Seja bem vindo ao mais novo mural de recados da Internet!

Mural Cegueta, o mais acessível da Internet!

Vamos lá! Poste recados com quaisquer tipos de assuntos, notícias globais, declarações de amor, e muito mais!

Neste espaço, o objetivo é proporcionar uma grande interatividade entre todos postadores e visitantes. Sempre que possível, estaremos postando comunicados com informações úteis.

Informações

Antes de postar, clique aqui para ler Nosso Regulamento.

Regulamento atualizado em: 30 de Janeiro de 2016.

Dicas de Navegação:

Para ir direto ler as mensagens aperte a tecla Alt + 5 ou Clique Aqui!

Temos ao total: 41689 recados postados.

Para postar seu recado, preencha corretamente todos os campos, logo abaixo

Mensagens do Mural Cegueta.com

Para buscar um recado, preencha o campo abaixo:

Imagem do Usuário
Recado 36646: boa tarde! 05 de December de 2014, 14:57

Postado por Carine

Composição especial

Certa vez uma amiga, professora da 4ª série, numa época em que não se falava ainda sobre alfabetização emocional, alfabetizava com maestria os seus pequenos alunos.

Um dos seus meninos foi vítima da paralisia infantil e vivia numa cadeira de rodas. Certa vez ela deu à classe a tarefa de fazer uma composição sobre algo de que eles muito gostassem. Ao corrigir os trabalhos, minha amiga manchou algumas folhas com suas lágrimas, mas houve uma que ela quase estragou, tantas foram as lágrimas que ela derramou sobre o papel. Da parte que ainda estava intacta, pude ler:

“… gosto muito de bicicleta, mas não posso andar com ela. Dos meus sapatos eu gosto, mas eles estão sempre limpos e não se gastam.
O que eu gosto mesmo, e quero prestar-lhe homenagem, é a minha cadeira de rodas. Você, minha cadeira, parece tão feia para quem não te conhece como eu. Para mim você é bonita. Suporta meus momentos de raiva, quando até te espanco, ouve minhas confidências e deixa-se molhar com minha lágrimas. Sim, eu choro.

Muitas vezes eu choro porque quero correr, chutar bola, andar de bicicleta, excursionar pelo mato, subir montanhas, nadar no riacho… Não posso fazer nada disso, mas tenho um pouco de liberdade com você. Não me esqueço quando você me ensinou o “faz de conta”, e se transformou numa nave espacial e fomos à lua, Vênus e Marte e fizemos um tratado de paz com os seus habitantes, garantindo-lhes que jamais seriam agredidos…”

Depois, não dava pra ler mais. Na última linha, porém consegui decifrar: “… primeiro odiei, hoje você faz parte do meu corpo”.

Fiquei pensando: tomara que todos nós fizéssemos um tratado de paz com a vida, um tratado de não agressão. Vamos reagir contra o mal, porém com muito amor.





desconheço o autor
Imagem do Usuário
Recado 36645: amizade 05 de December de 2014, 13:10

Postado por Letícia dos Santos Silva

olá galera boa tarde a todos estou aqui para fazer novas amizades, mas amizades verdadeiras e principalmente com pessoas que são deficientes visuais
o meu face é lete99@outlook.com e o meu twitter é letedossantos
Imagem do Usuário
Recado 36644: ESPELHO DA VIDA 05 de December de 2014, 12:09

Postado por Gisele Cristina

O que você acha de bom nos outros está também em você. Os defeitos que você acha nos outros são os seus defeitos também. Afinal, para reconhecer algo, você tem que conhecê-lo. As potencialidades que você vê nos outros são possíveis também para você. A beleza que você vê ao seu redor é sua beleza.

O mundo ao seu redor é um reflexo, um espelho que mostra quem você é. Para mudar seu mundo, você precisa mudar a si mesmo. Culpar e reclamar só tornará as coisas piores. As coisas com que você se importa são sua responsabilidade.

O que você vê nos outros lhe mostra você mesmo. Veja o melhor nos outros e você será uma pessoa melhor. Doe aos outros e estará doando a si mesmo. Aprecie a beleza, e você será belo. Admire a criatividade, e você será criativo. Ame, e você será amado. Procure compreender, e será compreendido. Ouça, e sua voz será ouvida. Ensine, e você aprenderá.

Mostre ao espelho sua melhor face, e você ficará feliz com o que ele vai lhe mostrar.
Imagem do Usuário
Recado 36643: Embusca de novas amizades. 05 de December de 2014, 12:02

Postado por Eudney

Olá amigos do mural cegueta, meu nome é Eudney, e estou em busca de novas amizades, pessoas que gostam de conversar, pois sou deficiente visual e uso o meu face 100 porcento para isso, se tiver alguém aí que se enteressar, é só me adicionar, será um prazer em conversar com todos vocês, meu face é o 3884331661 conto com todos.
Imagem do Usuário
Recado 36642: Economia, difícil e nada objetiva. 05 de December de 2014, 11:06

Postado por Dorcival

Olá gente, todos em paz?
Turma, acho que boa parte de vocês não conhece lá grande coisa de economês. Provavelmente, nem dê atenção quando a palavra economia surge em foco. Mas, ontem o governo federal demonstrou um esboço do que pretende para os próximos três anos nas contas do País.
Moçada, como alguns de vocês já devem ter percebido, não sigo a maioria em várias coisas. Vem que, no particular acima também isto se segue.
Acho que a economia é o motor principal de qualquer nação. Até defendo que a matéria seja ensinada no ensino médio. Não como parte da Geografia, mas, como uma disciplina independente.
Abaixo vem um texto fácil, um misto de opinião e notícia, e que, penso que vale à pena ser lido.
***
vinicius torres freire
A porta do inferno e o corredor do hospital
05/12/2014 02h00


O governo mandou nesta quinta-feira para o Congresso o plano genérico e revisado do que pretende fazer de suas contas e do que imagina ser o futuro da economia em 2015 e, quase ficção científica, em 2016 e 2017, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
Quase nenhuma novidade, apenas tristezas. Caso as previsões se confirmem, a economia do Brasil terá crescido 1,7% ao ano entre 2011 e 2017, do primeiro ao penúltimo ano de Dilma Rousseff –no pior quadriênio de FHC, a média foi de 2,1% ao ano.
No ano que vem, o país ainda gastará 5,3% do PIB em pagamentos de juros da dívida pública, o equivalente hoje a uns R$ 266 bilhões, mais de dez vezes o gasto do Bolsa Família, para recorrer a uma unidade de conta popular. O gasto com juros já foi maior, mas viera em tendência de queda de 2003 a 2011. Tolerância com inflação e mais descrédito e gastos do governo, que implicam juros maiores, contribuíram para que fosse suspensa a baixa gradual da despesa com esse Bolsa Rico.
A LDO para 2015 foi revisada ontem, um dia depois de o Congresso aprovar a anistia para o estouro das contas federais de 2014, um vexame votado em meio à avacalhação pública da gestão Dilma Rousseff, entre outras indignidades.
Os novos ministros da economia já haviam adiantado a novidade principal da LDO, a nova meta de poupança do governo para 2015, o dito superavit primário (receita menos despesas, desconsiderados gastos com juros), que ficou em 1,2% do PIB.
Mais ou menos metade disso terá de vir de aumento de impostos, ainda não se sabe bem quais: fim do desconto do IPI para bens duráveis, volta do imposto sobre combustíveis, talvez algum imposto sobre operações financeiras ou, mais ousado, sobre movimentação financeira (uma CPMF-mirim) etc.
A estimativa para a taxa básica de juros média em 2015 sugere a crença de que o BC elevará a Selic de 11,75% para 12% em janeiro e para 12,25% em abril, ficando por aí até o fim do ano. Trata-se, de qualquer modo, da previsão da centena de economistas de instituições financeiras e consultorias ouvidas semanalmente pelo Banco Central.
No caso de PIB, câmbio e juros, o governo passou a adotar essas estimativas do "mercado", em vez de dar seus próprios e exagerados chutes informados para o alto.
As previsões para a dívida pública são do BC. Embora não seja culpa do BC, tais estimativas têm algo de fantasia, se por mais não fosse porque a nova equipe econômica deve descobrir dívidas esquecidas em algum armário, não contabilizadas de modo devido, o que se chamava de "esqueletos".
Os esqueletos nem de longe devem ser grandes quanto os descobertos na segunda metade dos 1990. Mas haverá caveirinhas. Enfim, sabe-se lá qual será o tamanho da conta de juros, que depende da taxa de juros e de quanto vai custar o programa de controle do câmbio do BC (está saindo caro).
Em entrevista recente ao jornal "Valor", o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, colunista desta Folha, disse que se deve "...acreditar que ela [Dilma Rousseff] olhou a porta do inferno e, como o Lula, resolveu mudar" a política econômica. Melhor dar as costas para o inferno. Mas na volta vai se caminhar pelo longo corredor do hospital.
vinicius torres freire
***
Voltei.
Alguns de vocês devem, vez por outra, se perguntar: “O que cacete é esta tal Selic?”.
Talvez eu consiga dar uma luz.
Toda vez que o governo precisa de grana e não tem, ele precisa pegar emprestado como todo mundo. Só que em vez de procurar quem tenha a menor taxa de juros, ele estipula quanto vai pagar pelo empréstimo. E depois, lança títulos/papéis/promissórias, como vocês queiram chamar. Esta é a tal Selic. Ou, taxa básica de juros. Ela também é usada em algumas outras situações, mas à grosso modo é isso.
No esboço de ontem veio a receita com o remédio para a primeira fase do tratamento. Ele é amargo, doloroso e nós sabemos como é difícil seguir um tratamento assim!
Vamos esperar. Vou fazer a minha parte e acho que muitos outros também farão. Entretanto, somos duzentos milhões e com os enfermeiros e médicos que temos... Vai saber!
Abraços para todos!
Imagem do Usuário
Recado 36641: para refletir nesta sexta feira! 05 de December de 2014, 08:39

Postado por vagner pereira

Parâmetros, critérios, análises.
Todos somos feitos de premissas imutáveis.
Os princípios e as promessas incutidas por pais de carne sangue culturais,
Os anseios e medos de mães triviais.
Quem eu sou, de onde vim e pra.
Aonde irei. Será que tenho coragem de assumir que não sei?
Paradoxos alimentam que somos iguais porque somos diferentes!
Se formos parar pra pensar detonaremos com nossas mentes, ou as expandiremos ao ponto de nos acharmos loucos... Da no mesmo!

Autor Vagner p. Alves
uma ótima sexta feira pra todos nós. e que o fim de semana não seja o fim de tudo...
Imagem do Usuário
Recado 36640: Convite 04 de December de 2014, 18:42

Postado por WILSON MARTINS

Olá a todos(as) escrevo para convidalos a visitarem o blog WMpoesia, lá vocês vão encontrar poesias poemas e partes de músicas.
Vão lá visitar meu blog conto com vocês.
Se a vida é um mistério descubra pra mim, descubra o início o meio e o fim.
Forte abraço. Lembrando se alguém tiver poesias poemas e frases, enviar para: wilson.martinsvascaino@gmail.com
WILSON MARTINS
Imagem do Usuário
Recado 36639: Agora não... 04 de December de 2014, 14:46

Postado por Vanessa

Talvez bastava respirar, somente respirar
Um pouco
Recuperar cada batida
Sem buscar um momento para ir embora
Não vá embora
Porque eu não posso me acostumar
a Dezembro sem você
Quem fica aqui espera o impossível, sim

Agora não
Não há tempo pra explicar
E perguntar se te dei bastante amor
Eu estou aqui
Queria falar agora, agora...

Porque se deixam entre os dentes
As coisas importantes
Tantas palavras que não usamos mais
Mergulhe fundo nessa dor
Pra que possam sair
Depois voltar aqui, uma a uma aqui
Pode sentir?
Pesam, depois pousarão
Para sempre entre nós
Eu sem você, não sei como repetir, não consigo mais dizer...

Agora não
Chovem tantas lembranças
Eu faria mais que ter uma esperança
Como queria poder falar agora.... agora!
Agora não
Não há mais tempo pra explicar
Que eu também tinha (eu!)
Mil coisas pra esperar
Em frente a mim, mil coisas pra fazer junto a você

Talvez me baste respirar
Somente respirar um pouco
Hoje é tarde
aMas agora não...
Imagem do Usuário
Recado 36638: DOE-SE 04 de December de 2014, 14:32

Postado por Gisele Cristina

Doe-se.

Amigo, você traz a dor de não ser entendido ou amado.
Mas supere isso. Ser entendido ou amado obedece a lei própria do dar e do receber. Quando mais você se doa em compreensão e amizade mais as recebe de volta.

Interesse-se pela vida dos outros. Pergunte como estão passando, do que precisam, como vivem e tudo o mais.
Ajude-os ao máximo. Interessar-se pelos outros é fazer o bem a eles e a nós.

Lourival Lopes
Imagem do Usuário
Recado 36637: história do brasil. 04 de December de 2014, 14:08

Postado por vagner pereira

Senhores! Postarei aqui um breve istórico de corrupção que creio ser importante que leem. é claro que não são todos os fatos que estão registrado no que vou postar, mas gostaria apenas de refrescar a memoria de alguns que creem que a corrupção é artimanha apenas contemporania! o texto é um tanto longo e ficaria mais longo se englobacemos nele tudo que lembramos sobre corrupção sem nos esforçarmos muito! Espero que gostem e aproveitem para refletirem... -------! . Os primeiros registros de práticas de ilegalidade no Brasil, que temos registro, datam do século XVI no período da colonização portuguesa. O caso mais freqüente era de funcionários públicos, encarregados de fiscalizar o contrabando e outras transgressões contra a coroa portuguesa e ao invés de cumprirem suas funções, acabavam praticando o comércio ilegal de produtos brasileiros como pau-brasil, especiarias, tabaco, ouro e diamante. Cabe ressaltar que tais produtos somente poderiam ser comercializados com autorização especial do rei, mas acabavam nas mãos dos contrabandistas. Portugal por sua vez se furtava em resolver os assuntos ligados ao contrabando e a propina, pois estava mais interessado em manter os rendimentos significativos da camada aristocrática do que alimentar um sistema de empreendimentos produtivos através do controle dessas práticas.


Um segundo momento refere-se a extensa utilização da mão-de-obra escrava, na agricultura brasileira, na produção do açúcar. De 1580 até 1850 a escravidão foi considerada necessária e, mesmo com a proibição do tráfico, o governo brasileiro mantinha-se tolerante e conivente com os traficantes que burlavam a lei. Políticos, como o Marquês de Olinda e o então Ministro da Justiça Paulino José de Souza, estimulavam o tráfico ao comprarem escravos recém-chegados da África, usando-os em suas propriedades. Apesar das denúncias de autoridades internacionais ao governo brasileiro, de 1850 até a abolição da escravatura em 1888, pouco foi feito para coibir o tráfico. Isso advinha em parte pelos lucros, do suborno e da propina, que o tráfico negreiro gerava a todos os participantes, de tal forma que era preferível ao governo brasileiro ausentar-se de um controle eficaz. Uma fiscalização mais rigorosa foi gradualmente adotada com o compromisso de reconhecimento da independência do Brasil. Um dos países interessados em acabar com o tráfico escravo era a Inglaterra, movida pela preocupação com a concorrência brasileira às suas colônias açucareiras nas Antilhas.

Com a proclamação da independência em 1822 e a instauração do Brasil República, outras formas de corrupção, como a eleitoral e a de concessão de obras públicas, surgem no cenário nacional. A última estava ligada à obtenção de contratos junto ao governo para execução de obras públicas ou de concessões. O Visconde de Mauá, por exemplo, recebeu licença para a exploração de cabo submarino e a transferiu a uma companhia inglesa da qual se tornou diretor. Prática semelhante foi realizada por outro empresário brasileiro na concessão para a iluminação a gás da cidade do Rio de Janeiro, também transferida para uma companhia inglesa em troca de 120 mil libras. O fim do tráfico negreiro deslocou, na República, o interesse dos grupos oligárquicos para projetos de grande porte que permitiriam manter a estrutura de ganho fácil.
A corrupção eleitoral é um capítulo singular na história brasileira. Deve-se considerar que a participação na política representa uma forma de enriquecimento fácil e rápido, muitas vezes de não realização dos compromissos feitos durante as campanhas eleitorais, de influência e sujeição aos grupos econômicos dominantes no país (salvo raras exceções). No Brasil Império, 1822-1889, o alistamento de eleitores era feito a partir de critérios diversificados, pois somente quem possuísse uma determinada renda mínima poderia participar do processo. A aceitação dos futuros eleitores dava-se a partir de uma listagem elaborada e examinada por uma comissão que também julgava os casos declarados suspeitos. Enfim, havia liberdade para se considerar eleitor quem fosse de interesse da própria comissão. A partir disso ocorria o processo eleitoral, sendo que os agentes eleitorais deveriam apenas verificar a identidade dos cidadãos que constava na lista previamente formulada e aceita pela comissão.

Com a República, proclamada em 1889, o voto de “cabresto” foi a marca registrada no período. O proprietário de latifúndio apelidado de “coronel” impunha coercitivamente o voto desejado aos seus empregados, agregados e dependentes. Outra forma constante de eleger o candidato era o voto comprado, ou seja, uma transação comercial onde o eleitor “vendia” o voto ao empregador. A forma mais pitoresca relatada no período foi o voto pelo par de sapatos. No dia da eleição o votante ganhava um pé do sapato e somente após a apuração das urnas o coronel entregava o outro pé. Caso o candidato não ganhasse o eleitor ficaria sem o produto completo. Deve-se considerar que a maior parte das cidades não possuía número de empregos suficiente que pudessem atender a oferta de trabalhadores, portanto a sobrevivência econômica do eleitor/empregado estava atrelada a sujeição das vontades do coronel.

Outro registro peculiar desse período é o “sistema de degolas” orquestrado por governadores que manipulavam as eleições para deputado federal a fim de garantir o apoio ao presidente, no caso Campos Sales (presidente do Brasil de 1898 a 1902). Os deputados eleitos contra a vontade do governo eram simplesmente excluídos das listas ou “degolados” pelas comissões responsáveis pelo reconhecimento das atas de apuração eleitoral. Todos os governos, até 1930, praticavam degolas.

Uma outra prática eleitoral inusitada ocorreu em 1929, durante as disputas eleitorais à presidência entre os candidatos Júlio Prestes (representante das oligarquias cafeicultoras paulistas) e Getúlio Vargas (agregava os grupos insatisfeitos com o domínio das oligarquias tradicionais). O primeiro venceu obtendo 1 milhão e 100 mil votos e o segundo 737 mil. Entretanto os interesses do grupo que apoiava Getúlio Vargas, acrescido da crise da Bolsa de Nova York, que levou à falência vários fazendeiros, resultou numa reviravolta do pleito eleitoral. Sob acusações de fraude eleitoral, por parte da aliança liberal que apoiava o candidato derrotado, e da mobilização popular (Revolução de 30), Getúlio Vargas tomou posse como presidente do país em 1930. Talvez essa tenha sido uma das mais expressivas violações dos princípios democráticos no país onde a fraude eleitoral serviu para a tomada de poder.

Durante as campanhas eleitorais de 1950, um caso tornou-se famoso e até hoje faz parte do anedotário da política nacional: a “caixinha do Adhemar”. Adhemar de Barros, político paulista, era conhecido como “um fazedor de obras”, seu lema era “Rouba, mas faz!”. A caixinha era uma forma de arrecadação de dinheiro e de troca de favores. A transação era feita entre os bicheiros, fornecedores, empresários e empreiteiros que desejavam algum benefício do político. Essa prática permitiu tanto o enriquecimento pessoal, para se ter uma idéia, em casa, Adhemar de Barros costumava guardar para gastos pessoais 2,4 milhões de dólares, quanto uma nova forma de angariar recursos para as suas campanhas políticas.

O período militar, iniciado com o golpe em 1964, teve no caso Capemi e Coroa- Brastel uma amostra do que ocultamente ocorria nas empresas estatais. Durante a década de 80 havia um grupo privado chamado Capemi (Caixa de Pecúlios, Pensões e Montepios), fundado e dirigido por militares, que era responsável pela previdência privada. O grupo era sem fins lucrativos e tinha como missão, gerar recursos para manutenção do Programa de Ação Social, que englobava a previdência e a assistência entre os participantes de seus planos de benefícios e a filantropia no amparo à infância e à velhice desvalida. Este grupo, presidido pelo general Ademar Aragão, resolveu diversificar as operações para ampliar o suporte financeiro da empresa. Uma das inovações foi a participação em um consórcio de empresas na concorrência para o desmatamento da área submersa da usina hidroelétrica de Tucuruí (empresa estatal). Vencida a licitação pública em 1980 deveria-se, ao longo de 3 anos, concluir a obra de retirada e de comercialização da madeira. O contrato não foi cumprido e o dinheiro dos pensionistas da Capemi dizia-se que fora desviado para a caixinha do ministro-chefe do Sistema Nacional de Informações (SNI), órgão responsável pela segurança nacional, general Otávio Medeiros que desejava candidatar-se à presidência do país. A resultante foi a falência do grupo Capemi, que necessitava de 100 milhões de dólares para saldar suas dívidas, e o prejuízo aos pensionistas que mensalmente eram descontados na folha de pagamento para a sua, futura e longínqua, aposentadoria. Além do comprometimento de altos escalões do governo militar o caso revelou: a estreita parceria entre os grupos privados interessados em desfrutar da administração pública, o tráfico de influência, e a ausência de ordenamento jurídico.

Em 1980 o proprietário da Coroa-Brastel, Assis Paim, foi induzido pelos ministros da economia Delfim Netto, da fazenda Ernane Galvêas e pelo presidente do Banco Central, Carlos Langoni, a conceder à Corretora de Valores Laureano um empréstimo de 180 milhões de cruzeiros. Cabe ressaltar que a Coroa-Brastel era um dos maiores conglomerados privados do país, com atuações na área financeira e comercial, e que o proprietário da Corretora de Valores Laureano era amigo pessoal do filho do chefe do SNI Golbery do Couto e Silva.

Interessado em agradar o governo militar, Paim concedeu o empréstimo, mas após um ano o pagamento não havia sido realizado. Estando a dívida acumulada em 300 milhões de cruzeiros e com o envolvimento de ministros e do presidente do Banco Central, a solução encontrada foi a compra, por Paim, da Corretora de Valores Laureano com o apoio do governo. Obviamente a corretora não conseguiu saldar suas dívidas, apesar da ajuda de um banco estatal, e muito menos resguardar o prestígio dos envolvidos.

A redemocratização brasileira na década de 80 teve seu espaço garantido com o fim do governo militar (1964-1985). Em 1985 o retorno dos civis à presidência foi possível com a campanha pelas Diretas-Já, que em 1984 mobilizou milhares de cidadãos em todas as capitais brasileiras pelo direito ao voto para presidente. Neste novo ciclo político o Impeachment do presidente Collor constitui um marco divisor nos escândalos de corrupção.

Durante as eleições para presidente em 1989 foi elaborado um esquema para captação de recursos à eleição de Fernando Collor. Posteriormente, foi revelado que os gastos foram financiados pelos usineiros de Alagoas em troca de decretos governamentais que os beneficiariam. Em abril de 1989, após aparecer seguidamente em três programas eleitorais, Collor já era um nome nacional. Depois que Collor começou a subir nas pesquisas, foi estruturado um grande esquema de captação de dinheiro com base em chantagens e compromissos que lotearam previamente a administração federal e seus recursos. Esse esquema ficou conhecido como “Esquema PC”, sigla baseada no nome do tesoureiro da campanha, Paulo César Farias, e resultou no impeachment do presidente eleito. Segundo cálculos da Polícia Federal estima-se que este esquema movimentou de 600 milhões a 1 bilhão de dólares, no período de 1989 (campanha presidencial) a 1992 (impeachment).

Nossa breve história da corrupção pode induzir à compreensão que as práticas ilícitas reaparecem como em um ciclo, dando-nos a impressão que o problema é cultural quando na verdade é a falta de controle, de prestação de contas, de punição e de cumprimento das leis. É isso que nos têm reconduzido a erros semelhantes. A tolerância a pequenas violações que vão desde a taxa de urgência paga a funcionários públicos para conseguir agilidade na tramitação dos processos dentro de órgão público, até aquele motorista que paga a um funcionário de uma companhia de trânsito para não ser multado, não podem e não devem mais ser toleradas. Precisamos decidir se desejamos um país que compartilhe de uma regra comum a todos os cidadãos ou se essa se aplicará apenas a alguns. Nosso dilema em relação ao que desejamos no controle da corrupção é esquizofrênico e espero que não demoremos muito no divã do analista para decidirmos.

Profa. Dra. Rita Biason
Departamento de Relações Internacionais
UNESP - Campus Franca
Ver postagens mais antigas