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Postado por Thiago Augusto Florentino
E que ele é a Melhor Maneira da Gente poder Lutar."
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Postado por vagner pereira
Gostaria de parabeniza-los pelos comentários sobre mercado de trabalho.
Todos os pontos de vista são salutares.
Que há despreparo dos profissionais de recursos humanos, empregadores e sociedade, é fato incontestável, mas queiramos entender que o pouco que funciona dentro de um sistema capitalista está diretamente ligado a lei da oferta e da procura, e nós como parte desta sociedade temos oportunidade de procurar, se mostrar demanda.
As oportunidades que aproveitei, não vieram bater em minha porta, foram fruto de esforço físico e atitudinal que tive. Quando quis um emprego: “aos 16 anos”, entreguei curriculum. Não foi magica!
Quando quis uma certificaçãoseisigman “melhoria continua em processos”, me inscrevi no curso e me prontifiquei a Ada apitar meu próprio material.
E o mesmo ocorre na faculdade, então as coisas não são fáceis não.
Só que não deveríamos esperar que as pessoas aprendam a lidar conosco do nada. Nós somos quem precisa da adaptação, inclusão...
Alias parabéns ao amigo tales pela iniciativa “computador na redação, ótima opção”.
Que todos tenham uma ótima semana:
E para descontrair segue um vídeo reflexivo. É só colar no navegador!
https://www.youtube.com/watch?v=vA4cugDDHs4
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Postado por Roseane Rosália
Dizem que a vida é curta, mas não é verdade.
A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades.
E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança tranquila brincando de esconde-esconde.
Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando ‘NÃO’:
a viagem que não fizemos,
o presente que não demos,
a festa que não fomos,
o amor que não vivemos,
o perfume que não sentimos.
A vida é mais emocionante quando se é ator e não expectador,
quando se é piloto e não passageiro,
pássaro e não paisagem,
cavaleiro e não montaria.
E como ela é feita de instantes,
não pode nem deve ser medida em anos ou meses,
mas em minutos e segundos.
Esta mensagem é um tributo ao tempo.
Tanto aquele tempo que você soube aproveitar no passado quanto aquele tempo que você não vai desperdiçar no futuro.
Porque a vida é agora.
Não tenha medo do futuro,
apenas lute e se esforce ao máximo para que ele seja do jeito que você sempre desejou.
A morte não é a maior perda da vida.
A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.
Dalai Lama
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Postado por Lucas
Para quem gosta comer livros, o que é muito saboroso, abaixo, deixo parte de uma grande obra escrita por ele, Rousseau.
Boa leitura!
Nome do livro: Discurso Sobre a Origem da Desigualdade.
Autor: J.-J. Rousseau.
O primeiro sentimento do homem foi o de sua existência; o seu
primeiro cuidado, o de sua conservação. As produções da terra lhe forneciam
todos os socorros necessários; o instinto o levou a fazer uso delas. A fome,
outros apetites, fazendo-o experimentar, alternativamente, diversas maneiras
de existir, houve uma que o convidou a perpetuar a sua espécie; e esse pendor
cego, desprovido de todo sentimento de coração, não produzia senão um ato
puramente animal: satisfeita a necessidade, os dois sexos nunca mais se
reconheciam e o próprio filho nada mais representava para a mãe logo que podia
passar sem ela.
Tal foi a condição do homem ao nascer; tal foi a vida de um animal,
limitada primeiro às puras sensações e aproveitando apenas os dons que lhe
oferecia a natureza, longe de pensar em lhe arrancar alguma coisa. Mas, logo,
surgiram dificuldades; foi preciso aprender a vencê-las: a altura das árvores
que o impedia de alcançar os frutos, a concorrência dos animais que também
procuravam nutrir-se, a ferocidade dos que queriam a sua própria vida, tudo o
obrigou a aplicar-se aos exercícios do corpo; foi preciso tornar-se ágil,
rápido na carreira, vigoroso no combate. As armas naturais, que são os galhos
das árvores e as pedras, em breve estavam nas suas mãos. Aprendeu a vencer os
obstáculos da natureza, a combater quando necessário os outros animais, a
disputar sua subsistência aos próprios homens, ou a se compensar do que era
preciso ceder ao mais forte.
À medida que o gênero humano se estendia, as penas se multiplicavam
com os homens. A diferença dos terrenos, dos climas, das estações, forçou-os a
estabelecê-la na maneira de viver. Anos estéreis, invernos longos e rudes,
verões escaldantes, que tudo consomem, exigiram deles uma nova indústria. Ao
longo do mar e dos rios, inventaram a linha e o anzol, e se tornaram
pescadores e ictiófagos. Nas florestas, fizeram arcos e flechas, e se tornaram
caçadores e guerreiros. Nos países frios, cobriram-se de peles de animais por
eles mortos. O trovão, um visão, ou qualquer feliz acaso, lhes fez conhecer o
fogo, novo recurso contra o rigor do inverno: aprenderam a conservar esse
elemento, depois a reproduzi-lo, e enfim a preparar nele as carnes, que antes
devoravam cruas.
Essa aplicação reiterada de seres diversos a si mesmos e de uns aos
outros teve, naturalmente, de engendrar, no espírito do homem, as percepções
de certas relações. Essas relações, que exprimimos pelas palavras grande,
pequeno, forte, fraco, depressa, devagar, medroso, ousado, e outras idéias
semelhantes, comparadas quando necessário, e quase sem nisso pensar,
produziram nele, finalmente, uma espécie de reflexão, ou antes, uma prudência
0 maquinal que lhe indicava as precauções mais necessárias à sua segurança. As
novas luzes que resultaram desse desenvolvimento aumentaram a sua
superioridade sobre os outros animais, fazendo-lhe conhecê-la. Exercitou-se em
lhes preparar armadilhas, logrou-os de mil maneiras; e, embora muitos o
ultrapassassem em força no combate, ou em ligeireza na corrida, daqueles que o
podiam servir ou prejudicar, tornou-se com o tempo o senhor de uns e o flagelo
de outros. E, assim, o primeiro olhar que lançou sobre si mesmo lhe produziu o
primeiro movimento de orgulho; assim, mal sabendo ainda distinguir as ordens e
contemplando-se como o primeiro por sua espécie, preparava-se já para
pretender o mesmo como indivíduo.
Embora os seus semelhantes não fossem para ele o que são para nós, e
embora não tivesse mais comércio com eles do que com os outros animais, não
foram esquecidos nas suas observações. As semelhanças que o tempo lhe pode
fazer perceber entre eles, sua fêmea é ele mesmo, lhe fizeram julgar das que
não percebia; e, vendo que todos se conduziam como teria feito ele próprio em
circunstâncias semelhantes, concluiu que a sua maneira de pensar e de sentir
era inteiramente conforme à sua. E, essa importante verdade, bem estabelecida
em seu espírito, lhe fez seguir, por um pressentimento tão seguro e mais
pronto do que a dialética, as melhores regras de conduta que, para sua
vantagem e segurança, lhe convinha observar para com eles.
Instruído pela experiência de que o amor do bem-estar é o único
móvel das ações humanas, achou-se em estado de distinguir as raras ocasiões em
que o interesse comum lhe devia fazer contar com a assistência dos seus
semelhantes, e as mais raras ainda em que a concorrência lhe devia fazer
desconfiar deles. No primeiro caso, unia-se a eles em rebanho, ou quando muito
por uma espécie de associação livre que não obrigava a ninguém e que só durava
enquanto havia a necessidade passageira que a havia formado. No segundo, cada
qual procurava tirar suas vantagens, ou pela força aberta, se acreditava
poder, ou pela astúcia e sutileza, se se sentia mais fraco.
Eis como os homens puderam, insensivelmente, adquirir uma idéia
grosseira dos compromissos mútuos e da vantagem de os cumprir, mas somente na
medida em que podia exigi-lo o interesse presente e sensível; porque a
previdência nada era para eles; e, longe de se ocuparem com um porvir
afastado, nem mesmo pensavam no dia seguinte. Se se tratava de pegar um veado,
cada qual sentia bem que, para isso, devia ficar no seu posto; mas, se uma
lebre passava ao alcance de algum, é preciso não duvidar de que a perseguia
sem escrúpulos e, uma vez alcançada a sua presa, não lhe importava que
faltasse a dos companheiros.
É fácil compreender que tal comércio não exigia uma linguagem mais
refinada do que a das gralhas ou a dos macacos que se reúnem em bandos mais ou
menos semelhantes. Gritos inarticulados, muitos gestos e alguns ruídos
imitativos deviam compor, durante muito tempo, a língua universal;
acrescentem-se a isso, em cada região, alguns sons articulados e
convencionais, cuja instituição, como já disse, não é muito fácil explicar, e
temos línguas particulares, mas grosseiras, imperfeitas e mais ou menos como
as que ainda hoje têm diversas nações selvagens.
Percorri, como um traço, multidões de séculos, forçado pelo tempo
que se escoa, pela abundância das coisas que tenho que dizer e pelo progresso
quase insensível dos começos; porque, quanto mais lentos em se suceder eram os
acontecimentos, tanto mais estão prontos para serem descritos.
Esses primeiros progressos colocaram, finalmente, o homem ao alcance
de os fazer mais rápidos. Quanto mais o espírito se esclarecia, tanto mais a
indústria se aperfeiçoava. Logo, deixando de adormecer na primeira árvore, ou
de se retirar nas cavernas, encontraram-se certas espécies de machados de
pedras duras e afiadas que serviram para cortar a madeira, cavar a terra e
fazer cabanas de galhos, que ocorreu, em seguida, endurecer com argila e
barro. Foi a época de uma primeira revolução que formou o estabelecimento e a
distinção das famílias e que introduziu uma espécie de propriedade, de onde já
nasceram, talvez, muitas rixas e combates. Entretanto, como os mais fortes
foram, provavelmente, os primeiros a fazer alojamentos que se sentiam capazes
de defender, é de se acreditar que os fracos tenham achado mais simples e mais
seguro imitá-los do que tentar desalojá-los: e, quanto aos que já tinham
cabanas, cada qual pouco procurou apropriar-se da do vizinho, menos porque lhe
não pertencia do que lhe era inútil, não podendo apossar-se dela sem se expor
a um combate muito vivo com a família que a ocupava.
Os primeiros desenvolvimentos do coração foram o efeito de uma
situação nova que reunia em uma habitação comum os maridos e as mulheres, os
pais e os filhos. O hábito de viver coletivamente fez nascer os mais doces
sentimentos conhecidos dos homens: o amor conjugal e o amor paternal. Cada
família se torna uma pequena sociedade tanto mais unida quanto o apego
recíproco e a liberdade eram os seus únicos laços; e foi então que se
estabeleceu a primeira diferença na maneira de viver dos dois sexos, que, até
então só tinham tido uma. As mulheres tornaram-se mais sedentárias e se
acostumaram a guardar a cabana e os filhos, enquanto o homem ia procurar a
subsistência comum. Os dois sexos começaram também, por uma vida um pouco mais
suave, a perder alguma coisa da sua ferocidade e do seu vigor. Mas, se cada
um, separadamente, se tornou menos capaz de combater os animais selvagens, em
compensação foi mais fácil reunirem-se para lhes resistir em comum.
Nesse novo estado, com uma vida simples e solitária, necessidades
muito limitadas e os instrumentos que haviam inventado para as prover, os
homens, gozando de bastante lazer, empregaram-no em procurar várias
comodidades desconhecidas dos seus pais; e foi o primeiro jugo que se
impuseram sem pensar e a primeira fonte de males que prepararam para os seus
descendentes; porque, além de continuarem assim a languescer o corpo e o
espírito, tendo essas comodidades, com o hábito, perdido quase todo o seu
encanto e, ao mesmo tempo, degenerando em verdadeiras necessidades, a privação
delas se tornou muito mais cruel do que doce era a sua posse; e, infeliz por
tê-las perdido, não se era feliz possuindo-as.
Aqui se pode ver, um pouco melhor, como o uso da palavra se
estabeleceu ou se aperfeiçoou insensivelmente no seio de cada família, e pode
conjecturar-se ainda como diversas causas particulares puderam desenvolver a
linguagem e lhe acelerar o progresso, tornando-a mais necessária. Grandes
inundações ou terremotos cercaram de águas ou de precipícios cantões
habitados; revoluções do globo desarticularam e cortaram em ilhas porções do
continente. Concebe-se que, entre homens assim aproximados e forçados a viver
juntos, havia de se formar um idioma comum, antes do que entre os que erravam
livremente nas florestas da terra firme. Assim, é muito possível que, após
seus primeiros ensaios de navegação, os insulares nos tenham trazido o uso da
palavra; e é, pelo menos, muito verossímil que a sociedade e as línguas tenham
nascido das ilhas e nelas se aperfeiçoado antes de serem conhecidas no
continente. Tudo começa a mudar de face. Os homens, até então errantes nos
bosques, tendo agora situação mais fixa, aproximando-se lentamente, reúnem-se
em diversos grupos e formam, enfim, em cada região, uma nação particular,
unida pelos costumes e pelos caracteres, não pelos regulamentos e pelas leis,
mas pelo mesmo gênero de vida e pelos alimentos, e pela influência comum do
clima.
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Postado por Jaqueline melo
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Postado por Thiago Augusto Florentino
Bom, é o Seguinte, para quem não sabe, a uns 6 Dias, Criei um Blog por aqui, e todas as Postagens de Áudios/Programas/Manuais e ETC... eu Linkei Direto com Links do Google Drive, pois achei o Serviço Interessante e Resolvi Criar uma Conta na Sexta-Feira por lá.
Bom, só que está Havendo um Pequeno Probleminha; No Caso de Postagens de Podcasts que fiz por aqui, estando Dentro de Uma Pasta os Reespectivos Arquivos, quando é um Único Arquivo ou no Caso de Mais de Um Arquivo, pelos 3 Navegadores que Testei por aqui, não estão Reproduzindo os Áudios em Caso de Pastas com um Único Áudio e nem o Primeiro Áudio de Pastas que Contêm Mais de Um Arquivo, sem Contar que quando Tento Fazer o Downloads dos Reespectivos Arquivos de Áudio por aqui, o Google Drive Abre uma Página de Verificação de Vírus.
Gostaria que quem Souber ou sabe de Alguém que Saiba o que que está Acontecendo de Verdade, pudesse dar uma Mãozinha aí!
Lembrando que testei pelos 3 Navegadores (Chrome, Firefox e Explorer) e não Obtive Sucesso!
Para quem ainda não sabe, o Endereço de Meu Blog é:
http://thiagoaugustoflorentino.blogspot.com/
Acho até Interessante quem puder Entrar nos Seguintes Links:
Medida Digital, Tecnologia em Foco, Buscast e Podcast Reatech e Verificar Realmente se há ou não este Problema e caso não houver Problema Nenhum, daí posso Desconfiar que só esteja Acontecendo isso por aqui!
Fico Grato desde Já, a quem Puder e Souber como me Ajudar!
Exclente Domingo a Todos Vocês!
Fui Nessa...
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Postado por eudney
Se você tem um celular Android com dois chips, já deve ter ficado chateado por não conseguir utilizar simultaneamente duas contas no WhatsApp, não é? Na verdade, você pode sim utilizar duas contas!
Primeiro, você precisa baixar o app Disa, que gerencia diversas contas de redes sociais
Na aba de Configurações, clique em adicionar serviço e no gerenciador de plugins clique em WhatsApp. Depois que o download for concluído, reinicie o app
Em adicionar serviço, coloque o número que você deseja usar no WhatsApp
Depois de inserir o código para validação recebido via SMS ou ligação, clique em 'submit'
Quando o status do WhatsApp estiver como 'executando' o serviço já estará ativo
Agora, você pode usar uma conta do WhatsApp no próprio aplicativo do serviço e outra via o app Disa.
fonte: http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/fotos/dois-whatsapp-no-mesmo-celular-descubra-como-utilizar-duas-contas-no-mesmo-aparelho-android-27112015#!/foto/1
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Postado por Gisele Cristina
A vida tem duas faces: Positiva e negativa O passado foi duro mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria Que eu possa dignificar Minha condição de mulher, Aceitar suas limitações E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes Aceitei contradições lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo Aprendi a viver.
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Postado por Cida Silva
Tenham umaabençoada semana! Que não nos falte saúde, paz, amor, perseverança e coragem para ir em busca de nossos sonhos!
Deixo um forte abraço a todos e beijinhos em cada coração.
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Postado por miler
Entre outras mil coisas valiosas, o autor aí ensina que em toda carreira profissional, majestosa ou humilde, há dois conjuntos de conhecimentos, diferentes e incomunicáveis entre si, que o cidadão tem de dominar para alcançar algum sucesso.
O primeiro refere-se, naturalmente, ao objeto ou propósito da tarefa a desempenhar. Se o sujeito trabalha numa fábrica de sabonetes, tem de saber algo sobre sabonetes. Se é enfermeiro, algo sobre corpos humanos, doenças e remédios. Se é legislador, juiz ou advogado, algo sobre leis. Se é escritor ou jornalista, algo dos assuntos sobre os quais escreve e do idioma que emprega. E assim por diante.
O segundo conjunto de conhecimentos, que não pode ser deduzido do primeiro e tem de ser adquirido independentemente, ensina como o cidadão tem de tratar os colegas, os chefes e o público para sobreviver e, se possível, subir na hierarquia profissional.
São códigos de conduta explícitos ou implícitos, modos de falar, hábitos compartilhados, táticas de lisonja e arte da intriga, alianças grupais, projeção da imagem pessoal, etc. etc. Inclui mesmo, por incrível que pareça, a técnica de preservar um pouco da própria dignidade no meio dessas manobras.
Zinoviev não dá um nome distinto a cada um dos conjuntos, mas, para simplificar, direi que se trata, respectivamente, de requisitos objetivos e subjetivos para o desempenho profissional.
Essa dupla série de exigências é universal e incontornável, mas o peso respectivo das duas ordens de fatores varia de sociedade para sociedade e, é claro, em diferentes áreas da mesma sociedade.
Onde tudo funciona bem e com rentabilidade máxima, o fator subjetivo está subordinado ao objetivo e suas exigências não pesam muito sobre o desempenho de patrões e empregados. As pessoas sobem ou descem na hierarquia conforme sirvam bem ou mal às finalidades do empreendimento. O sucesso segue e reflete a competência, que por sua vez pode ser mensurada objetivamente.
Numa economia de mercado, descontadas as eventuais distorções, como por exemplo os efeitos da propaganda enganosa que pode simular competência e funcionalidade onde não existe nenhuma, as coisas tendem naturalmente a tomar o rumo da competição objetiva.
O produto melhor e mais barato é bem aceito pelo público, e é melhor e mais barato porque na empresa produtora a objetividade no desempenho prevaleceu sobre os jogos políticos internos.
Numa economia altamente estatizada, onde a sorte das empresas depende menos da aceitação popular que dos favores do governo, a ordem se inverte.
Se os produtos e serviços são ruins, os consumidores não têm mesmo os meios de reclamar, mas um sorriso ou uma cara feia do chefe – numa escala que vai do subgerente de departamento aos altos postos do governo federal – podem decidir o sucesso ou fracasso de uma carreira.
A medida de capacidade e eficiência torna-se cada vez mais subjetiva, e as competições políticas, as intrigas de grupos, os jogos de imagens se tornam a principal ocupação de todos.
Não é preciso dizer que, nessas circunstâncias, a situação real da economia e da sociedade torna-se cada vez mais evanescente, e só o que permanece visível aos olhos de todos é a hierarquia dos prestígios, o brilho ou obscuridade das imagens, as simpatias e antipatias, a subida ou descida de indivíduos e grupos na escala da fama.
A sociedade torna-se um teatro, e cada um dos agentes sociais e políticos um ator, um farsante.
Esse fenômeno pode chegar a extremos de insanidade que o cidadão comum mal consegue imaginar. Hoje sabe-se, por exemplo – Zinoviev não o menciona, mas é uma confirmação brutal do seu diagnóstico --, que toda a economia estatal soviética, que professava ser o suprassumo do controle racional em oposição ao alegado “caos” da economia de mercado, se baseava em estatísticas inteiramente imaginárias, concebidas para projetar uma boa imagem do governo e não para dar aos governantes uma visão adequada do que estava acontecendo.
A sociedade era guiada por cegos que não se incomodavam de não ver nada, só ligavam para o como eram vistos. Não é preciso, na verdade, levar em conta nenhum outro fator para compreender a rapidez com que o sistema desabou. O todo-poderoso regime soviético não era um ídolo de pés de barro. Era uma estátua inteira de barro, pintada de bronze.
No Brasil, com certeza, ainda não chegamos a esse ponto, no que diz respeito à economia. Malgrado algumas falsificações ocasionais, ainda podemos saber mais ou menos o que se passa na realidade: quanto produzimos, quanto vale o dólar, quanto devemos, quanto nos roubaram, etc. etc.
Mas saiam um pouco do âmbito da economia, e verão que em tudo o mais reina, absoluto e irrefreável, o poder do subjetivismo galopante. A realidade não tem a menor chance, só o que conta é a impressão, a boniteza da imagem, a moderação pseudo-elegante das palavras, o culto das aparências tranquilizantes e das receitas anestésicas.
Sabemos, por exemplo, que 50% dos formandos das nossas universidades são analfabetos funcionais, mas, quando um sujeito se apresenta como professor disto e daquilo na faculdade não sei das quantas, ainda o rodeamos de salamaleques e rapapés, sem notar que, em cinqüenta por cento dos casos, o que ele está nos mostrando é um certificado de analfabetismo funcional.
As universidades tornaram-se fábricas de imbecis, mas continuam a ser respeitadas como usinas do saber, sem que ninguém pense em questionar a sua função na sociedade ou submetê-las a um cálculo de custo-benefício.
Sabemos que um governo reprovado pela quase totalidade da população continua no poder com a ajuda de uma oligarquia financeira voraz e de uma classe política na qual os representantes se voltam frontalmente contra os representados, mas continuamos falando em “estabilidade das instituições democráticas”, como se estas não tivessem se convertido precisamente no seu oposto.
Sabemos que, no país onde vigora talvez o mais rígido sistema de desarmamento civil no mundo, onde até mesmo brinquedos em forma de armas são proibidos, a taxa de homicídios cresce sem parar e já está chegando a 70 mil vítimas por ano. Já faz dez anos que o povo, mostrando estar ciente desse descalabro, votou maciçamente pela liberação dos portes de armas, mas o Congresso, a Presidência da República e a grande mídia continuam fazendo de conta que não sabem disso, que nunca ouviram falar nem da matança contínua nem do plebiscito.
Todos sabemos que o PT foi colocado no poder para salvar da extinção o movimento comunista no continente e montou para esse fim o mais formidável esquema de corrupção de que se tem notícia no mundo, mas até agora a quase totalidade dos heróicos oradores que denunciam a roubalheira insiste em falar genericamente de “corrupção”, culpando fatores sociológicos anônimos para não dar nomes aos bois.
Sobretudo para não mencionar o nome proibido: Foro de São Paulo. O sr. Hélio Bicudo, que alguns espertalhões exumaram da lata de lixo da História para fazer dele o novo herói do antipetismo, chega ao paroxismo da desconversa ao apontar, como causa de toda a safadeza, a “herança do nepotismo português”, enquanto outros preferem falar do “mercantilismo”, da “Contra-Reforma”, isto quando não culpam o capitalismo pelos crimes dos comunistas no poder.
As falsidades do dia refletem a deformidade intelectual profunda das "classes falantes" no Brasil. Na investigação de qualquer fenômeno político-social, conforme aprendi com Georg Jellinek, a regra mais elementar é distinguir e articular os atos voluntários e a confluência acidental de fatores gerais e anônimos.
No Brasil, a regra é esconder os primeiros sob os segundos. Ações que têm uma autoria clara e determinada, atestada em documentos e confissões, são explicadas por forças sociológicas impessoais, dissolvendo, assim, a figura dos autores. Quando você ouve falar em "corrupção endêmica", nepotismo português" e coisas do gênero para explicar o Petrolão, você está certamente ouvindo um idiota ou um charlatão.
O Petrolão, assim como o resto da roubalheira petista, foi planejado com décadas de antecedência para dar à esquerda o controle hegemônico da sociedade brasileira e salvar da extinção o movimento comunista em outros países, debilitado pela queda da URSS.
Fatores mais genéricos podem ter sido usados apenas como causas ocasionais suplementares dentro de uma ação racionalmente planejada e executada. Apelar a esses fatores para explicar o império do crime criado pelos petistas é como atenuar as culpas de um estuprador atribuindo-as ao fenômeno geral da atração entre os sexos. Pode-se fazer isso por idiotice ou por vigarice genuína. Por nenhum outro motivo.
Por que as pessoas agem assim? Por que políticos, professores, jornalistas, desviam os olhos dos fatos mais gritantes e preferem apelar a generalidades ocas empacotadas em chavões já gastos e esvaziados pelo tempo?
É que o Brasil já se tornou a sociedade disfuncional descrita por Zinoviev, onde cada um só pensa no papel a desempenhar perante os chefes, os colegas e o público, consumindo nisso todas as suas energias, sem querer nem poder mais prestar atenção aos fatores objetivos.
É o reino do subjetivismo desvairado, o império da “boa impressão”, onde os fatos não têm vez e os problemas, em vez de focos de atenção sincera, se tornam apenas pretextos para um desempenho teatral.
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