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Recado 39376: Boa tarde aos muralistas 19 de December de 2015, 13:05

Postado por Juliana Ferreira

Olá galera cegueta, estou passando para desejar uma boa tarde e um ótimo final de sábado para todos! Beijos e um forte abraço! Em especial para a minha amiga Cida Silva!
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Recado 39375: ótimo fim de semana a todos! 19 de December de 2015, 09:04

Postado por flávio

olá galéra desse maravilhoso mural, tudo bem com todos? espero que sim. passando só pra desejar um ótimo fim de semana a todos! fuifuifuifuifuifuifuifui!
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Recado 39374: FEITO DE MOMENTOS 19 de December de 2015, 08:22

Postado por Gisele Cristina

Feito de momentos

*Um momento doce e cheio de significado para as nossas vidas. É tempo de
repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca. É momento de
deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora
dentro de nossos corações. É sempre tempo de contemplar aquele menino
pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano
vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui. Noite cristã,
onde a alegria invade nossos corações trazendo a paz e a harmonia. O Natal
é um dia festivo e espero que o seu olhar possa estar voltado para uma
festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração. Que
neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da
palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e
transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com
muita felicidade. Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os
equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz. Teremos
outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser
plenamente felizes. Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em
sua plenitude, como se fosse o último. Que queremos renovação e buscaremos
os grandes milagres da vida a cada instante. Todo Ano Novo é hora de
renascer, de florescer, de viver de novo. Aproveite este ano que está
chegando para realizar todos os seus sonhos!*
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Recado 39373: Mito do Minotauro, lenda que gosto muito 18 de December de 2015, 21:58

Postado por Ronaldo Pires

Olá pessoal acho que irão gostar de ler estas lendas.


O
Minotauro é uma figura mitológica criada na Grécia Antiga.Com cabeça e cauda de touro num corpo de homem, esta personagem encheu o imaginário dos gregos, levando-lhes medo e terror.
De acordo com o mito, a criatura habitava num labirinto na Ilha de Creta que era governada pelo rei Minos.
O rei Minos, antes de se tornar rei de Creta, havia feito um pedido ao deus Poseidon para se tornar o rei. Poseidon aceita o pedido, mas em troca pediu a Minos que sacrifique, um lindo touro branco. Ao receber o animal, o rei ficou tão impressionado com sua beleza que resolveu sacrificar um outro touro em seu lugar, esperando que o deus não se apercebesse.
Poseidon chateado com a atitude do rei, resolveu castigá-lo!
Então, faz com que a esposa de Minos, Pasífae, se apaixonasse pelo “touro” acabando também por ficar grávida deste.
Desta união nasceu o Minotauro. Desesperado e com muito medo, Minos pediu a Dédalos que lhe construísse um labirinto gigante para prender a criatura.
O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta.
Este ordenou que fossem enviados todos os anos, sete rapazes e sete raparigas de Atenas para serem devorados pelo Minotauro.
Após o terceiro ano de sacrifícios, o herói grego Teseu resolve apresentar-se voluntariamente para ir a Creta matar o Minotauro.
Ao chegar à ilha, Ariadne (filha do rei Minos) apaixonou-se pelo herói grego e resolveu ajudá-lo, entregando-lhe um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perdesse no grandioso e perigoso labirinto. Tomando todo cuidado, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. Usou uma espada mágica, com que Ariadne o presenteara , pondo fim aquela terrível criatura.
O mito do Minotauro passou de geração em geração e era uma maneira dos gregos ensinarem o que poderia aconteceu àqueles que desrespeitassem ou tentassem enganar os deuses.
Rita Lopes nº 24

Outra versão

A lenda do Minotauro
Na mitologia grega, o Minotauro era, segundo a representação mais tradicional entre os gregos antigos, uma criatura imaginária com cabeça de um touro sobre o corpo de um homem. O autor romano Ovídio descreveu-o simplesmente como "parte homem e parte touro". Habitava o centro do Labirinto, uma elaborada construção, erguida para o rei Minos de Creta e projectada pelo arquitecto Dédalo e seu filho Ícaro, especificamente para abrigar a criatura. O sítio histórico de Cnossos, com mais de 1300 compartimentos semelhantes a labirintos, já foi identificado como o local do labirinto do Minotauro, embora não existam provas decisivas que confirmem ou desmintam tal reflexão. No mito, o Minotauro eventualmente morreu pelas mãos do herói ateniense Teseu. O Minotauro povoou o imaginário dos gregos, levando medo e terror.
Conta a lenda que o Minotauro nasceu em função de um desrespeito do seu pai ao deus dos mares, Poseidon. O rei Minos, antes de se tornar rei de Creta, fez um pedido ao deus para que ele se tornasse o rei. Poseidon aceita o pedido, mas em troca pediu que Minos sacrificasse, em sua homenagem, um lindo touro branco que sairia do mar. Ao receber o animal, o rei ficou tão impressionado com a sua beleza que resolveu sacrificar um outro touro em seu lugar, esperando que o deus não percebesse.
Furioso com a atitude do rei, Poseidon resolve castigar Minos, fazendo com que a esposa Pasífae, se apaixonasse pelo touro. Pasífae apaixonou-se de facto pelo animal e ficou grávida. Desta união nasceu o Minotauro. Desesperado e com muito medo, Minos pediu a Dédalos que construísse um labirinto gigante para prender a criatura. O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta.
Depois de vencer e dominar, numa guerra, os atenienses, que tinham matado Androceu (filho de Minos), o rei de Creta ordenou que fossem enviados todos os anos sete rapazes e sete raparigas de Atenas para serem devorados pelo Minotauro.
Após o terceiro ano de sacrifícios, o herói grego Teseu resolve apresentar-se voluntariamente para ir a Creta matar o Minotauro. Ao chegar à ilha, Ariadne (filha do rei Minos) apaixona-se pelo herói grego e resolve ajudá-lo, entregando-lhe um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perder no grandioso e perigoso labirinto. Com muita precaução, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. Usou uma espada mágica, que tinha recebido de presente de Ariadne, colocando fim áquela terrível criatura. O herói ajudou a salvar outros atenienses que ainda estavam vivos dentro do labirinto. Saíram do local seguindo o caminho deixado pelo novelo de lã.
O mito do Minotauro foi um dos mais contados na época da Grécia Antiga. Passou de geração em geração, principalmente de forma oral. Os pais contavam aos filhos, os filhos aos seus filhos e assim por diante. Era uma maneira dos gregos ensinarem o que poderia acontecer àqueles que desrespeitassem ou tentassem enganar os deuses.

João Pedro nº 18

Abraços a todos e boas festas

Voei, voei voei!
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Recado 39371: Natal, Época Alegre e Triste ao Mesmo Tempo! 18 de December de 2015, 16:19

Postado por Thiago Augusto Florentino

Olá! Boa Noite a Todos Muralistas por Aqui!
Excelente Sexta a Todos Vocês!
Olha, pensando e Refletindo Muito por aqui Hoje, pude chegar a A Seguinte Conclusão:
O Natal, é a Época Mais Alegre e ao Mesmo Tempo Mais Triste e eu explicarei o Porque Disso!
Mais Alegre por: Termos Pessoas que convivem ao Nosso Redor e Tantos Outros Amigos, Meio que de Forma Virtual estão sempre Ali, Acompanhando nossas Vitórias e Derrotas ao Decorrer do Ano e Sempre nos Apoiando no que for Necessário, claro, que de Vez em Quando, Dando aqueles Puxões de Orelha Básico, quando se Faz Preciso.
E Triste Por: A Gente, No Fundo No Fundo, da Mesma Forma que viemos a Perdoar aqueles que ao Longo do Ano nos Trouxeram Tristezas, nos Causaram Discórdias, nos Prejudicaram de Alguma Forma, mas queremos que também, sejamos Perdoados (Mais de Coração, sem ser da Boca pra Fora) por Aqueles que a Gente Por Ventura os Mautratamos, Ferimos, Enfim, causamos algum Mal sem ao Menos sequer ter a Intenção. A Gente sempre espera que estes Sejam Tocados por Deus, no seu mais Profundo Íntimo e no Cantinho mais Sensível de Seus Corações.;
Enfim, a Gente sempre tem Um Pinguinho de Esperança que Certas Pessoas, possam Vir a Evoluir Espiritualmente e Mentalmente.

Ótima Noite de Sexta-Feira a Todos e Todas por este Espaço...
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Recado 39370: Um pouco de história 18 de December de 2015, 12:23

Postado por Lucas

Prezados muralistas, recebam os meus cumprimentos.

E você, caro leitor, sabe como imperava o Direito romano?
Já ouviu falar das punições, atrozes, macabras, que marcaram o século XVIII?
Punições que representaram a força do rei e tiraram a vida de muitos inocentes. Eliminaram sonhos, plantaram violência e regaram os frutos da tirania com rios de sangue.

Para aqueles que sentirem o despertar da curiosidade, segue uma seleção de trechos extraídos do livro Vigiar e Punir, de Michel Foucault.
Tais remontam a lamentável época e, se comparados com o todo do livro, apresentam parte mínima do seu conteúdo.
Boa leitura.


[...] encontramos às vezes a reprodução quase teatral do crime na execução do culpado: mesmos instrumentos, mesmos gestos. Aos olhos de todos, a justiça faz os suplícios repetirem o crime, publicando-o em sua verdade e anulando-o ao mesmo tempo na morte do culpado. Ainda no final do século XVIII, em 1772, encontram-se sentenças como a seguinte:
Uma criada de Cambrai, que matara sua senhora, é condenada a ser levada ao lugar do suplício numa carroça usada para retirar as imundícies em todas as encruzilhadas; lá haverá uma forca a cujo pé será colocada a mesma poltrona onde estava sentada a senhora Laleu, sua patroa, quando foi assassinada; e sendo colocada lá, o executor da alta justiça lhe cortará a mão direita e em sua presença a jogará ao fogo, e lhe dará imediatamente depois quatro facadas com a faca utilizada por ela para assassinar a senhora Laleu, a primeira e a segunda na cabeça, a terceira no antebraço esquerdo, e a quarta no peito; feito o que, será pendurada e estrangulada na dita forca até à morte; e depois de duas horas seu cadáver será retirado, e a cabeça separada ao pé da dita forca sobre o dito cadafalso, com a mesma faca que ela utilizou para assassinar sua senhora, e a cabeça exposta sobre uma figura de vinte pés fora da porta da dita Cambrai, junto ao caminho que leva a Douai, e o resto do corpo posto num saco, e enterrado perto do dito poste, a dez pés de profundidade.
4) Enfim, a lentidão do suplício, suas peripécias, os gritos e o sofrimento do condenado têm, ao termo do ritual judiciário, o papel de uma derradeira prova. Como qualquer agonia, a que se desenrola no cadafalso diz uma certa verdade: mas com mais intensidade, na medida em que é pressionada pela dor; com mais rigor, pois está exatamente no ponto de junção do julgamento dos homens com o de Deus; com mais ostentação, pois se desenrola em público. O sofrimento do suplício prolonga o da tortura preparatória; nesta, entretanto, o jogo não estava feito e a vida podia ser salva; agora a morte é certa, trata-se de salvar a alma. O jogo eterno já começou; o suplício antecipa as penas do além; mostra o que são elas; ele é o teatro do inferno; os gritos do condenado, sua revolta, suas blasfêmias já significam seu destino irremediável. Mas as dores deste mundo podem valer também como penitência para aliviar os castigos do além; um martírio desses, se é suportado com resignação, Deus não deixará de levar em conta. A crueldade da punição terrestre é considerada como dedução da pena futura; nela se esboça a promessa do perdão. Mas pode-se dizer ainda: um sofrimento tão vivo não seria sinal de que Deus abandonou o culpado nas mãos dos homens? E longe de garantir uma futura absolvição, ele representa a danação iminente; enquanto que, se o condenado morre rápido, sem agonia prolongada, não é isso a prova de que Deus quis protegê-lo e impedir que ele caísse no desespero? Portanto, ambigüidade desse sofrimento que pode do mesmo modo significar a verdade do crime ou o erro dos juizes, a bondade ou a maldade do criminoso, a coincidência ou a divergência entre o julgamento dos homens e o de Deus. Daí essa extraordinária curiosidade que leva os espectadores a se comprimirem em torno do cadafalso e do sofrimento que este exibe; lêem-se aí o crime e a inocência, o passado e o futuro, este mundo e o eterno. [...] O suplício judiciário deve ser compreendido também como um ritual político. [...] O crime, além de sua vítima imediata, ataca o soberano; ataca-o pessoalmente, pois a lei vale como a vontade do soberano; ataca-o fisicamente, pois a força da lei é a força do príncipe. Pois
para que uma lei pudesse vigorar neste reino, era preciso necessariamente que emanasse diretamente do soberano, ou pelo menos que fosse confirmada com o selo de sua autoridade.
A intervenção do soberano não é portanto uma arbitragem entre dois adversários; é mesmo muito mais que uma ação para fazer respeitar os direitos de cada um; é uma réplica direta àquele que a ofendeu.
[...] O castigo então não pode ser identificado nem medido como reparação do dano; deve haver sempre na punição pelo menos uma parte, que é a do príncipe; e mesmo quando se combina com a reparação prevista, ela constitui o elemento mais importante da liquidação penal do crime. Ora, essa parte que toca ao príncipe, em si mesma, não é simples: ela implica, por um lado, na reparação do prejuízo que foi trazido ao reino (a desordem instaurada, o mau exemplo dado, são prejuízos consideráveis que não têm comparação como o que é sofrido por um particular); mas implica também em que o rei procure a vingança de uma afronta feita à sua pessoa.
O direito de punir será então como um aspecto do direito que tem o soberano de guerrear seus inimigos: castigar provém desse
direito de espada, desse poder absoluto de vida ou de morte de que trata o direito romano ao se referir ao merum imperium, direito em virtude do qual o príncipe faz executar sua lei ordenando a punição do crime.
Mas o castigo é também uma maneira de buscar uma vingança pessoal e pública, pois na lei a força físico-política do soberano está de certo modo presente:
Vemos pela própria definição da lei que ela tende não só a defender mas também a vingar o desprezo de sua autoridade com a punição daqueles que vierem a violar suas defesas.
[...] atacando a lei, o infrator lesa a própria pessoa do príncipe: ela — ou pelo menos aqueles a quem ele delegou sua força — se apodera do corpo do condenado para mostrá-lo marcado, vencido, quebrado. A cerimônia punitiva é “aterrorizante”. Os juristas do século XVIII, ao entrarem em polêmica com os reformadores, darão uma interpretação restritiva e “modernista” da crueldade física das penas: se são necessárias penas severas, é porque o exemplo deve ficar profundamente inscrito no coração dos homens. Na realidade, entretanto, o que até então sustentara essa prática dos suplícios não era a economia do exemplo, no sentido em que isso será entendido na época dos ideólogos (de que a representação da pena é mais importante do que o interesse pelo crime), mas a política do medo: tornar sensível a todos, sobre o corpo do criminoso, a presença encolerizada do soberano. O suplício não restabelecia a justiça; reativava o poder. No século XVII, e ainda no começo do XVIII, ele não era, com todo o seu teatro de terror, o resíduo ainda não extinto de uma outra época. Suas crueldades, sua ostentação, a violência corporal, o jogo desmesurado de forças, o cerimonial cuidadoso, enfim todo o seu aparato se engrenava no funcionamento político da penalidade.
Pode-se compreender a partir daí certas características da liturgia dos suplícios. E, antes de mais nada, a importância de um ritual que devia exibir seu fausto em público. Nada devia ser escondido desse triunfo da lei. Os episódios eram tradicionalmente os mesmos e no entanto as sentenças não deixavam de enumerá-los, de tal modo eles eram importantes no mecanismo penal; desfiles, paradas nos cruzamentos, permanência à porta das igrejas, leitura pública da sentença, ajoelhar-se, declarações em voz alta de arrependimento pela ofensa feita a Deus e ao rei. As questões de precedência e etiqueta eram muitas vezes reguladas pelo próprio tribunal:
Os oficiais irão a cavalo segundo a ordem abaixo: a saber, à frente os dois sargentos de polícia; em seguida o paciente: depois deste, Bonfort e Le Corre caminharão juntos à sua esquerda, e darão lugar ao escrivão que os seguirá e desta maneira irão à praça pública do grande mercado em que será executado o julgamento.
Ora, esse cerimonial meticuloso é, de uma maneira muito explícita, não só judicial mas militar. A justiça do rei mostra-se como uma justiça armada. O gládio que pune o culpado é também o que destrói os inimigos. Todo um aparato militar cerca o suplício: sentinelas, arqueiros, policiais, soldados. Pois importa, evidentemente, impedir qualquer evasão ou ato de violência; importa prevenir também, da parte do povo, um movimento de simpatia para salvar os condenados, ou uma onda de indignação para matá-los imediatamente: importa igualmente lembrar que em todo crime há uma espécie de sublevação contra a lei e que o criminoso é um inimigo do príncipe. Todas essas razões — quer sejam de precaução numa determinada conjuntura, ou de função no desenrolar de um ritual — fazem da execução pública mais uma manifestação de força do que uma obra de justiça; ou antes, é a justiça como força física, material e temível do soberano que é exibida. A cerimônia do suplício coloca em plena luz a relação de força que dá poder à lei.
[...] Como ritual da lei armada, em que o príncipe se mostra ao mesmo tempo, e de maneira indissociável, sob o duplo aspecto de chefe de justiça e chefe de guerra, a execução pública tem duas faces: uma de vitória, outra de luta. De um lado, ela é o desfecho entre o criminoso e o soberano, cujo resultado é conhecido antecipadamente; ela deve manifestar o poder sem medidas do soberano sobre aqueles que ele reduziu à impotência. A dissimetria, o irreversível desequilíbrio das forças faziam parte das funções do suplício. Um corpo liquidado, reduzido à poeira e jogado ao vento, um corpo destruído parte por parte pelo poder infinito do soberano, constitui o limite não só ideal mas real do castigo. Atesta esse fato o famoso suplício de la Massola, aplicado em Avignon, e que foi um dos primeiros a excitar a indignação dos contemporâneos: suplício aparentemente paradoxal, pois se desenrola quase inteiramente depois da morte, e a justiça não faz outra coisa que estender sobre um cadáver seu teatro magnífico, a louvação ritual de suas forças: o condenado é amarrado a um poste, com os olhos vendados; em toda a volta, sobre o cadafalso, estacas com ganchos de ferro.
O confessor fala com o paciente ao ouvido, e depois que ele lhe dá a bênção, imediatamente o executor, com uma maça de ferro, das que são usadas nos matadouros, descarrega um golpe com toda a força na têmpora do infeliz, que cai morto: no mesmo instante, o mortis exactor lhe corta o pescoço com uma grande faca, banhando-se de sangue: num espetáculo horrível para os olhos; corta-lhe os nervos até os dos calcanhares, e em seguida abre-lhe o ventre de onde tira o coração, o fígado, o baço, os pulmões pendurando-os num gancho de ferro, e o corta e disseca em pedaços que põe em outros ganchos à medida que vai cortando, assim como se faz com os de um animal. Quem puder que olhe uma coisa dessas.
Na forma lembrada explicitamente do açougue, a destruição infinitesimal do corpo equivale aqui a um espetáculo: cada pedaço é exposto no balcão.
[...] Há também alguma coisa de desafio e de justa na cerimônia do suplício. Se o carrasco triunfa, se consegue fazer saltar com um golpe a cabeça que lhe mandaram abater, ele a mostra ao povo, põe-na no chão e saúda em seguida o público que o ovaciona muito, batendo palmas.
Ao contrário, se ele fracassa, se não consegue matar como devia, é passível de punição.
[...] Deve-se conceber o suplício, tal como é ritualizado ainda no século XVIII, como um agente político. Ele entra logicamente num sistema punitivo, em que o soberano, de maneira direta ou indireta, exige, resolve e manda executar os castigos, na medida em que ele, através da lei, é atingido pelo crime.
[...] Nas cerimônias do suplício, o personagem principal é o povo, cuja presença real e imediata é requerida para sua realização. Um suplício que tivesse sido conhecido, mas cujo desenrolar houvesse sido secreto, não teria sentido. Procurava-se dar o exemplo não só suscitando a consciência de que a menor infração corria sério risco de punição; mas provocando um efeito de terror pelo espetáculo do poder tripudiando sobre o culpado:
Em matéria criminal, o ponto mais difícil é a imposição da pena: é o objetivo e o fim do processo, e o único fruto, pelo exemplo e pelo terror, quando é bem aplicada ao culpado.42
Mas nessa cena de terror o papel do povo é ambíguo. Ele é chamado como espectador: é convocado para assistir às exposições, às confissões públicas; os pelourinhos, as forcas e os cadafalsos são erguidos nas praças públicas ou à beira dos caminhos; os cadáveres dos supliciados muitas vezes são colocados bem em evidência perto do local de seus crimes. As pessoas não só têm que saber, mas também ver com seus próprios olhos. Porque é necessário que tenham medo; mas também porque devem ser testemunhas e garantias da punição, e porque até certo ponto devem tomar parte nela. Ser testemunhas é um direito que eles têm e reivindicam; um suplício escondido é um suplício de privilegiado, e muitas vezes suspeita-se que não se realize em toda a sua severidade. Todos protestam quando no último instante se retira a vítima aos olhares dos espectadores.

Extraído do livro: Vigiar e Punir, de Michel Foucault.
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Recado 39369: notícia boa para deficientes visuais 18 de December de 2015, 11:41

Postado por alexandre tavares

Cientistas criam 'luva' que ajuda cegos a enxergar
É comum que pessoas com algum tipo de deficiência visual utilizem as mãos para sentir e imaginar formatos, texturas e sensações de objetos que não podem enxergar. Um projeto de duas universidades americanas quer potencializar essa habilidade.
Cientistas da Universidade de Arkansas e da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, desenvolvem uma espécie de "luva robótica", coberta por câmeras, sensores de temperatura e pequenos microfones, que poderá fazer com que pessoas cegas possam enxerguar (de modo ainda rudimentar) os mais diversos objetos.
Trata-se de um dispositivo que será capaz de assumir a forma da mão do usuário, deixando livres algumas áreas importantes para o funcionamento das câmeras e sensores. "Será mais simples do que uma luva, e menos obstrutiva", disse Yantao Shen, chefe do desenvolvimento do projeto.
Segundo ele, a invenção ajudará não apenas deficientes visuais, mas também promoverá o avanço de tecnologias vestíveis e a autonomia de robôs. Ainda não há data para que o dispositivo seja testado ou levado ao público.
Via Engadget
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Recado 39368: ótimo final de semana. 18 de December de 2015, 10:30

Postado por Cida Silva

Boa tarde e ótimo final de semana!
Enfeite-se com margaridas e ternuras
E escove a alma com flores
Com leves fricções de esperança
De alma escovada e coração acelerado
Saia do quintal de si mesmo
E descubra o próprio jardim..
(Carlos Drummond de Andrade ). Abraço a todos!
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Recado 39367: miranda 18 de December de 2015, 09:24

Postado por nitrox

olá postadores.
disponibiliso em meu site o Miranda ng instalável.
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