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Postado por Edinalva
Todos bem?
Como passaram de final de semana?
Gente, gostaria de compartilhar hoje com vocês um texto que achei bem interessante, além de muito real. e que embora não tenha sido publicado muito recentemente, penso se aplicar perfeitamente aos dias atuais.
Segue o texto...
***
A ilusão das redes sociais
O narcisismo, a superficialidade e o distanciamento, entre outras características das relações virtuais, formam pessoas cada vez mais individualistas e egoístas
Por Dulce Critelli
É indiscutível o importante papel que as redes sociais desempenham hoje nos rumos de nossa vida política e privada. São indiscutíveis também os avanços que introduziram nas comunicações, favorecendo o reencontro e a aproximação entre as pessoas e, se forem redes profissionais, facilitando a visibilidade e a circulação de pessoas e produtos no mercado de trabalho. A velocidade com que elas veiculam notícias, a extensão territorial alcançada e a imensa quantidade de pessoas que atingem simultaneamente não eram presumíveis cerca de uma década atrás, nem mesmo pelos seus criadores. Temos sido testemunhas, e também alvo, do seu poder de convocação e mobilização, assim como da sua eficiência em estabelecer interesses comuns rapidamente, a ponto de atuarem como disparadoras das várias manifestações e movimentos populares em todo o mundo atual.
Portanto, não podemos sequer supor que elas tragam somente meras mudanças de costumes, porque seu peso, associado ao desenvolvimento da informática, é semelhante à introdução da imprensa, da máquina a vapor ou da industrialização na dinâmica do nosso mundo. As redes sociais provocam mudanças de fundo no modo como as nossas relações ocorrem, intervindo significativamente no nosso comportamento social e político. Isso merece a nossa atenção, pois acredito que uma característica das redes sociais é, por mais contraditório que pareça, a implantação do isolamento como padrão para as relações humanas.
Ao participar das redes sociais acreditamos ter muitos amigos à nossa volta, sermos populares, estarmos ligados a todos os acontecimentos e participando efetivamente de tudo. Isso é uma verdade, mas também uma ilusão, porque essas conexões são superficiais e instáveis. Os contatos se formam e se desfazem com imensa rapidez; os vínculos estabelecidos são voláteis e atrelados a interesses momentâneos.
Além disso, as relações cultivadas nas redes sociais se baseiam na virtualidade, portanto, no distanciamento físico entre as pessoas. Isso nos permite, com facilidade, entrar em contato com as pessoas e afastá-las quando bem quisermos. Tal virtualidade garante comunicação sem intimidade. Em 1995, quando as redes sociais nem sequer eram cogitadas, o filme americano Denise Calls Up (Denise Está Chamando) já apresentava uma crítica às relações estabelecidas entre as pessoas através dos recursos da época: computador, telefone e aqueles enormes celulares. Os personagens eram alguns amigos que se comunicavam continuamente, mas tinham muitas dificuldades e até mesmo aversão de se encontrar pessoalmente. Também namoro e sexo aconteciam virtualmente.
Nunca me esqueci desse filme, impressionada que fiquei com a possibilidade, hoje tão iminente, de mutações essenciais nas condições de nossa existência. O que aconteceria conosco se não precisássemos mais da proximidade física de uns com os outros? O que morreria em nós, se essa proximidade deixasse de acontecer?
Quando Hannah Arendt, pensadora contemporânea da política, analisou os totalitarismos do século passado, apontou para o projeto desses sistemas de tornarem os homens supérfluos. Para tanto, entre outros expedientes, mantinham as pessoas isoladas umas das outras.
Separavam-nas de seus familiares, de suas comunidades, inclusive das pessoas com quem coabitavam nos galpões dos campos de concentração, instaurando entre elas a suspeita e o medo de delações. Isolavam classes sociais promovendo contendas e animosidades entre elas. Isolavam as pessoas do seu próprio eu, exaurindo-as com trabalho e mantendo-as doentes e famintas. O isolamento torna os indivíduos manipuláveis e controláveis, como coisas. Os sistemas totalitários sabem muito bem que, isolados, os homens perdem a capacidade de se expor e de agir.
Na nossa atualidade o isolamento tem um perfil diferente, porque é mais voltado para a intensificação do individualismo, cujos interesses afastam-se a cada vez mais das questões sociais. As recentes manifestações populares embora devam sua ocorrência às redes sociais, mantêm o caráter do individualismo e do isolamento, pois os participantes não criam vínculos entre si. Expressam suas opiniões, caminham juntos, mas é só isso.
Arendt tem por pressuposto de suas análises a condição humana da pluralidade, ou seja, o fato de vivermos entre homens e jamais chegarmos a ser nem um ser humano nem mesmo os indivíduos que somos longe da companhia dos outros. Os outros, tanto quanto o ambiente em que vivemos, nos constituem, daí que, se o distanciamento interpessoal for se estabelecendo como nova condição de existência, nossa própria humanidade poderá sofrer o impacto de uma mutação.
Os próprios equipamentos para acesso às redes, que estão conosco o tempo todo e exercem intenso fascínio sobre nós, corroboram com esse isolamento. Tenho ficado irritada com muitos de meus alunos que ficam consultando seus celulares e notebooks durante as aulas, como se estivessem fazendo anotações, mas acho que estão ligados às redes sociais. Talvez as aulas, sobretudo as de Filosofia, sejam muito chatas. Nelas não se pode pular de um assunto para outro, nem entrar em contato com múltiplas informações ao mesmo tempo, como se faz nas telas do computador, nem ficar livre de esforços do pensamento com análises e reflexões. Nas aulas não se pode passar por alto dos assuntos e situações.
Já em 1927, em seu livro Ser e Tempo, Martin Heidegger percebia esse comportamento cotidiano dos indivíduos de tomar tudo pelo aspecto e o nomeou de “avidez de novidades”. O que interessa é sempre a próxima novidade, o próximo assunto, a próxima notícia... Também identificava como “falação” um comportamento complementar: todos falam sobre tudo, sabem de tudo, mas não compreendem nada em profundidade.
Parece que “falação” e “avidez de novidades” estruturam a participação nas redes sociais. As pessoas já estão acostumadas a comentários rápidos e superficiais sobre tudo e todos. É fácil ver nesses comentários a preocupação de cada qual em simplesmente dar sua opinião, mais do que ouvir a alheia. A opinião do outro é apenas a oportunidade para se expressar a sua própria.
O outro parece importar, mas de fato não importa. Importam apenas a própria posição e a autoexposição. Daí a constante informação sobre as viagens, os pensamentos, as emoções, as atividades de alguém. É preciso estar em cena e sempre. Há nisso um evidente desenvolvimento do narcisismo e, consequentemente, do reforço do distanciamento entre as pessoas.
Faz parte desse narcisismo o fato de as pessoas terem de tratar a si mesmas como se fossem mercadorias. Em alguns de seus escritos, Zygmunt Bauman tem apontado para a necessidade das pessoas, sobretudo dos jovens, de se ocuparem sobremaneira com sua imagem nas redes sociais. Elas precisam escolher as fotos que melhor as apresentem, que as tornem atraentes e desejáveis. Aquelas que não souberem se vender correm o risco da invisibilidade e da exclusão.
Meu propósito, aqui, foi apenas o de levantar dados para uma reflexão. Mas quero acentuar que essas tendências das redes sociais – a virtualidade, o distanciamento, a superficialidade, a superfluidade do ser humano, a exposição narcísica, a ilusão de intimidade e popularidade, a “falação” e a “avidez de novidades”... – constituem o padrão de isolamento das relações pessoais. E quanto mais isolados, mais ficamos à mercê de controles e manipulações. Cada vez mais ameaçados na autoria do nosso destino pessoal e político.
Publicado na edição 81, de novembro de 2013
***
Tenho pouco tempo neste meio virtual.
Uma experiência de mais ou menos um ano e meio, sendo que primeiro veio o mural, somente depois é que aderi às demais redes sociais.
Experiência esta da qual eu não me arrependo, que além de me presentear com amizades valiosas, me permitiu conhecer realidades diferentes, interagir com pessoas de lugares e culturas diferentes.
Mas que também me levou a aprender algumas importantes lições.
A principal delas?
Nem tudo é o que parece.
Agora vou indo...
forte abraço a todos e ótimo restante de domingo!
Ops, até rimou!
Fuuuuiii.
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Postado por Gisele Cristina
Todo ano é a mesma coisa: você chega, fica aqui três dias e aí vai embora.
Volta um ano depois, todo animadinho, querendo me levar para a gandaia. Olha
honestamente, cansei.
Seus amigos, bando de mascarados, defendem você. Dizem que sempre foi assim,
festeiro, brincalhão, mas que no fundo é supertradicional, de raízes cristãs
e só quer tornar as pessoas mais felizes.
Para mim? Carnaval, desengano... Você recorre à sua origem popular e
incentiva essas fantasias nas pessoas, de que você é o máximo, é pura
alegria, mas não passa de entrudo mal-intencionado, um folguedo, que nunca
viu um dia de trabalho na vida.
Acha-se a coisa mais linda do mundo e é cafonice pura. Vive desfilando pelas
ruas, junto com os bêbados, relembrando o passado. Chega a ser triste.
Carnaval, você tem um chefe gordo e bobalhão que se acha um rei, mas não
manda em nada. Nunca teve um relacionamento duradouro. Basta chegar perto de
você e temos que agüentar aquelas fotos de mulheres nuas, que são o seu
grande orgulho.
Você não tem vergonha, não?
Sei que as pessoas adoram você, Carnaval, mas eu estou cansada dos seus
excessos e dessa sua existência improdutiva. Seja menos repetitivo, proponha
algo novo. Desde que o conheço, você gosta das mesmas músicas. Gosta de
baile. Desculpa, mas estou pulando fora.
Será que essa sua alegria toda não é para esconder alguma profunda tristeza?
Será que você canta para não chorar? Tentei, várias vezes, abordar essas
questões, e você sempre mudou de assunto. Ora, chega dessa loucura.
Reconheça que você se esconde atrás de uma dupla personalidade.
Cada vez mais e mais pessoas ficam incomodadas com essa sua falsa euforia,
fique sabendo. Conheço várias que fogem, querendo distância das suas
brincadeiras.
Você oprime todo mundo com esse seu deslumbramento excessivo diante das
coisas, sabia?
Por exemplo, essa sua mania de camarote. Onde os vips podem suar sem que
isso pareça nojento. Onde se pode falar torto sem que seja errado. Todos
vestidos de uniforme, senão não entram. Todos doidos para passar a mão na
bunda um do outro.
Essa é a sua idéia de curtir a vida?
Menos purpurina, Carnaval. Menos bundas, menos dentes para fora. A vida à©
linda, mas a “lindeza do lindo mais lindo que há no lindíssimo†é um saco.
Um pouco de calma e autocrítica nunca fez mal a ninguém. Tudo muda no mundo
– por que você insiste em continuar o mesmo?
A harmonia vem da evolução, não das alegorias. Chegou a hora de rodar a
baiana para não atravessar na avenida.
Como será amanhã? Responda quem puder.
Fernanda Young
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Postado por João Batista
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Postado por Maury Campos.
em prática, e realise-os da melhor maneira pocível, plantando as sementes, hoje, para colher amanhã.
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Postado por Robson
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Postado por Pedro Júnior MG
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Carga Pesada, Frases de Pára-choque de Caminhão
Ele se encontrava particularmente triste naquele dia. Enquanto dirigia
seu Scânia impulsionado por um motor de 440 cavalos, arrastando 32
toneladas de carga, ele pensava nas atribulações que vivera nos últimos
33 dias. A este tempo havia saído de casa para viajar, e só agora
conseguira uma carga que o permitiu fazer uma parada de 1 dia em sua
residência. Perdido nas lembranças enquanto ouvia músicas, recordou
os 3 dias que tivera que ficar parado na estrada,
arrumando o motor do caminhão, que dera defeito. Recordou-se
com tristeza de um colega carreteiro, que morrera
num acidente causado por uma falha mecânica em seu caminhão na manhã
daquele mesmo dia. Lembrou-se que a muito não fazia uma sequencia de
viagens tão longas, e que por mais que gostasse da profissão, ficar
longe da mulher amada, não lhe era agradável. Ao lembrar-se dela, fitou
com carinho imenso sua fotografia no painel, e recordou-se do dia em que
se conheceram, do namoro, do noivado, do casamento, da noite de núpcias,
onde pudera comprovar que sua mulher jamais havia sido tocada por
qualquer outro homem. Foi uma das mais belas passagens de sua vida, e
ele sentia-se realizado a seu lado a cada ano que passavam juntos. Cada
dia mais apaixonado, só faltava para completar a felicidade do casal,
vir o bebê, que ele tanto queria. Recordou-se então um dia ocorrido
quase 6 meses antes, em que chegara cansado de uma viagem, e encontrou a
mesa posta, um jantar especial o aguardando.
E foi naquela noite, depois de um jantar maravilhoso e um beijo
indescritível de amor, que sua esposa dera-lhe a notícia de que esperava
a criança que eles tanto desejavam. Pelos olhos do carreteiro,
escorreram lágrimas de alegria, enquanto um brilho de emoção enchia-lhe
o olhar. Naquela noite, a felicidade era tanta que ele não dormiu. No
dia seguinte, atrasou um dia a viagem, e visitou a cada pessoa mais
importante para eles, dando a notícia de que o bebê mais esperado de
suas vidas estava para chegar. Uma fechada, dada por um carro baixo,
arrancou o caminhoneiro de suas recordações. Foi por muito pouco que o
outro motorista não causou uma tragédia.
Agora a noite já caíra de todo, já se aproximava a madrugada. E o
nosso amigo, saudoso da esposa amada, continua sua viagem. Agora seu
caminhão está cortando um trecho de neblina densa, e visibilidade muito
ruim, apesar dos seus faróis de neblina. Uma música tocou no rádio que
obrigou a mente do carreteiro a regressar algumas horas no tempo.
Embora ele amasse a esposa e a tivesse em conta de uma das mais
importantes pessoas da sua vida, depois da gravidez, ele notara-a
totalmente diferente. extremamente irritadiça, insegura, ciumenta além
do normal. Cobrava-lhe a presença no lar, muitas vezes criticando sua
profissão. Mas ele a amava, e sabia ser amado. Naquela manhã, ela havia
discutido com ele mais uma vez pelo mesmo motivo das últimas discursões.
Dizia ela estar sendo trocada pela estrada, que enquanto seu corpo se
deformava pela gravidez, ele certamente estaria nos braços de outra,
entregando a ela o carinho e o amor que lhe era devido. Embora soubesse
ser esta a atitude de inúmeros colegas de profissão, ele não o fazia, e
tentou convencê-la disso, mas mesmo assim, ela irritada e chorosa,
desligou o telefone e não quis mais atendê-lo durante todo o dia. Aquilo
fez com que ele se sentisse de coração partido, e que desejasse chegar
em casa o mais rapidamente possível, pois sabia que ela ao encontrá-lo,
atiraria-se em seus braços e a situação seria rapidamente substituída pelo
amor que sentiam um pelo outro. Compreendia ele que a gravidez causava
na jovem esposa este comportamento, pois durante os 4 anos de
convivência com ela, ela jamais agira daquela forma. Ao contrário do que
ela pensava, na sua opinião, a esposa havia ficado mais atraente e bela
grávida. Quando estava ao seu lado, admirava aquela bela mulher, que
carregava um fruto do amor que faziam no ventre, sangue dos seu
sangue. Amava, acima de tudo e abaixo de Deus, aquela mulher, que lhe
daria através do Criador, o maior presente que um homem pudesse desejar
na vida. Embora ela quisesse um menino, ele não fazia conta disso, dizia
que o que viesse estava bom, que importante era vir com saúde.
A carreta agora começara a descer uma serra perigosa, bastante íngreme
e repleta de perigosas curvas. O trecho ali era de mão dupla,
com apenas uma faixa em cada direção. Durante os seus 6 anos de
profissão, perdera as contas de quantas vezes descera ali. Como que por
reflexo, os olhos do carreteiro passaram pelos ponteiros do painel de
instrumentos: calibragem do ar, combustível nos tanques, velocímetro,
conta-giros, relógio. Calculou mentalmente, e contava que ao raiar do dia,
estacionaria defronte à sua casa. Não sentia sono, por isso decidiu
fazer numa puxada só o trecho que restava. Decidido isso, aumentou o
volume do rádio e puxou a buzina de ar por várias vezes, repicando-a
apaixonadamente. Em seu peito, o coração batia acelerado, ao lembrar-se
da jovem amada que o esperava a quilômetros dali. Sabia que ao chegar
seria recebido com amor, a mulher o amava, e dava inúmeras provas disso.
Ao lembrar-se de que prometera à mulher que assim que chegasse, iriam
procederem a mais um exame de ultrassonografia, pois segundo o médico,
dessa vez era grande a possibilidade de que eles pudessem ver o sexo da
criança, o coração do carreteiro emocionou-se ainda mais. Seus olhos
buscaram o retrato dela no painel, e lágrimas vieram-lhe aos olhos. A
música fazia que ele recordasse os momentos mais felizes de sua vida.
O que ele não sabia, é que naquela mesma estrada, coberta pelo véu
branco e frio da neblina, o perigo estava à espreita.
Enquanto fitava com infinito amor o retrato da esposa, o desejo de
abraçá-la, beijá-la, amá-la, tê-la para si em seus braços, entregar-se a
seu amor, invadia-lhe o ser. Queria fazer que ela entendesse que era única
em sua vida, reafirmar o amor que sentiam um pelo outro, e, só isso
ocupava a mente do carreteiro naquele momento.
Desviou então o olhar da foto, quando iria iniciar uma curva muito
perigosa. Tudo aconteceu rápido demais para que ele pudesse assimilar de
forma precisa a situação. Um clarão invadiu a cabine, ofuscando os seus
olhos. Instintivamente, ele percebeu que seria reflexo dos faróis de outro
cargueiro, que ultrapassava naquele trecho tão perigoso um outro veículo.
Também por instinto, jogou o mais que pôde a direção para a direita,
dando um golpe no volante. Ele só queria evitar a batida frontal,
pois sabia que se acontecesse, sua vida e a do outro acabaria ali.
Mas não conseguiu êxito total em sua ação. Seu caminhão bateu
de raspão no outro, causando apenas pequenos danos materiais. Mas o que
ele não contava, ou não se recordou naquele instante, é que o
acostamento da rodovia, coberto pelo mato, escondia um buraco, e que seu
pneu dianteiro batendo nele, ele não mais reaveria o controle direcional
do veículo. Tudo aconteceu muito rápido. Quase que em queda livre, o
caminhão desceu a enorme costa da rodovia, indo parar num precipício
rochoso, muito abaixo do leito da br. Só se ouvia o estilhaçar dos
vidros, o ruído de lata, ferro, o cheiro do óleo diesel. O barulho
ensurdecedor da morte viera de encontro a ele, enquanto sua vida, como
num video tapy, passava por sua memória. Queria abraçar a esposa,
tomar nos braços o filho que mesmo ainda não conhecendo, amava profundamente.
Queria, pois, com o impacto final contra o solo rochoso, o engate da
carreta não suportou, soltou-se e esmagou num ruído surdo, o cavalo
mecânico e seu motorista.
Ali, agora no silêncio sepulcral de uma madrugada, as viaturas da
polícia e bombeiros foram acionados para recolher o que restou de um
caminhoneiro sonhador e apaixonado. E o que restou de concreto no local
do acidente, uma mão que segurava o volante com a aliança de casamento
ainda intacta no dedo anelar, e sob a outra mão,
totalmente ensanguentada no painel de instrumentos completamente
destruído, um chaveiro também intacto com o retrato de uma
mulher, que possivelmente foi a última visão daquele homem, para
quem talvez tenha sido dirigido seu último pensamento. Provas de um
amor que a irresponsabilidade e a trajédia, não conseguiram destruir, e
que a morte não foi capaz de levar.
Para sempre uma cruz marcará o local onde uma vida, por
irresponsabilidade de outro colega de profissão, foi ceifada de forma
execrável.
Ele era apenas mais um homem que transportava o progresso do país, que
jamais poderá se entender com sua amada esposa numa noite de regresso ao
lar, que não pôde sequer saber o sexo do filho com o qual Deus lhe
presenteara a existência, ser este que jamais poderá tomar nos braços,
aconchegar ao peito, dizer te amo, ver os primeiros paços, ouvi-lo
falar: papai.
Pedro J. Júnior
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Postado por Cida Silva
Deixo um forte abraço a todos e este evangelho para meditação.
Jesus cura um leproso - Mc 1, 40-45
Um leproso aproximou-se de Jesus e, de joelhos, suplicava-lhe: “Se queres, tens o poder de purificar-me!”. Jesus encheu-se de compaixão, e estendendo a mão sobre ele, o tocou, dizendo: “Eu quero, fica purificado”. Imediatamente a lepra desapareceu, e ele ficou purificado. Jesus, com severidade, despediu-o e recomendou-lhe: “Não contes nada a ninguém! Mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta, por tua purificação, a oferenda prescrita por Moisés. Isso lhes servirá de testemunho”. Ele, porém, assim que partiu, começou a proclamar e a divulgar muito este acontecimento, de modo que Jesus já não podia entrar, publicamente, na cidade. Ele ficava fora, em lugares desertos, mas de toda parte vinham a ele.
Esta é a palavra da salvação!
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Postado por Antenor Gomes de Castro Filho
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Postado por Lucas
Espero encontrar-lhes bem e logo lhes desejo, um bom final de semana.
Na madrugada acordado e sem muito para fazer, procurando descanso porém, sem sono, visitei o mural, e eis que me deparo com as postagens a respeito do texto postado pelo colega.
Frise-se que cada qual possui uma visão daquilo que ocorre a seu redor, e a visão da jornalista não foi lá muito proveitosa.
A meu ver, sua comparação é completamente descabida.
Vejamos:
15 Jovens mortos, os quais eram desconhecidos de nós brasileiros, comparados à morte de um candidato a presidência da república.
Por qual motivo a repercussão/impacto da morte de Eduardo Campos foi maior?
Não possui relação com a cor da pele, nada disso.
Tanto o valor da vida de Eduardo Campos quanto das dos 15 negros era o mesmo para suas famílias, todavia, Campos era destaque na mídia, afinal, concorria naquele momento à presidência da república.
Fato que o tornou conhecido de todos os brasileiros, podemos afirmar que amado por alguns e tal vez, odiado por outros, mas, era uma figura em foco.
Já os jovens negros, sim, conforme dito, para suas famílias eram valiosos, e não somente para suas famílias mas, eu, você e todos nós, lamentamos o triste ocorrido.
Entretanto, não se pode jamais comparar o impacto, a repercussão gerada pela morte de uma ou mais pessoas desconhecidas com a morte de um indivíduo mostrado frequentemente na mídia, que no momento estava sendo assistido, analisado e ouvido por todos.
Observação:
Não estou dizendo que por ser rico a morte de Campos causou um maior impacto, mas por ser conhecido e acompanhado pela população.
É claro que para ser mais conhecido precisou ter cobre.
Resumo:
O dinheiro não torna mais valiosa a vida de alguém, mas, o impacto de um ícone morto é maior quando comparado ao de uma pessoa pouco conhecida pela grande maioria.
E sobre a atitude policial contra os 15 indivíduos, é preciso verificar qual foi a essência.
Verificar a fundo para depois dar ou não parabéns aos policiais.
Sem mais, vou ficando por aqui.
Cumprimentos a todos.
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Postado por Cida Silva
Quem é bom, dá para quem vive...
Quem ama, vive para dar;
Quem é bom, suporta a ofensa...
Quem ama, esquece-a;
Quem é bom, compadece-se do próximo...
Quem ama, ajuda-o;
Quem é bom, começa e acaba...
Quem ama, começa para nunca mais acabar;
Quem é bom, sorri...
Quem ama, faz sorrir;
Quem é bom, ajuda quando está perto...
Quem ama, sempre está perto para ajudar;
Quem é bom, não condena...
Quem ama, recebe o condenado;
Quem é bom, não faz mal a ninguém...
Quem ama, faz o bem a quem lhe faz mal;
Quem é bom, desce até os outros...
Quem ama, faz os outros subirem;
Quem é bom, sobe conosco ao calvário...
Quem ama, fica por nós na cruz.
Tenham todos uma noite de paz, de descanço, reflexão. Que nossas atitudes sejam inspiradas pelo amor deste que é o maior exemplo de amor. Jesus Cristo!
Forte abraço a todos!
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