rosto e nos nossos atos e moldam nossa existência.
Precisamos, com muita coragem e ousadia, abrir a gaveta do nosso coração e dizer:
Eu não preciso mais disso, isso aqui não me traz nenhum benefício e quando só ficarem a lembrança das alegrias, do bem que nos fizeram, das rosas secas, mas carregadas de amor, mais espaço haverá para novas experiências, novos encontros.
seremos mais leves, mais fáceis de ser carregados, mesmo por aqueles que já nos amam.
Não é a expressão do rosto que mostra o que vai no coração?
As coisas boas começam a acontecer.
Luz atrai, beleza atrai.
Tente a experiência!!!
Sua vida é única e você é único, sua vida merece que, a cada dia, você dê uma chance para que ela seja plena e feliz.”
Texto: Letícia Thompson
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Postado por edson
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