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Recado 36986: para aplaudir gente que faz 14 de January de 2015, 22:32

Postado por quelinha

quero compartilhar com os amigos um programa de rádio apresentado por um servidor público que é deficiente vusual. aqui você sabe os seus direitos. jaailton delogo reesponde pergundas relacionada a área de direito e destina 30% das perguntas para a pessoa com deficiência. se você tiver uma pergunta pode encaminhar para o e-mail- programaaquivocêsabeoseusdireitos@hotmail.com quero contar com os amigos para divulcar este trabalh. um abraço quelinha segue o linque:http://lm.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.nnh.com.br%2FBrasil%2Faudio%2F2%2FJailton-Delogo---071-Aqui-voce-sabe-seus-direitos&h=fAQEyg0do&s=1
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Recado 36985: boa noite! 14 de January de 2015, 22:05

Postado por Cida silva


A Resposta de Deus


Quando você diz: " Não posso resolver... "

Deus diz: " Eu dirijo os teus passos. " Prov. 3.5-6

Quando você diz: " É impossível... "

Deus diz: " Tudo é possível. " Lucas 18.27

Quando você diz: " Me sinto só... "

Deus diz: " Não te deixarei, nem te desampararei. " Hebreus 13.5

Quando você diz: " Eu não posso fazer... "

Deus diz: " Tudo podes. " Filipenses 4.13

Quando você diz: " Não mereço perdão... "

Deus diz: " Eu te perdôo. " I João 1.9/Romanos 8.1

Quando você diz: " Tenho medo... "

Deus diz: " Não temas, eu estou contigo. " Isaías 41.10

Quando você diz: " Estou muito cansado... "

Deus diz: " Eu te farei descansar. " Mateus 11.28-30

Quando você diz: " Ninguém me ama de verdade... "

Deus diz: " Eu te amo. " João 3.16/ João 13.34

Quando você diz: " Não sei como seguir... "

Deus diz: " Eu te ensinarei o caminho. " Salmo 32.8

E quando perguntares: " Que caminho me conduz a Deus ? "

Deus diz: " Meu filho amado Jesus Cristo.
Tenham todos uma ótima noite! Que Deus abençoe cada muralista. Abraço!
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Recado 36984: Fotógrafo Cego 14 de January de 2015, 18:53

Postado por Antonio Walter Barbero

Olá sou Teco Barbero jornalista fotógrafo e deficiente visual.
Moro em Sorocaba SP e gostaria de convidar para conhecer o trabalho de fotografia e inclusão no blog
Www.tecobarbero.blogspot.com
Obrigado abraço
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Recado 36983: Literatura: 14 de January de 2015, 18:24

Postado por Ronaldo Pires

Alô pessoal, como vão todos vocês, tudo bem?
Espero que sim que estejam muitíssimo bem!

Depois de amigo é dinheiro no bolso, trago-lhes uma boa leitura e gostaria que alguns interplete essa maravilha para nós:

I-JUCA-PIRAMA
Antônio Gonçalves Dias


I

No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos - cobertos de flores,
Alteiam-se os tetos d\\'altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra, que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão.

São rudes, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,
Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!

As tribos vizinhas, sem forças, sem brio,
As armas quebrando, lançando-as ao rio,
O incenso aspiraram dos seus maracás:
Medrosos das guerras que os fortes acendem,
Custosos tributos ignavos lá rendem,
Aos duros guerreiros sujeitos na paz.

No centro da taba se estende um terreiro,
Onde ora se aduna o concílio guerreiro
Da tribo senhora, das tribos servis:
Os velhos sentados praticam d\\'outrora,
E os moços inquietos, que a festa enamora,
Derramam-se em torno d\\'um índio infeliz.

Quem é? - ninguém sabe: seu nome é ignoto,
Sua tribo não diz: - de um povo remoto
Descende por certo - d\\'um povo gentil;
Assim lá na Grécia ao escravo insulano
Tornavam distinto do vil muçulmano
As linhas corretas do nobre perfil.

Por casos de guerra caiu prisioneiro
Nas mãos dos Timbiras: - no extenso terreiro
Assola-se o teto, que o teve em prisão;
Convidam-se as tribos dos seus arredores,
Cuidosos se incumbem do vaso das cores,
Dos vários aprestos da honrosa função.

Acerva-se a lenha da vasta fogueira,
Entesa-se a corda de embira ligeira,
Adorna-se a maça com penas gentis:
A custo, entre as vagas do povo da aldeia
Caminha o Timbira, que a turba rodeia,
Garboso nas plumas de vário matiz.

Entanto as mulheres com leda trigança,
Afeitas ao rito da bárbara usança,
O índio já querem cativo acabar:
A coma lhe cortam, os membros lhe tingem,
Brilhante enduápe no corpo lhe cingem,
Sombreia-lhe a fronte gentil canitar.


II

Em fundos vasos d\\'alvacenta argila
Ferve o cauim;
Enchem-se as copas, o prazer começa,
Reina o festim.

O prisioneiro, cuja morte anseiam,
Sentado está,
O prisioneiro, que outro sol no ocaso
Jamais verá!

A dura corda, que lhe enlaça o colo,
Mostra-lhe o fim
Da vida escura, que será mais breve
Do que o festim!

Contudo os olhos d\\'ignóbil pranto
Secos estão;
Mudos os lábios não descerram queixas
Do coração.

Mas um martírio, que encobrir não pode,
Em rugas faz
A mentirosa placidez do rosto
Na fronte audaz!

Que tens, guerreiro? Que temor te assalta
No passo horrendo?
Honra das tabas que nascer te viram,
Folga morrendo.

Folga morrendo; porque além dos Andes
Revive o forte,
Que soube ufano contrastar os medos
Da fria morte.

Rasteira grama, exposta ao sol, à chuva,
Lá murcha e pende:
Somente ao tronco, que devassa os ares,
O raio ofende!

Que foi? Tupã mandou que ele caísse,
Como viveu;
E o caçador que o avistou prostrado
Esmoreceu!

Que temes, ó guerreiro? Além dos Andes
Revive o forte,
Que soube ufano contrastar os medos
Da fria morte.


III

Em larga roda de novéis guerreiros
Ledo caminha o festival Timbira,
A quem do sacrifício cabe as honras.
Na fronte o canitar sacode em ondas,
O enduape na cinta se embalança,
Na destra mão sopesa a iverapeme,
Orgulhoso e pujante. - Ao menor passo
Colar d\\'alvo marfim, insígnia d\\'honra,
Que lhe orna o colo e o peito, ruge e freme,
Como que por feitiço não sabido
Encantadas ali as almas grandes
Dos vencidos Tapuias, inda chorem
Serem glória e brasão d\\'imigos feros.

\\"Eis-me aqui, diz ao índio prisioneiro;
\\"Pois que fraco, e sem tribo, e sem família,
\\"As nossas matas devassaste ousado,
\\"Morrerás morte vil da mão de um forte.\\"

Vem a terreiro o mísero contrário;
Do colo à cinta a muçurana desce:
\\"Dize-me quem és, teus feitos canta,
\\"Ou se mais te apraz, defende-te.\\" Começa
O índio, que ao redor derrama os olhos,
Com triste voz que os ânimos comove.


IV

Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo Tupi.

Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.

Já vi cruas brigas,
De tribos imigas,
E as duras fadigas
Da guerra provei;
Nas ondas mendaces
Senti pelas faces
Os silvos fugaces
Dos ventos que amei.

Andei longes terras,
Lidei cruas guerras,
Vaguei pelas serras
Dos vis Aimorés;
Vi lutas de bravos,
Vi fortes - escravos!
De estranhos ignavos
Calcados aos pés.

E os campos talados,
E os arcos quebrados,
E os piagas coitados
Sem seus maracás;
E os meigos cantores,
Servindo a senhores,
Que vinham traidores,
Com mostras de paz.

Aos golpes do imigo
Meu último amigo,
Sem lar, sem abrigo
Caiu junto a mi!
Com plácido rosto,
Sereno e composto,
O acerbo desgosto
Comigo sofri.

Meu pai a meu lado
Já cego e quebrado,
De penas ralado,
Firmava-se em mi:
Nós ambos, mesquinhos,
Por ínvios caminhos,
Cobertos d\\'espinhos
Chegamos aqui!

O velho no entanto
Sofrendo já tanto
De fome e quebranto,
Só queria morrer!
Não mais me contenho,
Nas matas me embrenho,
Das frechas que tenho
Me quero valer.

Então, forasteiro,
Caí prisioneiro
De um troço guerreiro
Com que me encontrei:
O cru dessossego
Do pai fraco e cego,
Enquanto não chego,
Qual seja - dizei!

Eu era o seu guia
Na noite sombria,
A só alegria
Que Deus lhe deixou:
Em mim se apoiava,
Em mim se firmava,
Em mim descansava,
Que filho lhe sou.

Ao velho coitado
De penas ralado,
Já cego e quebrado,
Que resta? - Morrer.
Enquanto descreve
O giro tão breve
Da vida que teve,
Deixa-me viver!

Não vil, não ignavo,
Mas forte, mas bravo,
Serei vosso escravo:
Aqui virei ter.
Guerreiros, não coro
Do pranto que choro;
Se a vida deploro,
Também sei morrer.


V

Soltai-o! - diz o chefe. - Pasma a turba;
Os guerreiros murmuram: mal ouviram,
Nem pôde nunca um chefe dar tal ordem!
Brada segunda vez com voz mais alta,
Afrouxam-se as prisões, a embira cede,
A custo, sim; mas cede: o estranho é salvo.
- Timbira, diz o índio enternecido,
Solto apenas dos nós que o seguravam:
És um guerreiro ilustre, um grande chefe,
Tu que assim do meu mal te comoveste,
Nem sofres que, transposta a natureza,
Com olhos onde a luz já não cintila,
Chore a morte do filho o pai cansado,
Que somente por seu na voz conhece.
- És livre; parte.
- E voltarei.
- Debalde.
- Sim, voltarei, morto meu pai.
- Não voltes!
É bem feliz, se existe, em que não veja,
Que filho tem, qual chora: és livre; parte!
- Acaso tu supões que me acobardo,
Que receio morrer!
- És livre; parte!
- Ora não partirei; quero provar-te
Que um filho dos Tupis vive com honra,
E com honra maior, se acaso o vencem,
Da morte o passo glorioso afronta.

- Mentiste, que um Tupi não chora nunca,
E tu choraste!... parte; não queremos
Com carne vil enfraquecer os fortes.

Sobresteve o Tupi: - arfando em ondas
O rebater do coração se ouvia
Precipite. - Do rosto afogueado
Gélidas bagas de suor corriam:
Talvez que o assaltava um pensamento...
Já não... que na enlutada fantasia,
Um pesar, um martírio ao mesmo tempo,
Do velho pai a moribunda imagem
Quase bradar-lhe ouvia: - Ingrato! ingrato!
Curvado o colo, taciturno e frio,
Espectro d\\'homem, penetrou no bosque!


VI

- Filho meu, onde estás?
- Ao vosso lado;
Aqui vos trago provisões: tomai-as,
As vossas forças restaurai perdidas,
E a caminho, e já!
- Tardaste muito!
Não era nado o sol, quando partiste,
E frouxo o seu calor já sinto agora!

- Sim, demorei-me a divagar sem rumo,
Perdi-me nestas matas intrincadas,
Reaviei-me e tornei; mas urge o tempo;
Convém partir, e já!
- Que novos males
Nos resta de sofrer? - que novas dores,
No outro fado pior Tupã nos guarda?
- As setas da aflição já se esgotaram,
Nem para novo golpe espaço intacto
Em nossos corpos resta.
- Mas tu tremes!
- Talvez do afã da caça...
- Oh filho caro!
Um quê misterioso aqui me fala,
Aqui no coração; piedosa fraude
Será por certo, que não mentes nunca!
Não conheces temor, e agora temes?
Vejo e sei: é Tupã que nos aflige,
E contra o seu querer não valem brios.
Partamos!... -
E com mão trêmula, incerta
Procura o filho, tateando as trevas
Da sua noite lúgubre e medonha.
Sentindo o acre odor das frescas tintas,
Uma idéia fatal correu-lhe à mente...
Do filho os membros gélidos apalpa,
E a dolorosa maciez das plumas
Conhece estremecendo: - foge, volta,
Encontra sob as mãos o duro crânio,
Despido então do natural ornato!...
Recua aflito e pávido, cobrindo
Às mãos ambas os olhos fulminados,
Como que teme ainda o triste velho
De ver, não mais cruel, porém mais clara,
Daquele exício grande a imagem viva
Ante os olhos do corpo afigurada.

Não era que a verdade conhecesse
Inteira e tão cruel qual tinha sido;
Mas que funesto azar correra o filho,
Ele o via; ele o tinha ali presente;
E era de repetir-se a cada instante.
A dor passada, a previsão futura
E o presente tão negro, ali os tinha;
Ali no coração se concentrava,
Era num ponto só, mas era a morte!

- Tu prisioneiro, tu?
- Vós o dissestes.
- Dos índios?
- Sim.
- De que nação?
- Timbiras.
- E a muçurana funeral rompeste,
Dos falsos manitôs quebraste a maça...
- Nada fiz... aqui estou.
- Nada! -
Emudecem;
Curto instante depois prossegue o velho:
- Tu és valente, bem o sei; confessa,
Fizeste-o, certo, ou já não foras vivo!

- Nada fiz; mas souberam da existência
De um pobre velho, que em mim só vivia...

- E depois?...
-Eis-me aqui.
-Fica essa taba?
- Na direção do sol, quando transmonta.
- Longe?
- Não muito.
- Tens razão: partamos.
- E quereis ir?...
- Na direção do ocaso.


VII

\\"Por amor de um triste velho,
Que ao termo fatal já chega,
Vós, guerreiros, concedestes
A vida a um prisioneiro.
Ação tão nobre vos honra,
Nem tão alta cortesia
Vi eu jamais praticada
Entre os Tupis, - e mas foram
Senhores em gentileza.

\\"Eu porém nunca vencido,
Nem os combates por armas,
Nem por nobreza nos atos;
Aqui venho, e o filho trago.
Vós o dizeis prisioneiro,
Seja assim como dizeis;
Mandai vir a lenha, o fogo,
A maça do sacrifício
E a muçurana ligeira:
Em tudo o rito se cumpra!
E quando eu for só na terra,
Certo acharei entre os vossos,
Que tão gentis se revelam,
Alguém que meus passos guie;
Alguém, que vendo o meu peito
Coberto de cicatrizes,
Tomando a vez de meu filho,
De haver-me por pai se ufane!\\"

Mas o chefe dos Timbiras,
Os sobrolhos encrespando,
Ao velho Tupi guerreiro
Responde com torvo acento:

- Nada farei do que dizes:
É teu filho imbele e fraco!
Aviltaria o triunfo
Da mais guerreira das tribos
Derramar seu ignóbil sangue:
Ele chorou de cobarde;
Nós outros, fortes Timbiras,
Só de heróis fazemos pasto. -

Do velho Tupi guerreiro
A surda voz na garganta
Faz ouvir uns sons confusos,
Como os rugidos de um tigre,
Que pouco a pouco se assanha!


VIII

\\"Tu choraste em presença da morte?
Na presença de estranhos choraste?
Não descende o cobarde do forte;
Pois choraste, meu filho não és!
Possas tu, descendente maldito
De uma tribo de nobres guerreiros,
Implorando cruéis forasteiros,
Seres presa de vis Aimorés.

\\"Possas tu, isolado na terra,
Sem arrimo e sem pátria vagando,
Rejeitado da morte na guerra,
Rejeitado dos homens na paz,
Ser das gentes o espectro execrado;
Não encontres amor nas mulheres,
Teus amigos, se amigos tiveres,
Tenham alma inconstante e falaz!

\\"Não encontres doçura no dia,
Nem as cores da aurora te ameiguem,
E entre as larvas da noite sombria
Nunca possas descanso gozar:
Não encontres um tronco, uma pedra,
Posta ao sol, posta às chuvas e aos ventos,
Padecendo os maiores tormentos,
Onde possas a fronte pousar.

\\"Que a teus passos a relva se torre;
Murchem prados, a flor desfaleça,
E o regato que límpido corre,
Mais te acenda o vesano furor;
Suas águas depressa se tornem,
Ao contacto dos lábios sedentos,
Lago impuro de vermes nojentos,
Donde fujas como asco e terror!

\\"Sempre o céu, como um teto incendido,
Creste e punja teus membros malditos
E o oceano de pó denegrido
Seja a terra ao ignavo tupi!
Miserável, faminto, sedento,
Manitôs lhe não falem nos sonhos,
E do horror os espectros medonhos
Traga sempre o cobarde após si.

\\"Um amigo não tenhas piedoso
Que o teu corpo na terra embalsame,
Pondo em vaso d\\'argila cuidoso
Arco e frecha e tacape a teus pés!
Sê maldito, e sozinho na terra;
Pois que a tanta vileza chegaste,
Que em presença da morte choraste,
Tu, cobarde, meu filho não és.\\"


IX

Isto dizendo, o miserando velho
A quem Tupã tamanha dor, tal fado
Já nos confins da vida reservara,
Vai com trêmulo pé, com as mãos já frias
Da sua noite escura as densas trevas
Palpando. - Alarma! alarma! - O velho pára!
O grito que escutou é voz do filho,
Voz de guerra que ouviu já tantas vezes
Noutra quadra melhor. - Alarma! alarma!
- Esse momento só vale apagar-lhe
Os tão compridos trances, as angústias,
Que o frio coração lhe atormentaram
De guerreiro e de pai: - vale, e de sobra.
Ele que em tanta dor se contivera,
Tomado pelo súbito contraste,
Desfaz-se agora em pranto copioso,
Que o exaurido coração remoça.

A taba se alborota, os golpes descem,
Gritos, imprecações profundas soam,
Emaranhada a multidão braveja,
Revolve-se, enovela-se confusa,
E mais revolta em mor furor se acende.
E os sons dos golpes que incessantes fervem.
Vozes, gemidos, estertor de morte
Vão longe pelas ermas serranias
Da humana tempestade propagando
Quantas vagas de povo enfurecido
Contra um rochedo vivo se quebravam.

Era ele, o Tupi; nem fora justo
Que a fama dos Tupis - o nome, a glória,
Aturado labor de tantos anos,
Derradeiro brasão da raça extinta,
De um jacto e por um só se aniquilasse.
- Basta! clama o chefe dos Timbiras,
- Basta, guerreiro ilustre! assaz lutaste,
E para o sacrifício é mister forças. -

O guerreiro parou, caiu nos braços
Do velho pai, que o cinge contra o peito,
Com lágrimas de júbilo bradando:
\\"Este, sim, que é meu filho muito amado!
\\"E pois que o acho enfim, qual sempre o tive,
\\"Corram livres as lágrimas que choro,
\\"Estas lágrimas, sim, que não desonram.\\"


X

Um velho Timbira, coberto de glória,
Guardou a memória
Do moço guerreiro, do velho Tupi!
E à noite, nas tabas, se alguém duvidava
Do que ele contava,
Dizia prudente: - \\"Meninos, eu vi!
\\"Eu vi o brioso no largo terreiro
Cantar prisioneiro
Seu canto de morte, que nunca esqueci:
Valente, como era, chorou sem ter pejo;
Parece que o vejo,
Que o tenho nest\\'hora diante de mi.

\\"Eu disse comigo: Que infâmia d\\'escravo!
Pois não, era um bravo;
Valente e brioso, como ele, não vi!
E à fé que vos digo: parece-me encanto
Que quem chorou tanto,
Tivesse a coragem que tinha o Tupi!\\"

Assim o Timbira, coberto de glória,
Guardava a memória
Do moço guerreiro, do velho Tupi.
E à noite nas tabas, se alguém duvidava
Do que ele contava,
Tornava prudente: \\"Meninos, eu vi!\\"

Agora para todos deixo uma reflexão:

Quando trocamos um pão com quem tem outro pão, ficamos apenas com um pão cada um, mas, se trocarmos uma idéia com outra pessoa, cada um ficará com duas idéias...

Abraços a todos sem deixar ninguém sem cumprimentos e até mais.

Voei, voei voei!
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Recado 36982: Curiosidades 14 de January de 2015, 16:14

Postado por Lucas

*****
Calma!!!! O mundo não vai acabar!
Curiando a internet encontrei um site que contém uma lista com 24
curiosidades que você, segundo ele, tem que saber antes de morrer. Veja só:
01 - O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck.
02 - Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$ 40.000
eliminando uma azeitona de cada salada.
03 - Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.
04 - Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por
esquilos que enterram nozes e não lembram onde eles as esconderam.
05 - Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.
06 - As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam.
07 - As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.
08 - O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.
09 - Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo
com a própria língua.
10 - Só um alimento não se deteriora: o mel.
11 - Os golfinhos dormem com um olho aberto.
12 - Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha.
13 - As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido
que as unhas do pé.
14 - O olho do avestruz é maior do que seu cérebro.
15 - Os destros vivem, em média, nove anos mais que os canhotos.
16 - O "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.
17 - O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
18 - É impossível espirrar com os olhos abertos.
19 - "J" é a única letra que não aparece na tabela periódica.
20 - Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.
21 - Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se
reconhecer na frente de um espelho.
22 - Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.
23 - 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao William
Bonner no final.
24 - Aproximadamente 70 % das pessoas que lêem esta lista, tentam lamber
o cotovelo!
*****
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Recado 36981: VENCEDOR x PERDEDOR 14 de January de 2015, 10:15

Postado por Gisele Cristina

Um vencedor é sempre parte da resposta.
Um perdedor é sempre parte do problema.

Um vencedor sempre tem um problema.
Um perdedor sempre tem uma desculpa.

Um vencedor diz: deixe-me ajudá-lo.
Um perdedor diz: não é minha obrigação.

Um vencedor enxerga uma resposta para cada problema.
Um perdedor enxerga um problema para cada resposta.

Um vencedor diz: pode ser difícil, mas é possível.
Um perdedor diz: pode ser possível, mas é tão difícil...
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Recado 36980: De volta com saudade! 14 de January de 2015, 10:08

Postado por cida silva

Bom dia amigos! Que saudade de todos! Espero que estejam bem, fortes e determinados para enfrentar os obstáculos do dia dia. Estive ausente alguns dias, mas saibam que me lembrei muito de cada postador desse espaço tão familiar. Estive lendo algumas postagens e fiquei muito feliz com o retorno do Alberto que estava sumido inclusive até do meu skype. Será que fui excluída? Rsrsrs. Aproveito também para agradecer as manifestações de carinho de vários amigos através das lembranças aqui no mural, telefonemas, emails. Saibam que vocês me ajudaram muito e contribuiram para o meu bem estar. Posso dizer que estou bem melhor, porém ainda em tratamento. Quero também agradecer o carinho e o apoio recebido pelos meus amigos em goiânia: a eunice da biblioteca pública, a fernanda, Fatinha, Sheila Ribeiro, Ana Luiza, Jesica, e o Diniz na retaguarda. rsrs. Passamos ótimos momentos em goiânia que me fizeram muito feliz. Bem gente, estou de férias até o final do mês em casa e terei mais tempo para meus amigos. Peço a todos desculpa pela ausência. Aos que querem um atendimento psicológico, podem me contactarem pelo skype que é: cidasilvamoc1. meu crp é: 42058. Já atendi várias pessoas aqui. Só peço que não confundem. Meu objetivo aqui é só fazer amizades sinceras e ajudar com a minha psicologia na medida do possível. Bem agradeço de coração a equipe cegueta através do Danilo pelo apoio e a todos meus amigos. Não vou citar nomes, para não cometer injustiças. No mais fiquem com Deus, tenham um ótimo e abençoado dia! Para meus amigos sinceros, segue esta mensagem..
A amizade
A amizade, nasceu conhecendo o lindo esuave perfume que brota do teu ser
Quando teus fortes braços envolvem meu coração, ou num simples gesto segura em minha mão.
Sinto quanto grande é esse sentimento capaz de abrigar um coração.
És o carinho de amigo, o respeito de irmão.
És a calma da segurança, és tranquilidade na razão.
Amigo, tens o conselho certo, tem sempre a mão estendida a qualquer situação.
Confio a ti minha amizade, de todo coração.

Amigo independente da distância ou qualquer coisa que nos separa..
Igual ao mar da linha do horizonte.

Posso ver em teu olhar, teu sorriso matreiro de menino na graça de encantar.
Toda vez que desce da tua maturidade, me fazendo graça pra não me ver chorar.
Eu te adoro meu amigo, não importa aonde esteja.
Perto ou longe dos meus olhos, mas sei que dentro do meu coração, amigo sempre eu vou te encontrar.
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Recado 36979: Sapato com GPS ajuda cego em caminhada 14 de January de 2015, 09:06

Postado por Danilo Loques

Olá Muralistas!

Conforme assunto, mais uma novidade na acessibilidade.

Sapato com GPS ajuda cego em caminhada

Chega de bengalas.
Um sapato com GPS foi desenvolvido por dois jovens indianos para guiar pessoas com deficiência visual.
Eles já são um sucesso no país e devem ser inseridos no mercado internacional.
Já há pedidos de compra de 20 países até o momento, diz a empresa.
Um de seus inventores, Krispian Lawrence, assegurou à Agência Efe que desde seu lançamento foram recebidos cerca de três mil pedidos de compra, primeiro para a própria Índia e cada vez mais para o exterior.

Como funciona
Lechal, como são chamados, ou “leve-me contigo” em híndi, os calçados funcionam com palmilhas com conexão Bluetooth. Elas recebem ordens de um telefone celular no qual é estabelecido o percurso através do Google Maps.

Cada sapato vibra, para direita ou para esquerda, para indicar as curvas necessárias no trajeto marcado.

Os calçados ajudam pessoas com dificuldades de visão a seguir uma rota, e tem outras tecnologias que advertem sobre os obstáculos no caminho.

O calçado foi patenteado como o primeiro a utilizar este sistema de navegação por satélite através do servidor do Google.

O par, compatível com tecnologias Android, IOS e Windows, é vendido acompanhado de baterias e de um carregador universal como os utilizados para recarregar telefones celulares.

Além de marcar a rota, os aplicativos informáticos utilizados, disponíveis em vários idiomas, permitem também conhecer dados como as calorias consumidas, a distância percorrida e o tempo de percurso.

Criação
O design é obra de Lawrence e seu parceiro Anirudh Sharma, dois jovens de 30 e 28 anos, respectivamente, formados nos Estados Unidos, onde adquiriram experiência em novas tecnologias e no campo das patentes.

De volta a seu país, ambos fundaram em 2011, no estado de Telangana, a empresa tecnológica Ducere Technologies.
Ela conta com 50 empregados, com uma média de idade que ronda os 25 anos e tem como produto principal estes sapatos.

Preço
O calçado inteligente custa entre 100 e 150 dólares – de 260 a 400 reais – mas a companhia tecnológica colabora com ONGs que podem adquirir o produto por um valor menor.

Embora desenhados na Índia, os Lechal são fabricados na China. “Mas vamos transferir a produção para Índia assim que pudermos”, contou Lawrence.

Outros tipos
Os sapatos com GPS seguem a saga de invenções em calçado que nos últimos anos se proliferaram.

Em 2012, uma empresa dos Estados Unidos, GTX, começou a vender modelos com um localizador por satélite pensados para o acompanhamento de pessoas com Alzheimer que correm o risco de se perder.

Há também dois anos, um artista britânico, Dominic Wilcox, desenvolveu sapatos com um chip no qual é gravado uma rota que depois vai indicando, por meio de luzes led, a direção a seguir no pé direito e a distância restante até o destino no esquerdo.

Wilcox se inspirou em Dorothy e sua travessia em O mágico de Oz com sapatos mágicos que o permitiram voltar para casa.

Fonte: site da BAND
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Recado 36978: Quando o coração chora! 14 de January de 2015, 06:16

Postado por alexandre

Quando o coração chora!o sentimento da perda é grande,mais não pode ser maior do que o sentimento da renovação,por que se você perdeu foi por que um
dia você ganhou!mais se você nunca teve!é por que o objeto de desejo nunca foi realmente seu,porém,na renovação!sim!a renovação!essa você já tem inúme
ras oportunidades de refazer tudo aquilo que um dia sempre sonhou!amar!já este sentimento é o mais complexo,pois no amor nada é exato!mais sim subjeti
vo,pois esta ciência ainda não foi por completa desvendada;penso que,agente sofre mais quando se ama mais do que o outro,assim sendo ame mais você!daí
a possibilidade de perder é 0,sim!0,tenho certeza que você não perderá nunca para você mesmo. Alexandre Magno
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Recado 36977: mais uma do ladrão de poesias 14 de January de 2015, 00:09

Postado por alberto

Aqui estou no silêncio da noite e tanto já fiz na vida!
Já “chorei sozinho num banheiro sujo” junto com cazuza e assim pude conhecer a face de ]deus.
Olho para traz e rebobino os filmes de minhas vidas, já fui à puta, Neusa Sueli, de Plínio marcos, (personagens da peça navalha na carne do referido autor) que chorava por um amor, mas também já tive na pele do cafetão vado que não aprendeu a amar e o pobre veludo que comprava seu machinho com alguns baseados. Todos eles, todos conheceram ou conhecerão a face de deus. Já fui traído como Jesus homem, mas continuei gritando por amor, por justiça, ah, mas entendo muito bem o pobre Judas que só queria a liberdade de seu povo e não entendeu nada de nada.
Já fui os personagens que amei e já emprestei suas vidas para contar a minha.
E agora José? E agora aqui nesse quarto de hotel.
Lá fora a vida passa, carros vêm e vão. Pessoas se procuram numa troca de olhar.
E agora José o que será de você?
Mas encontrei a salvação, não vou me entregar e de joelhos peço ajuda aos céus!
Oh! Maravilha dos deuses. O rádio toca e ele, justamente ele, meu são Francisco Buarque vem em minha salvação. E com ele grito rolo no chão, rasgo minhas roupas de tanta felicidade. Corro e me encharco do perfume mais vagabundo, sim sou vagabundo e me jogo na rua, naquele noite, tentando ser um perdido numa noite suja e que deus permita seja bem suja. Grito e canto e assovio!
“Sei que além das cortinas
São palcos azuis
E infinitas cortinas
Com palcos atrás
Arranca, vida
Estufa, veia
E pulsa, pulsa, pulsa,
Pulsa, pulsa mais
Mais, quero mais
Nem que todos os barcos
Recolham ao cais
Que os faróis da costeira
Me lancem sinais
Arranca, vida

Estufa, vela
Me leva, leva longe
Longe, leva mais!”
Vamos à vida.
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