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Recado 37336: relijiósos 20 de February de 2015, 19:54

Postado por vanessinha fonsseka

quem qrer realmente quaze nem fala! ! ! abraça um compromisso com a ética e o amor pelo prócimo

deus não vive de elojios, eles são ferramentasquesãmos. para emgambelar a verdade é pratica e não gogó
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Recado 37335: Uma última reflexão sobre religião: 20 de February de 2015, 19:22

Postado por Ronaldo Pires

Olá pessoal como vão todos vocês?
Espero que muito bem!

Estou trazendo um último texto religioso para o engrandecimento de todos que temem a Deus e querem viver em paz com ele.
Todos devem devolver o dizimo pois se assim não for serão denominados como ladrões e terão suas pagas com o salário do pecado!

As razões dos não-dizimistas
Referência: HEBREUS 7.1-10
A doutrina do dízimo é inaceitável para aqueles que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Isto porque não foram ainda marcados pela consciência da causa de Deus nem pela prioridade do Seu Reino.
No Novo Testamento a palavra DÍZIMO aparece 9 vezes e ligadas a duas situações:
1) Mt 23.23 = Partindo dos lábios de Jesus em relação aos fariseus. Jesus aqui reafirma a necessidade do dízimo, ao mesmo tempo que denuncia sua prática como demonstração de piedade exterior (Lc 18.12) – “Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Também Jesus denuncia a prática do dízimo como substituição de valores do Reino tais quais: justiça, misericórdia e fé (Lc 11.42).
2) Hb 7. 1-10 = Eis as lições desse texto: a) O Pai da fé deu dízimo de tudo – v. 2; b) O pai da fé deu o dízimo do melhor – v. 4; c) A entrega dos dízimos se deu não por pressão da lei, uma vez que o povo israelita ainda não existia e, portanto, muito menos a lei judaica – v. 6; d) Hebreus nos faz perceber e reconhecer a superioridade do valor do dízimo que é dado a Cristo (imortal) em relação ao dado aos sacerdotes (mortais) – v. 8; e) O autor destaca que os que administram os dízimos também devem ser dizimistas – v. 9.
Ser ou não ser dizimista é uma questão de acreditarmos na causa que abraçamos, na “pérola que encontramos.”
Hoje muitos crentes não são fiéis a Deus na entrega dos dízimos. Para justificar esta atitude criam vários justificativas e desculpas. Se dependessem deles a igreja fecharia as portas. Não existiria templos, nem pastores, nem missionários, nem bíblias distribuídas, nem assistência social.
Eis as justificativas clássicas dos não-dizimistas:
I. JUSTIFICATIVA TEOLÓGICA
Ah, eu não sou dizimista, porque DÍZIMO é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça.
Sim! O dízimo é da lei, é antes da lei e é depois da lei. Ele foi sancionado por Cristo. Se é a graça que domina a nossa vida, porque ficamos sempre aquém da lei? Será que a graça não nos motiva a ir além da lei?
Veja: a lei dizia: Não matarás = EU PORÉM VOS DIGO AQUELE QUE ODIAR É RÉU DE JUÍZO
a lei dizia: Não adulterarás = EU PORÉM VOS DIGO QUALQUER QUE OLHAR COM INTENÇÃO IMPURA…
a lei dizia: Olho por olho, dente por dente = EU PORÉM VOS DIGO: SE ALGUÉM TE FERIR A FACE DIREITA, DÁ-LHE TAMBÉM A ESQUERDA.
A graça vai além da lei: porque só nesta questão do dízimo, ela ficaria aquém da lei? Esta, portanto, é uma justificativa infundada.
Mt 23.23 = justiça, misericórdia e fé também são da lei. Se você está desobrigado em relação ao dízimo por ser da lei, então você também está em relação a estas virtudes.
II. JUSTIFICATIVA SENTIMENTAL
Muitos dizem: A bíblia diz em II Co 9.7 “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” = espontânea e com alegria.
Só que este texto não fala de dízimo e sim de oferta. Dízimo é dívida. Não pagar dízimo é roubar de Deus.
Perguntamos também: O que estará acontecendo em nosso coração que não permite que não tenhamos alegria em dizimar? Em sustentar a Causa que abraçamos e defendemos?
III. JUSTIFICATIVA FINANCEIRA
“O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento.
1) O dízimo não é sobra = Dízimo é primícias. “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda.” Deus não é Deus de sobras, de restos. Ele exige o primeiro e o melhor.
2) Contribua conforme a tua renda para que a tua renda não seja conforme a tua contribuição = Deus é fiel. Ele jamais fez uma exigência que não pudéssemos cumprir. Ele disse que abriria as janelas dos céus e nos daria bênçãos sem medidas se fôssemos fiéis. Ele nos ordenou a fazer prova Dele nesta área. Ele promete abrir as janelas do céu! Ele promete repreender o devorador por nossa causa.
3) Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar = Ageu diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado. Vaza tudo. Foge entre os dedos. Quando somos infiéis fechamos as janelas dos céu com as nossas próprias mãos e espalhamos o devorador sobre os nossos próprios bens.
IV. JUSTIFICATIVA ASSISTENCIAL
“Prefiro dar meu dízimo aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo.
“ A Bíblia não nos autoriza a administrar por nossa conta os dízimos que são do Senhor. O dízimo não é nosso. Ele não nos pertence. Não temos o direito nem a permissão nem para retê-lo nem para administrá-lo.
A ordem é: TRAZEI TODOS OS DÍZIMOS À CASA DO TESOURO PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA. A casa do Tesouro é a congregação onde assistimos e somos alimentados.
Mas será que damos realmente os “nossos” dízimos aos pobres? Com que regularidade? Será uma boa atitude fazer caridade com a parte que não nos pertence?
V. JUSTIFICATIVA POLÍTICA
“Eu não entrego mais os meus dízimos, porque eles não estão sendo bem administrados.”
Não cabe a nós determinar e administrar do nosso jeito o dízimo do Senhor que entregamos. Se os dízimos não estão sendo bem administrados, os administradores darão conta a Deus. Não cabe a nós julgá-los mas sim Deus é quem julga. Cabe a nós sermos fiéis.
Não será também que esta atitude seja aquela do menino briguento, dono da bola, que a coloca debaixo do braço sempre que as coisas não ocorrem do seu jeito?
Deus mandou que eu trouxesse os dízimos, mas não me nomeou fiscal do dízimo.
VI. JUSTIFICATIVA MÍOPE
“A igreja é rica e não precisa do meu dízimo.”
Temos conhecimento das necessidades da igreja? Temos visão das possibilidades de investimento em prol do avanço da obra? Estamos com essa visão míope, estrábica, amarrando o avanço da obra de Deus, limitando a expansão do Evangelho?
AINDA, não entregamos o dízimo para a igreja. O dízimo não é da igreja. É DO SENHOR. Entregamo-lo ao Deus que é dono de todo ouro e de toda prata. Ele é rico. Ele não precisa de nada, mas exige fidelidade. Essa desculpa é a máscara da infidelidade.
VII. JUSTIFICATIVA CONTÁBIL
“Não tenho salário fixo e não sei o quanto ganho.”
Será que admitimos que somos maus administradores dos nossos recursos? Como sabemos se o nosso dinheiro dará para cobrir as despesas de casa no final do mês?
Não sabendo o valor exato do salário, será que o nosso dízimo é maior ou menor do que a estimativa? Porque ficamos sempre aquém da estimativa? Será auto-proteção? Será desinteresse?
VIII. JUSTIFICATIVA ECLESIOLÓGICA
“Não sou membro da igreja”
Acreditamos mesmo que os nossos deveres de cristãos iniciam-se com o Batismo e a Profissão de Fé ou com a inclusão do nosso nome num rol de membros?
Não será incoerência defendermos que os privilégios começam quando aceitamos a Cristo: (o perdão, a vida eterna) e os deveres só depois que nos tornamos membros da igreja? Somos menos responsáveis pelo crescimento do Reino de Deus só porque não somos membros da igreja?
CONCLUSÃO
É hora de abandonarmos nossas evasivas. É hora de darmos um basta às nossas desculpas infundadas. É hora de pararmos de tentar enganar a nós mesmos e convencer a Deus com as nossas justificativas.
É hora de sermos fiéis ao Deus fiel. É hora de sabermos que tudo é de Deus: nossa casa, nosso carro, nossas roupas, nossas jóias, nossos bens, nossa vida, nossa saúde, nossa família. TUDO É DELE. Somos apenas mordomos, administradores. Mordomos e não donos. Deus quer de nós obediência e não desculpas. Fidelidade e não evasivas.
Que atitude vamos tomar? Nosso coração está onde está o nosso tesouro. Se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus, não vamos ter problemas com o dízimo. Amém.


Espero que tenham compreendido e andem corretamente em suas igrejas.

Abraços apertado em todos e até quando Deus quiser.


Voei, voei voei!
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Recado 37334: Ótima sexta-feira 20 de February de 2015, 17:55

Postado por Rodrigão

Boa tarde, linda galera do mural Cegueta!
Desejo um ótimo final de semana para todos!
Aproveite bem com muita diversão!

Obrigado a pessoa que postou no mural sobre o neurologista Olivier ... (desculpa não lembrar o sobrenome agora)

Forte a notícia de que ele está mais perto da morte.
Porém conforme o que li na internet sobre a obra literária deste famoso pesquisador da mente humana , senti felicidade em descobrir que ele alia otimismo e realismo nas suas observações sobre os fatos da vida bem aproveitada.

Aliás, estou lendo o livro da autoria dele: Alucinações musicais.
Recomendo muito para quem gosta de música.
Espero ao ler este livro, descobrir o mistério de que tal maneira uma música fica por muito tempo na cabeça.
Ainda estou no começo da leitura deste maravilhoso livro.
Boa leitura para quem gosta de ler e juízo para se divertir bem.

Abraços aos fortes amigos!
E deliciosos beijos nas lindas amigas.

Sucesso total!
Ótimas energias!
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Recado 37333: Manuais 20 de February de 2015, 16:01

Postado por Tiago Lima

Prezados. Irei deixar 2 manuais, talvez possa servir para alguém da mesma forma que me alciliou. O primeiro é do android, para identificar a chamada. e o segundo. é Da minha teca, o Patrick estava com alguma dúvida talvez possa ser últil.

Is Calling? Ouça quem o chama sem tocar no seu dispositivo!

O app usa seu mecanismo padrão de conversão de texto em voz para anunciar o contato ou número de quem está lhe chamando. A configuração é muito objetiva e simples.

Configuração:
◾ Antes de configurar o app, é recomendável que ative o modo avião, assim os anúncios não serão exibidos pelo app, tornando a configuração mais amigável.
◾ Para configurar o app basta abri-ló e selecionar as configurações que desejar.
A primeira opção se chama ativar/desativar. Ela ativa ou desativa o serviço do app.
◾A segunda opção se chama chamada em espera; leva a um menu onde podemos Ativar ou desativar o recurso de falar quem é o da autor chamada em espera, mesmo que estejamos numa ligação.

As opções seguintes estão relacionadas com a fala:
◾Opções de silêncio: leva a um menu onde podemos configurar como podemos silenciar o aviso do app.Podemos configurar para silenciar o aviso agitando ou virando o aparelho.
◾Opções de volume: leva ao menu onde configuramos o volume da fala e se o app reduz o volume do toque de chamada.
◾O que dizer e quando: é onde definimos o que é dito antes e depois do nome do contato ou número que chama.
◾Opções de repetições. É onde definimos se o app vai repetir quem chama e quantas vezes vai repetir.
◾Opções da engine TTs: é onde podemos alterar o tom e a velocidade da voz que falará quem chama.
◾A última opção do aplicativo é a opção relacionada aos formatos e filtros, ela se chama opções de contatos. É onde definimos se será falado nome, sobrenome ou nome e sobrenome, além de alternar o anúncio do tipo de telefone.

Segue o link do app na Google Play Store: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.bisteca.wic.main&hl=pt_BR

Manual Como administrar sua conta no Minhateca.com.br
No site inicial, digite o seu login ou e-mail e a senha cadastrada.
Ao acessar a sua conta, no menu Pastas você tem as opções "Nova Pasta", "Nome", "Senha", "Mover", e "Excluir".
Clicando na opção "Nova Pasta", você então digite o nome desta nova pasta e pode marca-la como fichário que possui conteúdo apenas para maiores de 18 anos e também pode adicionar uma senha a ela, caso queira que ela seja privada.
Ao clicar em "Ok", o nome da pasta aparecerá no menu da esquerda.
Ao acessar a sua nova pasta, você já pode adicionar arquivos a ela.
Clique em "Adicionar arquivo" e uma nova janela se abrirá.
Nela você pode adicionar um ou mais arquivos à pasta e ainda pode adicionar uma descrição àquele conjunto de arquivos (ex.: você faz o upload de 10 músicas do CD de sua banda.
Você pode então colocar na descrição o nome dos integrantes, o ano de lançamento, agradecimentos, etc.)
Após, é só você clicar em "Arquivar" e pronto, o site irá fazer o upload dos arquivos selecionados, juntamente com a descrição que você colocar e a pasta estará armazenada no seu HD virtual.
Clicando na opção "Nome" você pode alterar o nome da pasta criada, desta forma você mantém os seus arquivos sempre organizados e atualizados.
Clicando na opção "Senha" você pode criar uma nova senha para esta pasta ou alterar uma senha já existente.
Clicando na opção "Mover", você pode transferir uma pasta para dentro de outra.
Ou seja, caso você ache que uma pasta sua deve ter subdivisões você pode tranquilamente cria-las, novamente tornando sua conta mais organizada.
Clicando na opção "Excluir", você exclui pastas que você não utiliza mais ou considera indesejáveis.
Lembre-se, ao excluir uma pasta de sua conta todos os arquivos dentro dela também serão deletados, então pense muito bem antes de excluir uma pasta inteira.
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Recado 37332: Bom final de semana! 20 de February de 2015, 15:53

Postado por Cida Silva

Olá muralistas, tudo bem com todos? Eu estou bem na medida do posssível. rs. Estou passando para desejar a todos um ótimo final de semana e para cumprimentá-los pelas diversidades das postagens.
Hoje estou sem assunto, porém só passei para marcar presença. Pois gosto desse espaço e além de ler as postagens, gosto também de manifestar o meu carinho por este mural. Como estamos sempre em busca da felicidade e do bem estar, Deixo este texto para reflexão.
No mais, fiquem na paz! Abraço fraternal a todos!A dopamina é um neurotransmissor e tem um papel fundamental no controlo das funções mentais e motoras, como a regulação da atenção, do estado de ânimo, a memória, a aprendizagem e o movimento. Quando os níveis normais de dopamina estão presentes, uma pessoa pode sentir prazer, apego, amor, altruísmo, e é possível a integração de pensamentos e sentimentos. Recompensas de sexo, dinheiro, comida e trabalho motivam os humanos, mas quando a dopamina é baixa, são menos propensos a experimentarem a felicidade de alguns destes "prêmios". Os níveis baixos de dopamina resultam na falta de prazer e remorsos, incapacidade de sentir amor e apego, e uma diminuição da memória, atenção, concentração e resolução 1. Mude a sua dieta para aumentar os seus níveis de dopamina. Coma alimentos ricos em tirosina, como os abacates, as amêndoas, os produtos láteos, feijão, abóboras e sementes de gergelim. As frutas e as verduras são ricas em antioxidantes e ajudam a proteger os neurotransmissores. As maçãs, as beterrabas, melancia e vegetais de folhas verdes são os blocos de construção da dopamina. Não como alimentos que contenham altas quantidades de colesterol, gorduras saturadas, açúcar e aqueles alimentos refinados, uma vez que interferem com o funcionamento do seu cérebro e podem fazer com que os níveis de dopamina caiam. Evite a cafeína, uma vez que apenas aumenta o seu estado de ânimo de forma temporária, o que resulta em níveis de dopamina mais baixos de que anteriormente.
2. Tome um suplemento. A dieta por si só não lhe proporcionará a capacidade de construir suficientes neurotransmissores como a dopamina, em níveis elevados, e torna-se impossível para o cérebro produzir os níveis necessários. Suplementos simples como a vitamina C e a vitamina E, e outros suplementos antioxidantes complementam uma dieta saudável e ajudam a aumentar os níveis de dopamina. Suplementos de dopamina aumentam os seus níveis de dopamina com poucos efeitos secundários. Experimente um suplemento como o Balance D da Neuroscience, Brain Energy da Douglas Labs ou a Dopa Max Dopamine.
3. Faça exercício. Os níveis de transmissores, incluindo a dopamina, aumentam após o exercício vigoroso, o que ajuda a aumentar a sensação de calma e a capacidade de concentração.
4. Medite. A meditação aumenta a libertação de dopamina. O ioga também tem alguns movimentos que ajudam a aumentar o fluxo sanguíneo para o cérebro. Junto com o aumento do sangue vem o oxigênio e glicose, que são os componentes básicos dos neurotransmissores, como é o caso da dopamina.
5. De qualquer forma consulte o seu médico sobre os tratamentos adequados para melhoras e aumentar os níveis de dopamina.
6. Se deseja ler mais artigos parecidos a como aumentar os níveis de dopamina , recomendamos que entre na nossa categoria de Doenças neurológicas ou que se inscreva no nosso boletim de novidades.
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Recado 37331: A ira de Deus está sobre aqueles que ouvem as palavras e não as praticam! 20 de February de 2015, 15:33

Postado por Ronaldo Pires

Olá pessoal estou novamente aqui para alertá-los sobre a ira de Deus contra aqueles que pensam que podem fazer de tudo sem correrem nenhum risco de pagarem pelos seus pensamentos e ações, e sabemos que o salário do pecado é a morte e não apenas a morte comum mas, a morte eterna onde o ser será lançado no lago que arde com fogo e enchofre e eternamente! Jesus Comenta o Sexto Mandamento
21 - Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás; aquele que matar terá que responder em juízo.
OUVISTE - O ensino tradicional se transmitia oralmente, sobretudo nas sinagogas[1].
Jesus apresenta agora exemplos específicos de sua interpretação da lei. Como Autor e seu único verdadeiro Expositor. Pondo de lado a casuística rabínica, Jesus restaurou a verdade a sua formosura original. A expressão ouvistes implica que a maioria dos ouvintes nesta ocasião não tinham lido eles mesmos a lei. Isto era de se esperar, porque a maioria deles eram rudes lavradores e pescadores. Quando conversou mais tarde com os eruditos sacerdotes e anciãos, Jesus perguntou: Nunca lestes nas Escrituras? Mateus 21: 42. No entanto, esse mesmo dia um grupo de pessoas comuns do povo, dentro do átrio do Templo, dirigiu-se a Jesus dizendo: Nós temos ouvido da lei, que o Cristo permanece para sempreJoão 12: 34[2].
FOI DITO - Ao citar a antigos expositores da lei, os rabinos com freqüência apresentavam o que esses eruditos tinham dito, com as palavras que Jesus emprega aqui. Nos escritos rabínicos estas palavras se usam também para apresentar citações do AT[3].
NÃO MATARÁS - O sexto mandamento do Decálogo.
Comentário Êxodo 20: 13: Qualquer entendimento correto de nossa relação com nosso próximo indicam que devemos respeitar e honrar sua vida, pois toda vida é sagrada Gênesis 9: 5 e 6. Jesus exaltou Isaias 42: 21 este mandamento ao incluir, como parte de sua violação, a ira E o desprezo Mateus 5: 21 e 22. Mais adiante o apóstolo João adicionou a sua violação o ódio I João 3: 14 e 15. Este mandamento não só proíbe a violência física senão o que é de conseqüências muito maiores: o dano feito à alma. O violarmos quando induzimos outros ao pecado por nosso exemplo e nossa conduta e contribuímos assim à destruição de suas almas. Os que corrompem ao inocente e seduzem ao virtuoso matam num sentido muito pior do que o assassino e o bandido, pois fazem algo mais do que matar o corpo. Mateus 10: 28[4].
SERÁ CULPADO DE JUIZO - Isto é, será réu ante o tribunal. Em casos de homicídio não premeditado, diferente de um assassinato, a lei protegia ao homicida em cidades de refúgio Números 35: 6; Deuteronômio 19: 3. Aqui se faz referência a um derramamento intencional de sangue, a uma falha de culpabilidade e ao castigo de parte das autoridades estabelecidas[5].
Refere-se ao sexto mandamento do decálogo, um derramamento intencional de sangue, um assassino que estaria à disposição das autoridades estabelecidas para que cumprisse pena pelo homicídio culposo. Amargura e animosidade devem ser banidas da alma, se queremos estar em harmonia com o Céu.
22 -Eu, porém, vos digo: Todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, terá de responder em juízo; aquele que chamar ao seu irmão: Cretino! estará sujeito ao julgamento do Sinédrio; aquele que lhe chamar: Louco terá de responder ao julgamento da geena de fogo.
DIGO-VOS - Os rabinos citavam as tradições como autoridade na qual baseavam sua interpretação da lei. Cristo falou por sua própria autoridade, e este fato distinguia seu ensino dos rabinos, o que o povo observou sem demora Mateus 7: 29. A expressão, mas eu vos digo aparece seis vezes em Mateus 5 versos 22, 28, 32, 34, 39, 44. Cristo demonstrou que suas demandas iam muito além da mera letra da lei, e que incluíam o espírito que teria de dar vida e significado ao que de outro modo não era senão forma. Apresentou seis exemplos específicos a fim de deixar em claro a distinção entre os fatos visíveis e os invisíveis que levam a realizar essas reações. Este contraste, que percorre como uma fibra de ouro o Sermão do Monte, faz que o discurso seja a declaração suprema da filosofia cristã da vida, a máxima exposição de ética de todos os tempos.
Cristo destacou quão abarcantes são em verdade os requerimentos da lei e fez ressaltar que a mera conformidade exterior com a lei de nada serve[6].
Comentário Lucas 4:22 - Todos testemunhavam a seu respeito e admiravam das palavras cheias de graça que saiam da sua boca. E diziam: Não é o filho de José.
TODOS TESTEMUNHAVAM - Todos davam bom depoimento. A pessoa de Nazaré tinha ouvido relatórios a respeito do poder que acompanhava à pregação de Jesus durante seu ministério na Judéia. Agora essa mesma gente teve a oportunidade de sentir-se subjugada pelo encanto dessa pregação. Deram-se conta de que os relatórios não tinham sido exagerados[7].
DAS PALAVRAS CHEIAS DE GRAÇA - Teve que se ter dito muito mais do que o que aqui se registra. As pessoas ficaram fascinadas e felizes com as palavras de Jesus, cheias de graça e encanto[8].
NÃO É O FILHO DE JOSÉ - A forma da pergunta grega indica que se esperava uma resposta afirmativa. Esta pergunta não expressa incerteza, mas admiração. Tinham conhecido a Jesus através dos anos, mas chegaram a considerá-lo como a um homem comum, semelhante a qualquer um, com menos faltas do que eles. Negou-se a crer que Aquele a quem conheciam tão bem pudesse ser o Noivo, e sua falta de fé os deixou turbados.
Jesus era considerado comumente como filho de José. A mãe de Jesus, seus irmãos e irmãs, ainda viviam em Nazaré Mateus 13: 54 a 56, e sem dúvida estavam presentes entre as pessoas. É provável que enquanto se perguntavam não é este o filho de José, seus olhares se dirigissem espontaneamente para esses membros da família de Jesus. Lucas 2: 34 35 e 51[9].
ENCOLERIZAR - Jesus toma separadamente os mandamentos, e expõe-lhes a profundidade e a largura de suas reivindicações. Em lugar de remover um jota de sua força, mostra quão vasto é o alcance de seus princípios, e expõe o erro fatal dos judeus em sua ostentação exterior de obediência. Declara que, pelo mau pensamento ou o cobiçoso olhar, é transgredida a lei divina. Uma pessoa que se torna participante de uma mínima injustiça, está violando a lei e degradando sua própria natureza moral. O homicídio existe primeiro na mente. Aquele que dá ao ódio um lugar no coração, está pondo o pé no caminho do assassínio, e suas ofertas são aborrecíveis a Deus.
Os judeus cultivavam um espírito de vingança. Em seu ódio aos romanos, proferiam duras acusações e agradavam ao maligno pela manifestação de seus atributos. Estavam assim se preparando para praticar terríveis ações. Não havia, na vida religiosa dos fariseus , nada que recomendasse a piedade aos olhos dos gentios. Jesus declarou-lhes que se não enganassem com a idéia de poderem revoltar-se no coração contra seus opressores, e acariciar o anseio de vingar-se de suas injustiças[10].
O assassinato é o resultado final do ódio. Mas uma pessoa pode ocultar seu ódio de seu próximo, e dos que são o objeto de sua ira. O mais que se pode fazer num tribunal é castigar as ações que resultam do ódio. Só Deus pode chegar até a raiz do assunto para condenar e castigar a uma pessoa por causa do ódio[11].
CRETINO - A palavra raqa traduzida do aramaico significa: cabeça vazia, sem miolos[12].
O cristão deve tratar com carinho e respeito o mais humilde dos seres humanos, o ódio é um sentimento que jamais poderia ser encontrado entre os filhos de Deus, pois é contrária a natureza do Criador. Refere-se ao veredito da justiça local de uma cidade ou aldeia, e indica que a ira se tinha expressado em ameaças ou ações[13].
Néscio. Grego: rhaká, sem dúvida uma transliteração do aramaico reqa,Hebraico: reqah, que significa sem valor, estúpido. É uma vigorosa expressão depreciativa. Na literatura rabínica reqa aparece como a exclamação de um oficial quando um subalterno não lhe fez a saudação devida. O cristão deve tratar com respeito e ternura ainda ao mais ignorante e degradado[14].
SINÉDRIO - Aqui o Grande Sinédrio, que tinha sua sede em Jerusalém. Responder num tribunal, versos 21 e 22 fazem alusão aos tribunais disseminados pelo país, em contraposição ao Grande Sinédrio[15].
O Sinédrio ou Conselho era o supremo tribunal dos judeus, composto de 70 membros[16].
Grego: sunédrion, palavra que se refere ao sanedrín local, ou tribunal da cidade e não o grande sanedrín de Jerusalém[17].
LOUCO - Grego: môrós, estúpido, tonto. Sugeriu-se que a palavra môrós é a transliteração do vocábulo hebraico moreh, contencioso, rebelde, contumaz, ao passo que rhaká expressa desprezo pela inteligência de um indivíduo, ou, melhor dito, por, a falta de inteligência, môrós, tal como se o emprega aqui, expressa desdém pelos motivos do indivíduo. No primeiro caso se chama estúpido ao indivíduo; no segundo, se o denomina preguiçoso ou impostor, o qual implica que se porta nesciamente por motivos diversos. Se Cristo se negou a proferir juízo de maldição contra o diabo Judas 9, nós deveríamos refrear de fazê-lo com nossos próximos. Temos de deixar com Deus a obra de julgar e condenar a uma pessoa por seus motivos.
Segundo o Talmude Kiddushin 28a, o que fora culpado de denegrir a outro chamando-o escravo, devia ser excomungado da sinagoga durante 30 dias, e o que chamasseo outro bastardo, devia receber 40 chicotadas[18].
GEENA DE FOGO - Era um vale ao sul de Jerusalém, para o qual se deitava todo o lixo da cidade. Lá em tempos anteriores faziam os sacrifícios ao deus Moloch. Era considerado o símbolo do castigo dos maus[19].
Literalmente geenna de fogo. Geenna é a transliteração das palavras hebraicasge" hinnom, vale de Hinom, ou ge ben hinnom, vale do filho de Hinom. Josué 15:8. Este vale está a sudeste de Jerusalém e se encontra com o vale de Cedron, imediatamente ao sul da cidade de Davi e o tanque de Siloé Jeremias 19: 2. O ímpio rei Acaz parece ter iniciado nos dias de Isaías o bárbaro costume pagão de queimar os meninos, oferecendo a Moloc num alto chamado Tofet, no vale de HinomII Crônicas 28: 3; Esses ritos abomináveis se descrevem em Levitico 18: 21; Deuteronômio 18: 10; 32: 17; II Reis 16: 3; 23: 10; Jeremias 7: 31. Manasses neto de Acaz, restabeleceu essa prática II Crônicas 33: 1 6; Jeremias 32: 35.
Anos depois, o bom rei Josias profanou cerimonialmente os altos do vale de Hinom onde se tinha realizado esse atroz tipo de culto II Reis 23: 10, com o qual se acabaram esses sacrifícios. Como castigo por esse e outros males, Deus advertiu a seu povo que o vale de Hinom num dia seria o Vale da Matança por causa dos corpos mortos deste povo. Jeremias 7: 32 e 33; 19: 6; Isaias 30: 33. Por isso os fogos de Hinom se converteram num símbolo do fogo consumidor do último grande dia de juízo e do castigo dos ímpios Isaias 66: 24. Segundo as idéias escatológicas judaicas, derivadas em parte da filosofia grega, geenna era o lugar onde se reservavam as almas dos ímpios sob castigo até o dia do juízo final e das retribuições.
A tradição que afirma que o vale da Gehenna forma latina do nome era o lugar onde se queimavam os desperdícios, e que, portanto era uma figura do fogo do dia final, parece ter-se originado com o rabino Kimchi, erudito judeu dos séculos XII e XIII. A antiga literatura judaica não contém nada disto. Os rabinos mais antigos basearam a idéia da Gehenna como um símbolo do fogo do último dia em Isaias 31: 9. Ver artigo Hell em Seventh-day Adventist Bible Dictionary[20].
23 - Portanto, se estiveres para trazer a tua oferta ao altar e ali te lembrares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti,
OFERTA - Grego: dóron, palavra que se refere a qualquer classe de presentes ou a oferendas especiais. Em Mateus23: 18 e 19 se deixam ver claramente qual era a importância ritual de uma oferenda colocada sobre o altar[21].
IRMÃO - Referência ao nosso próximo, aqueles com quem mantemos relacionamentos, Cristo aclarou que todos os homens são irmãos independentemente de raça, cor, posição social, sexo, Parábola do Bom Samaritano. Lucas 10: 29 a 37.[22]
24 -deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e depois virás apresentar a tua oferta.
OFERTA - Deixa ali. O apresentar uma oferta ou sacrifício pessoal se considerava entre os atos religiosos mais sagrados e importantes, mas ainda isto devia ocupar um lugar secundário pelas circunstâncias aqui expostas. É possível que a oferta aqui mencionada fosse um sacrifício feito com o fim de obter o perdão e o favor de Deus. Cristo insiste em que os homens devem arrumar as contas com seus próximos antes que possam reconciliar se com Deus Mateus 6: 15; I João 4: 20. A obrigação mais importante tem prioridade sobre outra de menor importância. A reconciliação tem mais importância do que o sacrifício. Viver os princípios cristãos Gálatas 2: 20 são de muito maior valor à vista de Deus do que praticar as formas externas da religião. II Timóteo 3: 5[23].
RECONCILIAR - Comentário Mateus 6: 12 - E Perdoa as nossas dívidas como também nós perdoamos aos nossos devedores E perdoa-nos. Grego: afíêmeí, palavra comum no NT, que com freqüência significa deixar. Mateus 4: 11 ou despedir. Marcos 4: 36, mas que também se traduz corretamente com a idéia de remeter João 20: 23, ou perdoar Lucas 5: 21 e 23. Quando se emprega a palavra com este segundo sentido, faz-se ressaltar a idéia de que o perdão deixa sem culpa ao pecador.
NOSSAS DÍVIDAS - Grego: oféilêma, palavra comumente empregada para referir-se às dívidas legais Romanos 4: 4, mas usada aqui no sentido de dívidas morais e espirituais. Aqui se representa ao pecado como dívida e ao pecador como devedor. A passagem paralela de Lucas diz pecados. Capítulo 11: 4; Mateus 18: 28 e 30; Lucas 7: 41 a 43.
COMO TAMBÉM NÓS PERDOAMOS - Isto é, como já perdoamos. No grego uns poucos manuscritos usam o presente, mas a evidência textual estabelece o uso do aoristo pretérito indefinido. Isto último insinuaria que não devêssemos atrevemos a pedir perdão se não perdoamos já a nosso próximo.
AOS NOSSOS DEVEDORES - Os que nos fizeram mal[24].
25 -Assume logo uma atitude conciliadora com teu adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim, sejas lançado na prisão.
CONCILIADORA - Põe-te de acordo. Grego: eunoéô, ter a mente bem disposta para com alguém, verbo relacionado com a palavraéunoos, benévolo, bem disposto, favorável, amigável. O estar de acordo implica uma mudança de sentimentos para com o que foi antes adversário[25].
ADVERSÁRIO - Grego: antídikos, opositor, o adversário num pleito legal. O contexto indica que neste caso o adversário é o acusador e que a pessoa a quem Cristo fala é o acusado Lucas 12: 58 e 59.No caminho. Isto é, de caminho ao tribunal. Jesus disse que era preferível arrumar as coisas sem recorrer aos tribunais[26].
OFICIAL DE JUSTIÇA - Grego: huperetes, servidor público, subordinado. Emprega-se este termo no NT para referir-se aos ajudantes da sinagoga ver comentário Lucas 4:20 aJoão Marcos como ajudante de Paulo e Barnabé Atos 13: 5, e aos ministros do Evangelho Lucas1: 2; Atos 26: 16; I Corintios 4: 1[27].
26 - Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo.
DIGO - Jesus orienta para a posição de consenso, e para se evitar tribunais, tentar viver em harmonia com o próximo sem a dureza da lei que exige o pagamento do último centavo, sendo fria e não dirigida pôr misericórdias. O Rei Davi ao ter escolher entre três castigos preferiu o castigo em que seria entregue nas mãos de Deus, pois usa de muitas misericórdias e o homem não.
A NOVA AUTORIDADE
Esta seção dos ensinamentos de Jesus é uma das mais importantes do NT. Antes de estudá-la em detalhes tem certas coisas gerais que devemos mencionar.
Jesus fala com uma autoridade que nenhum outro homem sonharia em se atribuir. A autoridade que Jesus assumiu surpreendia sempre aos que entravam em contato com Ele. No início de Seu ministério, despois de pregar na sinagoga de Cafarnaum, nos diz de Seus ouvintes: E se admiravam de Sua doutrina; porque lhes ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas. Marcos 1: 22. Mateus conclue seu relato do Sermão do Monte dizendo: Quando terminou Jesus estas palavras, As pessoas estavam admiradas de Sua doutrina, porque lhes ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. Mateus 7: 28s.
Nos é difícil darmos conta exatamente do surpreendente que deve de ter sido para os judeus que escutavam esta autoridade de Jesus. Para os judeus, a Lei era absoluta­mente santa e divina; é impossível enxergar até que ponto a reverenciavam. A Lei diziam é santa, e foi dada por Deus. Só os decretos de Moisés, dizia Filón, são perduráveis, inalteráveis e inamovíveis, como se a natureza mesma os houvesse firmado com seu selo. Os rabinos diziam: Os que negam que a Lei procede do Céu não tem parte no mundo vindouro. E também: Até se um diz que a Lei é de Deus com a exceção deste ou aquele verso que disse Moisés, não Deus, falando por sua boca, então se lhe aplica o juizo. Tem desprezado a Palavra do Senhor: E dado mostras da irreverência que merece a destruição de sua alma. O primeiro ato no culto da sinagoga era ler os livros da Lei da arca onde se guardavam, e ele levava dando a volta com a congregação, para que esta pudesse mostrar sua reverência.
Isso era o que os judeus pensavam da Lei; e aqui Jesus cita a Lei não menos que cinco vezes Mateus 5: 21, 27, 33, 38, 43, só para citá-la e ampliar por Seu próprio ensino. Se atribuía o direito de indicar as interpretações das Escrituras mais sagradas do mundo, e dar o enfoque com Sua própria sabedoria. Os gregos definiam exusía, autoridad, como o poder para ensinar e determinar sua vontade. Jesus reclamava este poder em sua relação com o que os judeus criam o que era a Palavra eterna e imutável de Deus. Jesus não discutiu isto, nem se propôs a justificar-se de nenhuma maneira por fazê-lo, nem tratou de demonstrar seu direito a fazê-lo. Responsavelmente e sem questionar assumiu este direito.
Ninguém havia ouvido nunca nada semelhante. Os grandes mes­tres judeus usavam frases características em seu ensinos. A frase característica do profeta era: Assim diz o Senhor. Não pretendía ter nenhuma autoridade pessoal; o único que pre­tendia era falar o que Deus lhe havia dito. A frase carac­terística do escriba e do rabino era: Há um ensino acerca de... O escriba ou o rabino jamais se atreviam a expressar nem sequer uma opinião própria a menos que pudessem respal­dá-la com frases dos grandes mestres do passado. A inde­pendência era a última qualidade que se atribuiria a eles. Para Jesus uma afirmação não requeria mais autoridade que de fato Ele a requeresse. Ele era Sua própria autoridade.
Das duas uma: Ou Jesus era um louco, ou era único; ou era um megalomaníaco, ou era o Filho de Deus. Nenhuma pessoa normal podería atrever-se a mudar o que se considerava a eterna Palavra de Deus.
O maravilhoso da autoridade é que é auto-evidente. Tão pronto como uma pessoa se põe a ensinar se sabe imedia­tamente se têm direito a ensinar ou não. A autoridade é como uma atmosfera ao redor de uma pessoa. Não necessita atribuir­se; ou têm, ou não.
As orquestas que tocaram sob a direção de Toscanini diziam que tão pronto ele ocupasse o comando poderiam sentir uma áurea de autoridade que fluía dele. Julian Duguid conta que uma vez cruzou o Atlântico no mesmo barco que Wilfred Grenfell; e disse que quando Grenfell entrava em alguma das habitações públicas do barco, se podía dizer sem dirigir-lhe o olhar que havia entrado na habitação; porque uma áurea de autoridade saia do homem. Era supremamente assim com Jesus.
Jesus tomava a sabedoria humana mais elevada e a corrigia, porque Ele era o Que era. Não tinha que discutir; Lhe bastava falar. Nada pode honradamente estar face a face com Jesus e escutar-lhe sem sentir que é a última Palavra de Deus ao lado de Quem todas as outras palavras são inadequadas, e toda outra sabedoria, defasada.
O NOVO NÍVEL
Ainda que o aceno de autoridade de Jesus fosse alucinante, ele propunha um nível mais elevado aos homens. Jesus dizia que, perante Deus, não era somente o homem culpado de cometer assassinato; ele que odiava seu irmão seria julgado e tornado culpado. Não era somente culpado por cometer adultério; mas o que permitisse que um desejo impuro se assentasse em seu coração também seria culpado.
Aqui havia algo que era completamente novo, algo que a humanidade não havia captado todavía suficientemente. O ensino de Jesus era que não era suficiente não cometer assassinato; o único que seria suficiente seria não haver desejado nunca come­ter assssinato. O ensino de Jesus era que não era bastante não cometer adultério; o único suficiente sería não desejar seque­r cometê-lo nunca.
Pode ser que não tenhamos golpeado nunca uma pessoa; porém, quem pode dizer que nunca desejou fazê-lo? Pode ser que nunca tenhamos cometido adultério; porém, quem pode dizer que nunca tenha experimentado o desejo de algo proibido? O ensino de Jesus era que os pensamentos são tão importantes comoas obras, e que não basta não cometer pecado; o que sim bastaria seria não querercometê-lo.
O ensino de Jesus era que não se julga somente uma pessoa por suas obras, mas por seus desejos que nunca se materializaram em obras. Segundo os níveis do mundo, uma pessoa é uma boa pessoa se não fizer nunca o que está proibido. O mundo não tem como julgar os pensamentos. Porém para o nível de Jesus, uma pessoa não é boa até que nem sequer deseja fazer o pro­ibido. Jesus está intensamente preocupado com os pensamen­tos de uma pessoa. Disto surgem três coisas:
1. Jesus estava totalmente certo, porque Seu caminho é o único que conduz a salvação e a segurança. Até certo ponto todos temos uma personalidade dividida. Há uma parte de nós que é atraída ao bem, e outra parte de nos que é atraída ao mal. Entretanto uma pessoa, está travando uma batalha em seu interior. Uma voz está incitando a tomar a coisa proibida; a outra voz a está proibindo.
Platão comparava a alma com alguém que tivesse que domar dois cavalos. Um era dócil e obediente as orientações e a palavra de mando; o outro, selvagem, indômito e rebelde. O nome de um cavalo era a razão; o outro, a paixão. A vida é sempre um conflito entre as exigências das Paixões e o controle da razão. A razão são as orientações que mantém a paixão e os limites. Porém, as rédeas se podem romper a qualquer momento. O domínio próprio pode ba­ixar a guarda um instante, o que sucede então? Entretanto exista esta tensão interior, este conflito interno, a vida se mantém insegura. Em tais circunstâncias não há coisa melhor como estar a salvo. A única maneira, nos diz Jesus, é erra­dicar para sempre o desejo proibido. Só então a vida está a salvo.
2. Neste caso, só Deus pode julgar. Não vemos nada mais que as ações exteriores de uma pessoa; só Deus vê os segredos do coração. E fará muitas pesso­as que exteriormente são um modelo de retidão, porém cujos pensamentos íntimos são culpados diante de Deus. Haverá muitos que podem ser declaradas inocentes no juízo humano, julgados por coisas externas, porém cuja bondade conflita ante o olhar poderoso de Deus.
3. Neste caso, cada um de nós é culpado; porque não há nenhum só que possa resistir este juizo de Deus. Assim temos vivido uma vida de perfeição moral externa, não há ninguém que possa dizer que não tenha experimentado nunca o desejo proibido de coisas más. Para a perfeição interior, o único que é suficiente alegar é dizer que eu estou morto e Cristo vive em mim. Com Cristo estou juntamente crucificado, disse Paulo, e já não vivo, mas Cristo vive em mim. Gálatas 2:20.
O novo nível mata todo orgulho, e nos impulsiona a Jesus Cris­to, Que é o único que pode permitir alcançar este nível que Ele mesmo nos propõe.
A IRA PROIBIDA
Aqui temos o primeiro exemplo do novo nível que Jesus propõe. A antiga Lei havia estabelecido: Não matarás. Êxodo 20:13; Jesus estabelece que até o aborrecimento com um irmão está proibido. Na tradução clássica inglesa se encontram as palavras sem causa, que não estão em nenhum dos grandes manuscritos; isto não é nada menos que uma total proibição da ira. Não basta não golpear uma pessoa; o que realmente seria suficiente é não desejar sequer golpear-lhe; nem sequer ter um sentimento duro contra ele no coração.
Nesta passagem Jesus segue o raciocínio na maneira dos rabinos. Se mostra experto no manejo dos métodos de discussão que tinham o costume de usar os sábios de Seu tempo. Há nesta passagem uma sutil gradação da ira, e uma correspondente e sutil gradação de castigo.
1. Em primeiro lugar temos o que está aborrecendo contra seu irmão. O verbo original que se usa aqui é orguizesthai. En grego existem duas palavras para ira. Está thymós, que se comparava com a chama que prende a palha seca. É a ira que se inflama rapidamente e que se consome com a mesma rapidez. É uma ira que surge depressa e que também passa depressa. Está orguê, que se descreve como uma ira que se faz inveterada. É a ira longa; é a ira de uma pessoa que guarda sua raiva para mantê-la quente; é a ira que se cultiva, e não deicha morrer.
A ira está sujeita a juizo. Este juizo era no tribunal local que sentenciava justiça. Estava formado por anciãos da localidade, e variava em seu número desde três nas aldeias de menos de cento cinquenta habitantes, até sete nas populações maiores e nos povoados e nas cidades maiores.
Jesus condena toda ira egoísta. A Bíblia deixa claro que a ira está proibida Pois a cólera do homem não é capaz de cumprir a justiça de Deus. Tiago 1: 20. Paulo manda a os seus que deponham toda ira, exaltação, maldade, blasfêmia, conversa indecente. Colossenses 3: 8. Até o mais elevado pensamen­to pagão reconhecia a insensatez da ira. Cicero dizia que quando entrava a ira em cena não se pode fazer nada direito e nem com sensatez. Em uma frase lapidada, Sêneca chama a ira uma loucura breve.
Assim é que Jesus proíbe definitivamente a ira que se cultiva, a ira que não se quer esquecer, a ira que se nega a paz, a ira que busca vingança: Se temos de obedecer a Jesus, temos de desenterrar da vida toda classe de ira, e especialmente a que se mantém por demasiado tempo. É uma advertência recordar que não se pode ao que é chamado de cristão perder o equilíbrio por qualquer ofensa pessoal que tenha sofrido.
2. Jesus passa a falar de dois casos em que a ira se manifiesta em palavras insultantes. Os mestres judeus proibiam tal ira e tais palavras. Falavam de opressão de palavras, e depecado do insulto. Tinham como ditado: três tipos descem à gehena para não voltar: o adúltero, o que envergonha a seu próximo em público, e o que expõe seu próximo de um modo insultante. Estão igualmente proibidas a ira do coração e a ira das palavras.
INSULTOS
Primero, se condena ao que chama a seu irmão de néscio. A Reina-Valera antiga põe a palavra quase intraduzível raca, que descreve um tom de voz mais que outra coisa. Seu enfoque é de desprezo. Chamar uma pessoa de raca era chamar de idiota sem sentido, um tonto imbecil, um cabeça-o­ca. Este termo usado para desprezar o outro com uma superioridade arrogante.
Tem uma história rabínica sobre o rabino Simão ben Eleazar. Ele vinha da casa de seu mestre, e se sentía orgulhoso ao pensar em sua inteligência, erudição e bondade. Um viajante muito pouco fa­vorecido fisicamente lhe dirigiu uma saudação. O rabino não lhe respondeu a saudação, mas disse: Seu raca! Que feio tu és! São todos os de teu povo tão feios como você? A isto lhe respondeu o pobre homem: Eu não sei. Vem dizer a meu Criador que me criou e me fêz o quão feio que é a criatura que Ele fêz. Assim repreendeu aquele pecado de desprezo.
O pecado do desprezo merece un juizo todavía mais se­vero. Havia que levá-lo a juizo ante o Sinédrio, synedrion, o tribunal supremo dos judíos. Isto, não deve ser tomado literalmente. Jesus disse: O pecado da ira inveterada é mau; mas o do desprezo é pior.
Não há pecado que seja mais contrário ao Espírito de Cristo do que o desprezo. Há um desprezo que surge do orgulho da pessoal, considerado realmente muito grave. Há um des­prezo que surge da posição financeira, o orgulho que se baseia nas coisas materiais que também é algo condenável. Há o desprezo intelectual. E de todos os tipos de desprezo, o considerado intelectual é o mais difícil de entender, porque o que máis impressiona um sábio é o sentimiento de sua própria ignorância. Não deveríamos nunca olhar com desprezo qualquer pessoa por quem Cristo morreu.
3. Jesus menciona a continuação ao que chama a seu ir­mão môrós. Môrós também quer dizer tonto, porém o homem que é môrós é um néscio moral. É o homem que se faz de tonto. O salmista fala do néscio que se diz no seu coração que não há Deus Salmo 14: 1. Este é um néscio moral, um homem que vivia uma vida imoral e que lhe convinha que não existe Deus. E chamar alguem de môrós não era criticar sua capacidade mental; era pôr em dúvida seu caráter moral; era ensinuar sobre seu nomb e reputação, e marcá-le como pessoa de uma vida má e imoral.
Jesus diz que o que destrói o nome e a reputação do ser humano merece o juizo mais severo de todos, o juizo do fogo da gehena.
Guehenna em hebraico: Guehinnomou gehena, que nos chega do latim e de sua etimologia­ uma palavra que tem história; a partir de 1960 a Reina­ Valera traduz por inferno. Os judeus a usavam freqüentemente Mateus 5: 22, 29, 30; 10: 28; 18: 9; 23: 15, 33; Marcos 9: 43, 45, 47; Lucas 12: 5; Tiago 3: 6. Literalmente queria dizer o Vale de Hinon, que é um vale a Sudeste de Jerusalém que foi notório porque fue onde Acaz introduziu o culto ao deus pagão Moloc, em que se ofereciam sacrifícios de crianças. Queimou também incenso no vale do filho de Hinom, e queimou a seus filhos como oferta. II Crônicas 28: 3. Josias,rei reformador, acabou com este culto, e ordenou que este vale fosse um lugar maldito. O rei profanou Tofete do vale de Ben Enom para que ninguém pudesse passar pelo fogo seu filho ou sua filha em honra de Moloc. II Reis 23: 10.
Como conseqüência, o Vale de Hinom se converteu num lixão público de Jerusalém, no qual se queima todos os resíduos da cidade. O fogo se mantém latente, e queimava constantemente, e se criava uma espécie asquerosa de vermes que parecía que não morriam nunca. Marcos 9: 44 a48. A Guehenna, o Vale de Hinom, se identificava nas mentes do povo com um local imundo e maldito, o lugar onde tudo que é inútil e mau se destruía. Assim foi como chegou a ser sinônimo de lugar da destruição eterna, o inferno de fogo.
Jesus insiste que é mais grave destruir a reputação de uma pessoa e manchar seu bom nome. Não há castigo que seja demasiado severo para um fofoqueiro malicioso, de fala caluniosa que assassinar o bom nome do próximo. Tal prática, num sentido mais literal, merece o inferno.
Como temos dito, todos estes graus de castigos não se pode tomar literalmente. O que Jesus quer dizer aqui é o siguente: Na antigüidade se condenava por assassinato, e isto sempre será condenavel. Porém Eu vos digo que não são só as ações externas que merecem ir a juizo; os mais íntimos pensamentos também estão sob o escrutinio e juizo de Deus. A ira interminável é má; e o despeito é pior, o boato descuidado e malicioso que destróe o bom nome de uma pessoa é pior de tudo. O que é escravo da ira, e que fala em um tom de desprezo, e o que destrói o bom nome do outro, pode ser que nunca tenha cometido um assassinato de fato, porém está no seu coração.
A BARREIRA INSUPERÁVEL
Quando Jesus disse isto, estava simplesmente recordando aos judeus um princípio que eles conheciam muito bem e que nunca deveriam ter esquecido. A idéia por trás do sacrifício era muito sensível: se uma pessoa fazia algo errado, sua ação inte­rrompia sua relação com Deus, e o sacrifício teria por finalidade restaurar esta relação.
Temos que notar duas coisas muito importantes. A primeira é que nunca se criou que o sacrifício pudesse expiar um pecado deliberado, que os judíos chamavam: o pecado de uma mão altad. Se uma pessoa cometesse um pecado se daria conta, se por impulso num momento de paixão que alterava seu domínio próprio, o sacrifício era realizado; porém se o pecadofosse cometido de forma deliberada, desafiando, insensivelmente e com os olhos abertos, entãoa o sacrifício era impotente para expiar.
A segunda é que para ser efetivo, um sacrifício tinha que incluir a confiss ão do pecado e o verdadeiro arrependimento; e o verdadeiro arrependimento incluia o propósito de retificar qualquer consequência para ter pecado. O grande Dia da Expiação era celebrado para expiar os pecados de toda nação, porém os judeus sabiam muito bem que nem sequer os sacrificios do Dia da Expiação se poderiam aplicar a ao menos que antes estivesse reconciliado com seu próximo.
A interrupcção da relação entre o homem e Deus não podia ser reatada a menos que se houvesse curado o que havia de diferenças entre homem e homem. Se uma pessoa estava oferecendo uma oferta pelo pecado, por exemplo, para expiar um roubo, a oferta se cria que era totalmente ineficaz até que se houvesse restaurado o objeto roubado; e, se descobrisse que o objeto roubado não fosse restaurado, então teria que se destruir o sacrifício como imundo e quemá-lo fora do templo. Os judeus sabiam muito bem que tinham que fazer todo possível para ajustar as coisas ao nível humano antes de poder estar em paz com Deus.
O sacrifício era sustitutivo. O símbolo disto era que, quando a vítima estava a ponto de ser sacri­ficada, o adorador colocava suas mãos sobre a cabeça do animal apertando bem para baixo, como para transferir sua própria culpa. Quando Fazi dizia: Te suplico, oh Deus; tenho pecado, e praticado perversamente, tenho sido rebelde; e cometido... aqui o ofertante especificava seus pecados; voltava em penitên­cia, e confessava o pecado.
Para que um sacrifício fosse válido, a confissão e a res­tauração tería que estar implicadas. O quadro que Jesus está pintando é um gráfico. O adorador, não oferecia seu próprio sacrifício; o sacerdote trazia, que era oferecido em seu nome. Um adorador ao entrar no templo; passava por uma série de átrios: o átrio dos Gentis, e o das Mulheres, e o dos Homens.
Na continuação se encontrava o átrio dos sacerdotes, em que não era permitida a entrada dos leigos. O adorador se curvava perante o altar, disposto a entregar sua vítima ao sacerdote; colocava as mãos sobre o animal para fazer sua confissão; e então se acordava de que estava em paz com seu irmão, do mal que havia praticado; sem o que seu sacrifício não seria, deve voltar e oferecer a ofensa e restaurar o dano, o não oferecer nada.
Jesus deixa bem claro este fato fundamental: Não podemos estar em paz con Deus, a menos que estemos em paz com nossos semelhantes; não podemos esperar o perdão a menos que tenhamos confessado nosso pecado, não só a Deus, mas também aos homens, a menos que tenhamkos feito todo possível para evitar suas conseqüências práticas. Algumas vezes nos perguntamos por que existe uma barreira entre nos e Deus; às vezes nos perguntamos por que nossas orações parecem que não servem para nada. A razão poderia ser muito bem que somos nos os que temos levantado esta barreira ao estar em desacordo com nosso próximo, porque temos ofendi­do a alguém e não temos feito nada para retificar.
Fazer as pazes a tempo
Jesus está dando un conselho prático; Ele nos diz para fazermos as coisas a tempo, antes que se amontoem e causem mais problemas no futuro.
Jesus descreve a cena dos oponentes que vão a ca­minho do tribunal; e lhes diz que se reconcilie antes de chegar ao tribunal; porque, se não o fizerem, a lei segue seu curso; haverá todavía piores conseqüências pelo menos para umo delos nos dias sucessivos.
A cena dos oponentes que vão juntos a caminho do tribunal nos parece muito estranha, e muito improvável. Porém no mundo antigo sucedía assim.
Na lei grega havia um processo de detenção que se chamava apagôguê que quer dizer arresto sumaríssimo. O demandante mesmo falava ofensor. Escolhia a espécie de castigo a ser efeuado, e se sujeitava de tal maneira que, se resistisse, poderia partir para a agressão física. Se supõe que estes casos em queesta situação chegasse eram raros, e tinha que incriminar o malfeitor em flagrante.
Os crímes que se poderia condenar sumariamente uma pessoa como foi descrito eram: o roubo,roubo de ropa os ladrões de roupa eram a maldición dos banhos públicos na antiga Grécia, roubar carteiras, assaltar casas e sequestrar o sequestro de escravos especialmente dotados e habilidosos era muito corrente. Se podia condenar sumariamente a alguém quando se lhe descobrisse exercendo os direito de cidadania quando se lhe havia despossuido deles, ou se voltava a seu estado ou cidade de que havia sido exilido. En vista deste costume não era raro ver um demandante e um ofensor juntos a caminho do tribunal em una cidade grega.
Está claro que é muito mais provável que Jesus estivesse pensando e termos da lei judaica; porém esta situação não era nem muito menos impossível na lei judaica. Este era obviamente um caso de dívida; porque, se não fizessem as pazes, haveria de pagar até o último centavo. Casos semelhantes se liquidavam nos tribunais locais de anciãos. Era fixado um valor em que o demandante e o ofensor teriam que se apresentar juntos; em qualquer povoado ou aldeia sería provável que se encontrassem no caminho do tribunal.
Quando uma pessoa era declarada cul­pada, era entregue ao oficial da corte. Mateus chama a de hyperêtês; Lucas chama, em sua versão deste dito, com o termo mais usado praktôr Lucas 12:58s. O dever do oficial do tribunal era assegurar-se de que a dívida seria paga devidamente e, em caso contrário, teria autoridade para prender o ofensor até que pagasse. Esta é a situação que Jesus estava considerando. O conselho de Jesús pode querer dizer uma das duas coisas:
1. Pode ser uma amostra de um conselho mais prático. Uma ou outra vez confirma a experiência da vida que, sem uma peleja, desavença, ou disputa não se resolve imediatamente, pode seguir gerando piores dificultades com o tiempo. A amargura treaz amargura. Os desavenças entre as pessoas se estendem a suas famílias, e pode ser levadas a gerações futuras, e acaba por dividir uma igreja ou uma sociedade em duas.
Se no início uma das partes houvesse tido a graça de desculpar-se ou admitir sua falta, uma situação lamen­tável poderia ser evitada. Se alguma vez estamos em desavença com o próximo, devemos resolver a situação sem perda de tempo. Pode ser que seja humilhante para confesar que temos nos equivo­cado e nos desculparmos; pode ser que queira dizer que, neste caso tenhamos razão, temos que dar o primeiro passo para restabelecer a relação. Quando as relacões pessoais se deterioram, em nove casos de cada dez uma ação imediata pode remediar; porém se esta ação imediata não tem lugar, seguirão deteriorándo-se, e se extenderá a amargura en círculos cada vez mais amplos.
2. Pode ser que Jesus tivesse em mente algo mais definitivo que isto, disse: Procurai as coisas com vossos semelhantes enquanto dure vossa vida; porque algum día, não sabéis quando, a vida chegará a seu fim, e ireis apresentardes perante Deus, o Juizo final de todos. É o maior de todos os dias para os judeus era o Día da Expiação. Seus sacri­ficios se cría que expiavam seus pecados conhecidos e não conhecidos; porém até este día tinha suas limitações.
O Talmude estabelece claramente: O Día da Expiação expia as ofensas entre o homem e Deus. O Dia da Expiação não expia as ofensas entre o homem e seu próximo, a menos que o homem tenha procurado acertar as coisas com seu próximo. Aquí temos outra vez um fato fundamental: Não podemos estar en paz con Deus e não estamos em paz com nosso próximo. Uma pessoa deve viver de tal maneira que a encontre paz com todomundo.
Bem pode ser que não tenhamos que escolher só uma destas dos interpretações do que disse Jesus. Pode ser que tenhamos outras idéias, o que Jesus está dizendo é: Se queres a felicidade neste tempo, e a felicidade na eternidade, não deixes nunca uma desavença sem acertar entre ti e teu irmão. Atua imediatamente para quitar as barreiras que a ira tem levantado[28].
Eu, Porém, Vos Digo
Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento no tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. Mateus 5: 21 e 22.
Em Mateus 5:21, chegamos à primeira das seis ilustrações sobre como nossa justiça deve exceder a dos escribas e fariseus.
Em todas essas ilustrações encontramos as expressões Ouvistes que foi dito e Eu, porém, vos digo. Quem deu origem à expressão inicial foram líderes judeus como os escribas e fariseus, que tomaram a lei de Deus no AT e criaram uma tradição verbal para proteger essa lei e aplicá-la à vida do povo. Esses líderes judeus eram geralmente sinceros em seu esforço por tornar a lei significativa. Mas a sua sinceridade não os protegeu do erro.
Por isso é que Jesus Se apresenta com a expressão: Eu, porém, vos digo. Estas palavras são de importância crucial na compreensão de Mateus 5: 21 a 48, e de todo o Sermão do Monte.
Observem que Jesus não hesita em apresentar-Se como uma auto­ridade. Ele não está agindo como um rabino comum que começaria di­zendo: Há um ensino que diz...ou O rabino fulano de tal disse que... Jesus não baseia Seu ensino na autoridade de outros. Não, Ele era a autoridade no que se referia à lei.
Jesus aborda a lei não como um mero instrutor, mas como o legis­lador, Aquele que conhece a extensão e a profundidade da lei, porque Ele é o Deus que deu a lei.
Jesus Cristo não era mero homem, mero expositor da lei, ou sim­plesmente um outro profeta. Ele era infinitamente mais do que isso, e não Se envergonha de reivindicar Sua autoridade como Senhor da lei. Afinal, Ele é Deus o Filho. Embora tenha vindo em semelhança da carne do pecado, ainda fala com autoridade divina. Por isso, cada uma de Suas palavras é de capital importância para nós[29].
Dois Pontos de Vista
O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica (II Coríntios 3: 6).
Os fariseus eram excelentes na letra da lei, mas fracos no espí­rito da mesma. Eles eram perfeccionistas por excelência, e todos os perfeccionistas precisam de uma lista do que fazer e do que não fazer. Os perfeccionistas precisam tornar a lei controlável, se quiserem guar­dá-la com perfeição.
Assim, os fariseus da antigüidade, como os fariseus de nossos dias, precisam ser cuidadosos na maneira de definir o pecado. Para eles, o pecado era um ato.
Por isso, restringiam as proibições bíblicas de coisas como o homi­cídio e o adultério apenas ao ato em si. A pessoa não era pecadora en­quanto não cometesse literalmente o homicídio.
O grupo dos fariseus não só restringia o significado dos manda­mentos para tornar a perfeição possível, como também ampliava a per­missividade da lei a fim de que, por exemplo, um homem pudesse di­vorciar-se de sua esposa pelas razões mais triviais, sem ser considerado um transgressor da lei.
Jesus inverteu a tendência judaica de restringir o significado da lei e ampliar a sua permissividade. Recusou seguir as regras do jogo deles. Ele foi além da letra exterior da lei e até o seu íntimo propósito espiri­tual. Assim mostrou que a raiz do problema não é o ato, mas o pensa­mento que antecede o ato. Como resultado, até o desejo sensual por outra pessoa é pecado; até ficar irado contra outra pessoa é pecado.
Dessa maneira, Jesus destruiu o perfeccionismo fácil dos fariseus. Afinal, conquanto pessoas bem religiosas não tenham cometido o ato do homicídio ou do adultério, nenhuma delas pode dizer que jamais te­ve um pensamento sequer de ira ou de desejo.
E Jesus não apenas preencheu a profundeza espiritual do significa­do da lei; Ele também removeu a permissividade legalista que os fari­seus erigiram para proteger a própria imagem.
Neste dia, Jesus nos mostra o verdadeiro significado da Sua lei. Ele deseja que vivamos pelo espírito da lei, não simplesmente pela letra[30]
A Segunda Tábua
Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Gálatas 5: 14.
Uma coisa que se deve notar acerca das seis ilustrações de Jesus quanto ao verdadeiro significado da lei em Mateus 5: 21 a 48, é que to­das elas se originam na segunda tábua da lei. Isto é, todas elas têm a ver com o nosso amor para com outras pessoas. Nenhuma das seis se concentra principalmente em nosso amor a Deus, conforme é apresen­tado na primeira tábua da lei.
Por que é assim?, podemos nos perguntar. Por que gastar tanto tempo ilustrando a segunda tábua da lei, sem expor a primeira?
A resposta parece ser que Jesus considerava a lei como uma unida­de no sentido de que é impossível amar a Deus sem amar ao próximo. Por favor, lembre-se de que em Gênesis 3, quando Adão e Eva se rebe­laram contra Deus, eles também começaram a discutir um com o ou­tro.
Assim, a entrada do pecado significou ruptura no relacionamento tanto entre o ser humano e Deus, como entre as pessoas. Quando não estamos bem com Deus, estamos também em desigualdade uns com os outros. Isto é assim porque quando me coloco no centro da vida, vivo conforme os princípios do egoísmo.
A conversão, porém, muda tudo isso. Quando sou curado por Deus, o princípio básico de minha vida muda. Nasço de novo, com no­vo coração e nova mente. Não mais vivo conforme os princípios do egoísmo, mas conforme os princípios do amor divino.
Esse novo princípio me leva a ter consideração por você como pes­soa. Você não é mais como um objeto ou coisa para mim. Assim como eu, você é alguém por quem Cristo morreu.É impossível eu estar bem com Deus, sem estar bem com as outras pessoas. Essa é uma das grandes verdades centrais do Sermão do Monte.
A maneira como eu o trato e a maneira como você me trata é o ponto decisivo. É no relacionamento humano que vivemos nosso cris­tianismo diário. As relações humanas são o teste rigoroso que determi­na se realmente nos tornamos cristãos. Esse é o ponto que Jesus está enfatizando em Mateus 5: 21 a 48[31].
Fonte de Homicídio
Não matarás. Êxodo 20: 13.
Tenho que admitir isso. Nunca matei ninguém. E muito prova­velmente jamais matarei alguém em toda a minha vida.Esse é um pensamento confortador. Ele me faz sentir bem. É um pensamento que me faz ser honesto comigo.
Mas é muito mais do que isso. Não só jamais matei alguém, como também nunca ninguém me acusou desse ato. Acho que sou uma boa pessoa, pareço ser alguém que pelo menos em parte sabe o que faz.
Esse sentimento de justiça própria, porém, é destruído quando co­meço a ler o que Jesus fala sobre a lei. Ele me diz que não devo sequer ficar irado. Acho isso um tanto problemático, pois fico irado de vez em quando. Não gosto dessa nova teologia. Sinto-me mais confortável com minhas próprias definições. Elas me fazem sentir bem.
Mas o propósito de Jesus não é fazer-me sentir bem. É ajudar-me a compreender a natureza do pecado e minha grande necessidade de Sua graça perdoadora e habilitadora.
O que Jesus quis dizer ao mencionar que o fato de irar-se contra outra pessoa está incluído no verdadeiro significado do sexto manda­mento?
No grego existem duas palavras para ira. A primeira é thumos, e se refere àquela ira momentânea, que se inflama como a labareda em um monte de palha. É a ira que rapidamente arde e com a mesma rapidez morre. Essa não é a ira a que Jesus se refere em Mateus 5: 21.
Jesus usa a palavra orge. Orge é a ira duradoura, a ira da pessoa que nutre seu sentimento contra a outra, a ira que a pessoa acaricia e recu­sa deixá-la morrer. É a ira que busca vingança.
Essa ira, sugere Jesus, é a mesma coisa que o homicídio. É a raiz do forte sentimento do coração e da mente que leva ao homicídio. E mes­mo que não leve a cabo o ato, a pessoa que nutre a ira orge está em de­sarmonia com Deus e debaixo de juízo.
Ajuda-me neste dia, Senhor, a afastar de mim a ira destrutiva. Ajuda-me a amar os outros, assim como Tu me tens amado[32].
Irar-se é Sempre Mau?
Irai-vos e não pequeis; na se ponha o sol sobre a vossa ira. Efésios 4: 26.

Então está deixado o recado e vamos buscar as coisas de Deus para não termos como castigo a ira de Deus.

Abraços a todos e até mais.

Voei, voei voei!
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Recado 37330: ajuda 20 de February de 2015, 15:31

Postado por Patrick

Boa tarde galera , bom peço ajuda a quem aqui deste mural acessa o minhateca pois não tenho sucesso em acessar minha conta e utilizar o serviço. a quem possa me ajudar agradeço antecipadamente espero contato
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Recado 37329: caldo orgânico 20 de February de 2015, 13:53

Postado por Leandro Aves

Embora se assevere comumente que a vida surgiu de forma espontânea nos oceanos, as massas aquosas simplesmente não favorecem as combinações químicas necessárias. Explica o químico Richard Dickerson: “Por conseguinte, é difícil de ver como a polimerização [a reunião de moléculas menores para formar outras maiores] poderia ter ocorrido no ambiente aquoso do oceano primevo, uma vez que a presença da água favorece a depolimerização [desintegração das moléculas maiores em moléculas mais simples], em vez de a polimerização. O bioquímico George Wald concorda com este conceito, declarando: “A desagregação é muito mais provável, atuando, por isso, muito mais rapidamente que a síntese espontânea.” Isto significa que não haveria acúmulo de caldo orgânico! Wald crê ser este “o mais sério problema que nos defronta (i.e., aos evolucionistas)”.
Existe, porém, outro problema sério que confronta a teoria da evolução. Lembre-se, há mais de 100 aminoácidos, mas somente 20 são necessários para as proteínas da vida. Ademais, eles ocorrem em dois formatos: Algumas moléculas são “destras” e outras são “canhotas”. Se tivessem sido formadas ao acaso, como se dá na teoria do caldo orgânico, é muitíssimo provável que a metade fosse destra e a outra metade canhota. E não existe razão conhecida para que qualquer destes formatos fosse preferível nas coisas vivas. Todavia, dentre os 20 aminoácidos utilizados na produção das proteínas da vida, todos são canhotos!
Como é que, por obra do acaso, apenas as espécies especificamente necessárias se uniriam no caldo? O físico J. D. Bernal reconhece: “É preciso admitir que tal explanação . . . ainda continua sendo uma das partes mais difíceis de explicar quanto aos aspectos estruturais da vida.” Concluiu: “Talvez jamais consigamos explicá-lo.”
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Recado 37328: Vamos viver melhor: 20 de February de 2015, 12:15

Postado por Ronaldo Pires

Olá a todos, como estão vocês?
Espero que estejam muito bem!
Eu por aqui vou indo como Deus manda isto é, muito bem.

Antes de lhes trazer um bom texto quero infatisar uma coisa que talvez o texto não tenha dito sobre o dizer não, digo que quando vamos dizê-lo a alguém temos que dizê-lo apenas quando os pedidos para nós forem negativos ou quando estivermos muito ocupados e com a dica da escritora vamos nos dar muitíssimo bem na vida e agora sem mais vamos ao texto que me refiro:


Invista no poder da gentileza

:: Rosana Braga ::
Prepare-se para colher os benefícios!

O que é ser gentil?
Gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado ou meramente cumprir regras de etiqueta, porque embora possamos (e devamos) ser educados, a gentileza se trata de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo.

O que você percebeu com os números da Organização Mundial da Saúde?
Percebi, bastante entristecida, o quanto temos nos colocado numa espécie de armadilha, o quanto temos nos deixado sucumbir pelas ilusões da modernidade, o quanto temos nos perdido de nós mesmos e esquecido de nossa capacidade de agir com o coração e de valorizar aquilo que realmente nos preenche, que realmente nos faz sentir felizes e plenos. Os dados são assustadores e delicadíssimos, uma vez que a depressão tende a ser, até 2020, a segunda causa de improdutividade das pessoas, seguida apenas das doenças cardiovasculares. Além disso, distúrbios afetivos como ansiedade, depressão e transtorno bipolar crescem absurdamente, sem falar em síndrome do pânico, TOC, entre outros nomes que se tornam cada vez mais comuns entre as pessoas. Diante da indignação que esses dados me causaram, encontrei mais motivos ainda para investir na gentileza e insistir no fato de que é somente agindo de modo coerente com o que realmente desejamos da vida que poderemos viver de modo mais equilibrado e menos doentio.

Por que esquecemos de ser gentis?
A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por idéias equivocadas, que nos pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, nos tornamos mais e mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas - mesmo com aquelas que amamos - de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nem nos darmos conta disso. É por isso que, a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte e contribuir sim para um mundo melhor. Leonardo Boff tem uma frase maravilhosa que resume bem o que quero dizer: "Não serão nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida em nossas mais delicadas e íntegras ações".

Você diz no livro que ser gentil nada tem a ver com ser bobo e dizer sim a todos?
Exatamente. Ser gentil nada tem a ver com ser bobo e fazer o que todos querem que a gente faça. Muito pelo contrário: quanto mais gentil somos com as pessoas, mais gentil somos também com nossa verdade, com nossos valores. Assim, dificilmente nos aviltaremos em nome de algo que não esteja de acordo com nosso coração. Pessoas que dizem "sim" a todos estão, na realidade, reforçando uma imagem de 'vítimas da vida', alimentando um argumento de 'coitadinhas', de extremamente boas e injustiçadas. Isso não é ser gentil e demonstra mais uma dificuldade em lidar com sua própria carência do que a força ou o poder contido na gentileza. Aprender a dizer "não" nem sempre é uma tarefa simples. A gente aprende que tem de corresponder às expectativas de quem amamos, desde pequeninos; daí, quando crescemos, não sabemos dizer "não" sem nos sentirmos culpados. Daí para justificar nosso medo de dizer "não", é um pulo; afinal, é bem mais fácil transferirmos a responsabilidade de nossas limitações para o outro.

Dá pra falar 'não' sendo gentil? Como?
Não só dá como é o mais inteligente. Muitas vezes, a gente associa a palavra "não" à raiva ou à falta de gentileza, quando na verdade ela é apenas uma resposta, tão cabível quanto o "sim". Desde que seja dito com sinceridade e respeito, sabendo por que motivo você está dizendo "não", a gentileza é absolutamente coerente. O problema é que a gente já diz com culpa e, para não demonstrar, altera o tom de voz, tenta se justificar acusando o outro ou inventando pequenas mentiras que tornam a relação pesada, tensa. Basta que sejamos honestos, que nos permitamos respeitar nossos limites, que aprendamos a nos dar o direito de dizer "não". Além disso, vale um questionamento: será que é tão difícil dizer "não" porque, na verdade, você não consegue ouvir o "não" do outro? Será que esta dificuldade em negar ao outro não está a serviço de poder lhe cobrar sempre o "sim"? Enfim, lance mão de um tom de voz compreensivo e afetuoso e o seu "não" será muito mais humano e aceitável do que aquele que a gente costuma dizer gritando, acompanhado de gestos agressivos.

Que benefícios a gentileza nos traz?
Ser gentil é extremamente benéfico quando se entende que a gentileza abre portas, muda o rumo dos conflitos, facilita negociações, transforma humores, melhora as relações, enfim, propicia inúmeras vantagens tanto na vida de quem é gentil quanto na de quem se permite receber gentilezas.
No ambiente de trabalho, por exemplo, é fato que as empresas têm preferido, cada vez mais, profissionais dispostos a solucionar problemas e favorecer as conciliações. Afinal de contas, competência técnica é oferecida em universidades de todo o país, mas habilidades humanas como a gentileza são características escassas e muito bem quistas no mundo atual.

Como a gentileza interfere no nosso dia-a-dia? Nas relações de trabalho, no amor, na família?
Como disse anteriormente, a gentileza facilita todas as relações. No livro, conto a comovente história de vida do Profeta Gentileza, que viveu na cidade do Rio de Janeiro pregando a paz entre as pessoas. Ele tinha uma frase que ilustra muito bem o que chamo de "poder" da gentileza: GENTILEZA gera GENTILEZA. Do mesmo modo, o contrário também é verdadeiro. Ou seja, grosserias geram grosserias e a gente sabe que ninguém gosta de ser tratado de forma grosseira. Em minha palestra (com o mesmo título do livro), abordo os malefícios que a falta de gentileza causa em nossa saúde física, emocional e mental. Para se ter uma pequena idéia do quanto a gentileza interfere em nosso dia-a-dia, basta notar: pessoas intolerantes, briguentas e pouco ou nada gentis geralmente sofrem de enxaqueca, gastrite, ansiedade, cansaço, falta de criatividade, entre outras limitações. Sendo assim, o que podemos fazer de mais inteligente é tratar de praticar a gentileza quanto mais conseguirmos. E isso é uma escolha, antes de mais nada.

Como nasceu a idéia do tema para escrever o livro?
Eu já tratava, há algum tempo, do tema "Inteligência Afetiva", que tem muito a ver com essa capacidade de se relacionar harmoniosamente com as pessoas, sempre buscando compreender melhor como se comunicar, de que forma ser claro sem precisar ultrapassar os limites da boa convivência. Sempre busquei, inclusive, mostrar o quanto a afetividade tem a ver com o desenvolvimento da inteligência humana e de que forma isso contribui para nossa realização pessoal, profissional e amorosa. Certo dia, pensando em como abordar este tema de uma forma ainda mais fácil, me veio uma percepção muito clara: o quanto temos desaprendido a acolher o outro, a ter paciência, a compreender que cada um tem suas dificuldades, mas que todos nós desejamos apenas ser felizes... e a palavra GENTILEZA me veio na hora! Comecei a pesquisar sobre o tema e fui encontrando dados surpreendentes, o que me empolgou cada vez mais. Saí de "férias" por uns dias, como sempre faço quando vou escrever, e o resultado foi este - o livro O PODER DA GENTILEZA.

No seu livro, você dá dicas práticas de como exercitar a gentileza no dia-a-dia?
Sim, com certeza. Procurei transformar este trabalho em algo muito prático. Quero reproduzir aqui 10 dicas para facilitar a prática da gentileza. Creio que se conseguirmos incorporar pelo menos algumas dessas ações, nossa vida já se tornará bem mais leve e gostosa.

1. Tente se colocar no lugar do outro. Isso o ajuda a entender melhor as pessoas, seu modo de pensar e agir.

2. Aprenda a escutar. Ouvir é muito importante para solucionar qualquer desavença ou problema.

3. Pratique a arte da paciência. Evite julgamentos e ações precipitadas.

4. Peça desculpas. Isso pode prevenir a violência e salvar relacionamentos.

5. Pense positivo. Procure valorizar o que a situação e o outro têm de bom e perceba que este hábito pode promover verdadeiros milagres.

6. Respeite as pessoas quando elas pensarem e agirem de modo diferente de você. As diferenças são uma verdadeira riqueza para todos.

7. Seja solidário e companheiro. Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por sua realidade de vida.

8. Analise a situação. Alcançar soluções pacíficas depende de se descobrir a raiz do problema.

9. Faça justiça. Esforce-se para compreender as diferenças e não para ganhar, como se as eventuais desavenças fossem jogos ou guerras.

10. Mude a sua maneira de ver os conflitos. A gentileza nos mostra que o conflito pode ter resultados positivos e ainda tornar a convivência mais íntima e confiável.


Vamos viver bem com todos pessoal e até quando Deus quiser!


Voei, voei voei!
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Recado 37327: COMECE A AMAR 20 de February de 2015, 11:10

Postado por Gisele Cristina

Comece a amar!

“Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.” (Antoine de Saint-Exupéry)

Porque o amor é puro. Você faz tudo sem querer nada em troca, você fica feliz ao ver a outra pessoa sorrir e se entristece ao notar que aquela pessoa chora. Você perdoa os crimes mais absurdos e nunca desampara. Você confia, você ouve, você aconselha, você aceita defeitos e admira as qualidades. Você ama, simplesmente, ama e faz o bem.

Já a paixão é o delírio da posse, é quando você deseja alguém e quer uma espécie de contrato. Quando você não pode nem pensar em soltar a outra pessoa. Quando muitas vezes você se sente doentio e ridículo. – Porque ver aquela pessoa feliz não bastará a você, você precisará dela Somente para você. E só dará o que puder receber. – Quando você se apaixonar, você perderá o chão. – E paixão, paixão não convence, não sustenta e nem completa. Você sempre sentirá falta de algo, o que normalmente causa insegurança, dor e traição. A paixão não é sincera, é doentia e desonesta, ela acaba com a gente, e apesar de nos fazer voar – o tombo sempre é maior do que suportamos.

Por isso são privilegiadas aquelas pessoas que sentem o amor, porque o amor é apenas um sentimento bom, que não causa infelicidade e não prejudica o próximo. É um sentimento que agradece até a perda, que agradece até a dor. Porque quando você ama, cada coisa ruim que você passa, você entende o que não deve fazer para não machucar quem ama. Porque quando você ama, você pode até machucar, mas nunca com a intenção de ver o amado sofrer.

Porque somente pessoas de bom coração podem amar realmente, podem olhar a pessoa amada e dizer: “Vá, viva e seja feliz.”. Pode soltar quem ama, pode ajudar quem ama, pode fazer bem a quem ama – e não só a quem você ama, quando você ama você aprende a fazer o bem sem olhar a quem, aprende que amar é a coisa mais pura, fiel e que causa extrema felicidade que existe. Quando você ama, você se sente bem.

E privilegiados também, sejam aqueles que são amados. Porque aos poucos, com tanto carinho e liberdade, eles entendem que o amor cura feridas e alimenta a alma de todos. Eles entendem a vida, e começam a dar valor as coisas simples, como o amor. Porque o amor não é tão complicado como a paixão, o amor é somente amar.
Gabriella Beth Invitti
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