Vamos lá! Poste recados com quaisquer tipos de assuntos, notícias globais, declarações de amor, e muito mais!
Neste espaço, o objetivo é proporcionar uma grande interatividade entre todos postadores e visitantes. Sempre que possível, estaremos postando comunicados com informações úteis.
Antes de postar, clique aqui para ler Nosso Regulamento.
Regulamento atualizado em: 30 de Janeiro de 2016.
Para ir direto ler as mensagens aperte a tecla Alt + 5 ou Clique Aqui!
Temos ao total: 41689 recados postados.
Para buscar um recado, preencha o campo abaixo:
Cegueta.com - © 2026 - Todos os direitos reservados.
Postado por Geraldo Borges
Esta poesia intitulada de “Gargalhada de caveira”, do maior mestre poeta repentista cantador do mundo Pedro Bandeira, nos conduz a uma reflexão profunda dos nossos valores terrenos.
I
Certa noite de insônia e de mistério
Desengano, fantasma, amor e pranto,
Destinei-me a entrar num campo- santo
Pra sentir do destino grande império.
Palmilhando no vasto cemitério
Eu tremia no ar como um balão,
Apalpava pedaços de caixão,
Cova fresca, torrões, cabelos e ossos,
Cruz quebrada, rosário e outros troços
Que o destino atirava pelo chão.
II
Em estado de decomposição,
Eu sabia que havia em alguns túmulos,
Corpos frágeis perdendo seus acúmulos
Na rotina da vil putrefação,
Flores murchas, farrapos de cordão,
Indicavam sinais que morreu gente.
Pedacinhos de velas, cera quente
Diziam-me que a morte e muito séria
Inimiga carrasca da matéria
De quem pensa que e forte eternamente.
III
Como eu, ainda tinha algum vivente,
Lagartixa, morcegos e corujas,
Entre as fendas das catacumbas sujas,
Num fantástico assombroso e diferente,
Epitáfios mostravam claramente
Os valores de mil anos atrás.
Velhas fitas, coroas, de metais
Pareciam pedaços de objetos
Entre vermes, bagaços e insetos
Que só prestam, pra o lixo e nada mais.
Vi na triste cidade dos mortais,
IIII
Um sapato sem dono e um tamanco
Um retrato manchado, um lenço branco,
Como símbolo fiel de amor e paz.
E provocando que ali somos iguais
Uma velha caveira abria as mãos,
Entre os restos mortais de outros cristãos,
Com a boca de osso escancarada
Como quem em eterna gargalhada
Reclamava a franqueza dos irmãos.
IV
Crânio, tórax, coluna, pés e mãos.
Inda estavam ligados pelos nervos,
Tendo a terra estragado outros acervos
Que sustentam crianças e anciãos.
Entre crentes, católicos e pagãos,
Eu não sei de quem era essa caveira,
Oleada coberta de poeira
Nos balanços do vento se tremia,
E nos acenos parece que dizia:
Ame ao próximo que a vida e passageira.
VI
Numa longa risada zombeteira,
O sinistro esqueleto como um louco,
Gargalhava a sorrir fazendo pouco
Dos problemas da vida rotineira.
O orgulho, a inveja, a voz grosseira,
A perfídia, o ódio e a maldade,
Prepotência, rancor, perversidade,
Valentia, calúnia e arrogância,
São lagartas ceifando a substancia
Da floresta feliz da humanidade.
VII
Roubo, vício, vingança e vaidade,
Quem pratica não pode estar liberto,
Sua alma pesada não da certo
No fiel da balança da verdade.
O carinho, a meiguice, a lealdade,
Confundem-se vibrando a mesma luz.
Uns vestidos em trapos e outros nus,
Todo homem morrendo e transformado,
Como um líquido que sai purificado
Das palavras da boca de Jesus.
VIII
Tresloucado abracei os ossos nus,
No mais alto e profundo nervosismo
Delirando no amor do cristianismo
Atirei-me nos braços duma cruz,
Assombrado gritando por Jesus,
Angustiado com pena dessa gente,
Que não ri, que não ama, que não sente,
Que não sofre da vida seus ressábios
Quando a terra comer seus negros lábios
Vivera gargalhando eternamente.
Autor: Pedro Bandeira
0 curtiram
Postado por Lucas
Tudo bem? Tudo em ordem? Espero que sim.
Saibam que o importante da vida é levar a vida com alegria, com paz, amor, e não pode faltar, obviamente, aquele desejo de vencer todos os dias, amar, sorrir, cantar, todos os dias; por que? Porque não sabemos qual será o nosso último dia nesta jornada.
Postei no dropbox um conto em áudio intitulado A Igreja Do Diabo, cujo autor chama-se Machado de Assis.
Já conhece? Talvez já, dado que a obra é antiga.
Sejamos francos. Não trata-se de algo tão precioso, mas que, sem dúvida, consegue prender nossos ouvidos por alguns minutos.
Caso queira baixar ou apenas ouvir, utilize o link abaixo:
https://dl.dropboxusercontent.com/s/960uqkp2pe0nc8a/a-igreja-do-diabo-machado-narrado-leo-rossi.mp3?dl=1
Observação
O áudio está no servidor; até quando, não sei.
Assim que necessário poderá ser removido, portanto, se quer baixar, não deixe para amanhã o que pode fazer agora.
Boa semana.
Até a próxima!
0 curtiram
Postado por Gisele Cristina
às variações, como um barco sem bússola,
amargando derrotas e mais derrotas.
Direcione-se.
Forme pensamentos para cima, para o mais alto,
com a intenção de vencer, descobrir o seu valor,
afirmar-se, conseguir o maior ânimo possível.
Quanto mais você toma uma boa direção e nela
permanece, mais a vida responde como você quer.
Acione a sua capacidade,
ame mais e firmará a evolução.
Viva o dia de hoje com a mente
positiva e ele será um alicerce para amanhã.
Os seus pés são mais confiantes
quando você sabe o caminho.
Lourival Lopes
Extraído de "Otimismo todo dia"
0 curtiram
Postado por Rodrigo Baldo
Desejo ótima terça-feira para todos com muita energia, alegria e disposição!
Quem conhece a Biblioteca de São Paulo?
Ela é bem acessível e fica na cidade de São Paulo (capital) no Parque da Juventude.
Tem várias atividades sobre bons livros!
Convido você para visitar a maravilhosa biblioteca!
Abraços!
Energia total!
0 curtiram
Postado por Danilo
vez, o vírus Zika na saliva humana. A pesquisa foi publicada pela revista Eurosurveillance.
Segundo os pesquisadores, liderados pelo professor Giorgio Palù, o vírus estava em uma paciente na faixa dos 20 anos, que apresentava os sintomas típicos
da doença, como febre, mialgia, conjuntivite e erupções cutâneas, depois de ter retornado de uma viagem à República Dominicana, no mês de janeiro.
Palù disse que o grupo está monitorando italianos que retornaram de países que enfrentam um surto da doença, como Brasil e a Polinésia Francesa.
O Zika havia sido isolado em outros fluídos humanos, como no leite materno, na urina e no sêmen e, por causa disso, sua transmissão foi relacionada às
relações sexuais. O pesquisador informou que é cedo para determinar que seja possível fazer a transmissão da doença pela saliva.
Fonte: Agência Brasil
0 curtiram
Postado por Geraldo Borges
Rei dos Reis, Gênio dos Gênios
Senhor todo soberano,
Daí – me força, inspiração,
Esclarecendo meu plano
Pra falar de um animal
Amigo do ser humano.
X
Estrela que me guia,
Luz da minha existência,
Também conto com vocês,
Consedei–me inteligência,
Pra falar desse animal
Que desafia a ciência.
X
Caneta, papel na mão,
E já munido de rima,
Lembrando certo ser,
Que pouca gente estima
Porém tem grande importância
Na história Nordestina.
X
Bicho esse que além
De ajudar o Sertão,
Contribuiu claramente
Na história da Nação,
E também fez grande feito
Em prol da religião.
X
Pra resumir o roteiro
O leitor fique atento,
Esse importante animal
Merece reconhecimento,
Por isso que vou mostrar
Todo O Valor do Jumento.
X
O jumento é um animal
Que tem um pequeno porte,
Trabalha com um cabresto,
Uma esteira no congote,
E por cima uma cangalha,
Com mais quatro cambiçote.
X
Tem uma Cia que pega
Por baixo dele acochando,
Um rabicho ao pé do rabo,
Todo tempo incomodando,
Dum lado e doutro uma carga
Botam pra ele ir levando.
X
O nome varia sempre
Do dono que tem um gosto,
Baleco, Jubileu,
Apaixonado, Cravo Roxo,
Rouxinol, Possante, Jegue,
Ou então é de Arrocho.
X
Depende também da cor
E da marcha que ele bate,
Tem apelido de Mancha,
Terno Branco, Abacate,
Flor do Campo, Marchador,
Ou até Cú de Alicate.
X
Seguindo em frente o assunto
Já no desenvolvimento,
Vou começar bem de longe
Com o início dos tempos,
Mostrando o quanto ajudava
A força de um jumento.
X
Depois de posto as rédeas
E de ser domesticado,
Sua força era preciso,
Pra lidar com o pesado,
Em todo trabalho duro
Ele estava do lado.
X
Mesmo na Grécia Antiga
Ele lá já existia,
Ajudava o homem pobre
Mas, do lazer não curtia,
Inclusive o Imperador
Dele tinha serventia.
X
Da Grécia pra cá nós vamos
Um pouquinho mais além,
Para Roma, Galiléia,
Bater em Jerusalém,
Lugares em que o jumento
Trabalhava em prol do bem.
X
Era bom no que fazia
Sempre juntinho do povo,
Obedecendo ao dono
Nem precisava de estorvo,
Com ele veio mudanças
Melhoras em tempo novo.
X
O jumento tem no lombo
Um sinal feito em cruz,
Pois nele montou – se um homem
Que marchou rumo à luz,
Pra nos mostrar o caminho
O nome dele é Jesus.
X
Foi construída a Nação
Que diz ter Ordem e Progresso,
E hoje se glorifica
Propagando seu sucesso,
Só não lembra que o Jegue
Fez parte desse processo.
X
Quantas vezes o homem
Pegou o seu animal,
Botava estrada a fora
Levando um peso brutal,
Comboios por todo Estado
Por um preço desigual.
X
No Nordeste o jumento
Já sofreu escravidão,
Mais nunca negou o sustento
Da família, dando o pão,
Trabalhava e às vezes
Recebia ingratidão.
X
No Nordeste, o jumento
Sofria com o seu dono,
Se o fazendeiro os tratasse
Com certo ar de abandono,
Só veria o que comer
Em sonhos, no próprio sono.
X
Jumento o qual me faz
Escrever com atenção,
Foi quem também inspirou
O Grande Rei do Baião,
A ele fez homenagem
Com uma composição.
X
Animal que suporta
A prolongada estiagem,
Que aguenta a maior
De toda e qualquer viagem,
Que junto ao sertanejo
Enfrenta a desvantagem.
X
Acompanha o homem simples,
Com seu rincho marca a hora,
Rincha quando é pra ir,
Rincha para vim embora,
Não tem paradeiro certo
A distância ele ignora.
X
De burro não tem nada
É muito inteligente,
Não turva a água que bebe
É um animal descente,
Burro é o ser humano
Nem pra isso é consciente.
X
Leva peso e não reclama,
Mais isso ainda é pouco,
Passa sede, passa fome,
É tratado como louco,
De tanto rinchar socorro,
Já está ficando rouco.
X
Ajuda no roçado,
Bota água pra beber,
Carrega a lenha que vai
Cozinhar o de-comer,
Puxa a carroça, coitado,
Sem nada poder dizer.
X
Serve ainda de transporte
Para quem quer passear,
Leva o agricultor
Aonde for trabalhar,
Traz a colheita pra casa
Sem nenhum frete cobrar.
X
É também a brincadeira
Do menininho mimado,
Tem uma figura importante
Na cultura do reisado,
E que faz abrir o riso
Daquele que é mais zangado.
X
Findando aqui a história
Deixo uma pergunta ao leitor,
Depois do que foi passado
Algo lhe foi chamador,
De atenção, e pergunto
O Jumento tem valor?
X
A meu vê, claro que sim,
Só se deve ter cuidado,
Prender eles pra não ver
Morto ou atropelado,
Ou em forma de linguiça
Vendida lá no mercado.
X
Meu tempo está esgotado
Só quero ter a certeza,
Que vão zelar o jumento
Sem usar de malvadeza,
O jumento é nosso irmão
Diz a lei da natureza.
(fim)
Autor: Roseno de Oliveira Rodrigues.
Lisieux, Santa Quitéria – CE.
Data: 27/07/2009
0 curtiram
Postado por Cida Silva
Forte abraço para você! Aos demais muralistas sintam também abraçado.
0 curtiram
Postado por renato raposo
espero voltar e visitar este espaço diariamente. apenas o comodismo me afastou daqui. estive tambem quase sem notebook. pois meu filho tem sete anos e ocupa ele quase sempre que eu o desejo.
estou trabalhando o dia inteiro e a noite não tenho tanta disposição, para notebook, é claro...
até mais...
0 curtiram
Postado por Gisele Cristina
Resista, ao enfrentar dificuldades no lar, estar sem dinheiro
até para o insignificante, haver perdido oportunidades,
sentir-se debaixo de pressões, carregar a velha mágoa,
a dor insistente, o parente difícil, a incompreensão da
pessoa amada, ver o tempo passar sem fazer nada de útil.
Se crer em objetivos mais altos, colocar valores na alma
e pensar positivamente, tudo isso não é nada.
A força das dificuldades terá sido mais fraca
do que a resistência e não causará sofrimento.
Uma mente grande é como um caminhão
grande, transporta maior peso.
Lourival Lopes
Extraído de "Otimismo todo dia"
0 curtiram
Postado por Arnaldo
0 curtiram