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Recado 40206: vamos refletir! 31 de March de 2016, 09:33

Postado por joão batista oliveira marques

A HONESTIDADE NÃO TEM PREÇO

A história é comovente. Fala de uma honestidade a toda prova, e é
contada por Vladimir Petrov, jovem prisioneiro de um campo de concentração
no nordeste da Sibéria.

Vladimir tinha um companheiro de prisão chamado Andrey.

Ambos sabiam que daquele lugar poucos saíam com vida, pois o alimento que
se dava aos prisioneiros políticos não tinham por objetivo mantê-los
vivos por muito tempo.

A taxa de mortalidade era extremamente alta, graças ao regime de fome e
aos trabalhos forçados. E como é natural, os prisioneiros, em sua
maioria,
roubavam tudo quanto lhes caía nas mãos.

Vladimir tinha, numa pequena caixa, alguns biscoitos, um pouco de manteiga
e açúcar - coisas que sua mãe lhe havia mandado clandestinamente, de
quase três mil quilômetros de distância.

Guardava aqueles alimentos para quando a fome se tornasse insuportável. E
como a caixa não tinha chave, ele a levava sempre consigo.

Certo dia, Vladimir foi despachado para um trabalho temporário em outro
campo.

E porque não sabia o que fazer com a caixa, Andrey lhe disse: deixe-a
comigo, que eu a guardo. Pode estar certo de que ficará a salvo comigo.

No dia seguinte da sua partida, uma tempestade de neve que durou três
dias
tornou intransitáveis todos os caminhos, impossibilitando o transporte
de provisões.

Vladimir sabia que no campo de concentração em que ficara Andrey, as
coisas deviam andar muito mal.

Só dez dias depois os caminhos foram reabertos e Vladimir retornou ao
campo.


Chegou à noite, quando todos já haviam voltado do trabalho, mas não
viu Andrey entre os demais.

Dirigiu-se ao capataz e lhe perguntou:

- Onde está Andrey?

- Enterrado numa cova enorme junto com outros tantos prisioneiros -
respondeu
ele. Mas antes de morrer pediu-me que guardasse isto para você.

Vladimir sentiu um forte aperto no coração.

- Nem minha manteiga nem os biscoitos puderam salvá-lo, pensou.

Abriu a caixa e, dentro dela, ao lado dos alimentos intactos, encontrou um
bilhete dizendo:

"Prezado Vladimir. Escrevo enquanto ainda posso mexer a mão. Não sei se
viverei até você voltar, porque estou horrivelmente debilitado. Se eu
morrer, avise a minha mulher e meus filhos. Você sabe o endereço.

Deixo as suas coisas com o capataz. Espero que as receba intactas."

Andrey.

..............................

Ser honesto é dever que cabe a toda criatura que tem por meta a
felicidade.


E a fidelidade é uma das virtudes que liberta o ser e o eleva na direção
da luz.

Uma amizade sólida e duradoura só se constrói com fidelidade e
honestidade
recíprocas.

Somente as pessoas honestas e fiéis possuem a grandeza d'alma dos que
já se contam entre os espíritos verdadeiramente livres.

meditem e mudem vossa maneira de ser.
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Recado 40205: A importância do sorriso 31 de March de 2016, 08:43

Postado por joão batista oliveira marques

A importância do sorriso

O sorriso não é o mesmo que o riso. Separa-os um fosso tão grande como o
que separa as lágrimas silenciosas, diante de um desgosto, dos gritos histéricos
e lancinantes de quem não sabe dominar-se. Bergson escreveu: "O riso é
algo que irrompe num estrondo e vai retumbando como o trovão na montanha, num eco
que, no entanto, não chega ao infinito". O sorriso, pelo contrário é
silencioso como chuva mansa que cai e fertiliza a terra ou como brisa
suave que acaricia
e refresca o rosto. Enquanto o riso é extroversão, o sorriso desvenda
delicadamente o interior de quem sorri.
O poder do sorriso é grande, e saber sorrir é algo de muito importante.
Antoine de Saint-Exupéry diz: "No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo
como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele".
O sorriso traduz, geralmente, um estado de alma; é um convite a entrar na
intimidade de alguém, a participar do que lhe vai no íntimo. É por isso que o
homem é o único animal que sorri; e, como é dotado de inteligência e
vontade, pode sorrir quando tudo vai bem ou sorrir mesmo que as coisas corram menos
bem, - tudo se resume na harmonia interior.
O sorriso é o que primeiro acontece quando um rapaz e uma rapariga se olham
e se enamoram. Não sabem explicar por que se enamoram, mas é-lhes impossível
deixar de sorrir um para o outro, num sorriso cúmplice de quem não precisa
de palavras para dizer o que sente. Se o enamoramento continua vem a fase em
que, juntos, acham graça a tudo, sem prestarem atenção a nada do que os
rodeia. Então, por vezes o seu sorriso muda-se em riso estrondoso, mas cristalino
manifestando toda a força da sua juventude. Se o enamoramento leva ao namoro
e este ao amor que conduz ao casamento estável, então saber sorrir é fundamental
para vencer o desgaste da rotina do dia a dia e para evitar o afastamento de
dois seres que, vivendo muito perto, estão interiormente afastados - não estão em sintonia.
É pois muito importante saber sorrir. Um sorriso pode dissipar uma angústia,
se for simpático, ou aumentá-la se for sarcástico; pode estimular um trabalho,
se for de aprovação, ou desanimar quem trabalha se for cínico; pode criar
uma amizade, se for sincero e transparente, ou um afastamento se for hipócrita;
pode humilhar de modo irreversível se não for autêntico e espontâneo.
O sorriso pode ser um grande auxiliar na educação. Não o sorriso que pactua
com a asneira, mas o sorriso que acompanha uma repreensão justa e que
mostra ao visado que, apesar da dureza e firmeza da repreensão, há amizade e compreensão.
Sorrir, porém, pode ser uma tarefa difícil. A dor e o cansaço tornam, por
vezes, o sorrir muito árduo. Se há fortaleza interior então há sorriso, mas dorido.
Perguntaram um dia a uma doente em grande sofrimento: "Como te sentes?". A
resposta foi desconcertante: com um sorriso-dorido respondeu: "dói-me tudo".
Mas como anda desvirtuado o sorriso! Será que podemos chamar sorriso o que
vemos no rosto dos que assinam os "tratados de paz e cooperação"? Não, o
que vemos não passa de um esgar.
E termino com uma frase que vinha num calendário de bolso que me deram:
"Não critique, ajude; não grite, converse;
não acuse, ampare e... não se irrite, sorria".
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Recado 40204: vamos refletir! 31 de March de 2016, 08:12

Postado por joão batista oliveira marques

ola galera!
bon dia a todos.
A HONESTIDADE DO TAXISTA:

Aquele dia tinha tudo para ser mais uma jornada comum na vida de
Santiago Gori, taxista argentino de 49 anos.
Ele pegou uma corrida de quatro quarteirões e deixou um casal de
aposentados em seu destino, na cidade de La Plata, a 60km de Buenos
Aires.
Mais uma corrida ruim - pensou ele. Em seguida, pegou outra passageira,
que o avisou que havia uma mala no banco de trás.
Após deixá-la em seu destino, Santiago abriu a maleta, e viu um monte de
dinheiro - mais precisamente, 130 mil pesos - o equivalente a uns 70 mil
reais.
Paramos a narrativa aqui para refletir e perguntar: O que você faria no
lugar do taxista? O que passaria em sua cabeça? Qual seria sua atitude?
Vejamos como ele resolveu:
Santiago Gori, imediatamente, ao vislumbrar todo aquele dinheiro,
pensou: Mas isso não é meu!
Seu próximo passo foi devolver a pequena fortuna aos verdadeiros donos,
o casal que ele tinha transportado antes.
O casal, aliviado, em retribuição, concedeu apenas um Você é um santo!
Porém, a história não terminaria aí, e ficaria mais interessante.
Sensibilizados pela história de Santiago, dois publicitários criaram
espontaneamente uma campanha em prol do taxista.
Pretendiam arrecadar exatamente a mesma quantia devolvida por ele.
A iniciativa foi um sucesso e Santiago, o taxista generoso, recebeu o
equivalente a 130 mil pesos.
Vale a pena analisar o fato sob vários aspectos.
Primeiro, sem dúvida, a honestidade e generosidade do taxista. São
pessoas assim que mantêm neste mundo a decência e a honradez.
Em segundo, a comoção que causou nas pessoas, a ponto de dois estranhos
terem espontaneamente se envolvido numa proposta inusitada.
Destaca-se a generosidade dos dois publicitários, mas também a de cada
um que, sabendo da história, resolveu dar sua contribuição.
Foram todas contribuições anônimas, que buscavam premiar a atitude nobre
daquele homem.
Percebamos o potencial do bem neste mundo. Fala-se tanto do poder do
mal, como ele arrasta e seduz os seres, mas se esquece de que o bem
tem potência muito superior.
Se resolvêssemos, muitos de nós, investir no bem, em atos nobres, em
campanhas, etc, perceberíamos quanto poderíamos transformar este mundo
radicalmente.
Alguns já começaram. Levantaram suas bandeiras destemidas e desprendidas
e trouxeram sua contribuição.
Anônimos do trabalho voluntário que se doam, sem alarde, sem exigir nada
em troca. Doam-se, pois já têm dentro de si a bondade que os faz
atuantes na comunidade onde vivem.
Anônimos de gestos nobres como este lembrado há pouco, que já têm dentro
de si a naturalidade do bem.
Madre Teresa de Calcutá, um nobre exemplo de trabalhadora do bem, certa
feita afirmou:
Sei que meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele o oceano seria
menor.
Pensemos... Pensemos sobre nossas atitudes, sobre as gotas de amor que
já podemos depositar sobre o oceano da vida.
MENSAGENS PARA OS AMIGOS:
"A VIDA É PARA QUEM TOPA QUALQUER PARADA, E NÃO PARA QUEM PÁRA EM
QUALQUER TOPADA."
"SE EU NÃO VIVO PARA SERVIR, EU NÃO SIRVO PARA VIVER".
"GUARDAR RESSENTIMENTOS É COMO TOMAR VENENO E ESPERAR QUE A OUTRA PESSOA
MORRA".
"OS MAIS RICOS NÃO SÃO OS QUE TEM MAIS; SÃO AQUELES QUE PRECISAM DE
MENOS".
"AS PESSOAS MAIS FELIZES NÃO SÃO AQUELAS QUE TEM O MELHOR DE TUDO, MAS
SIMPLESMENTE FAZEM O MELHOR DE TUDO O QUE TEM".
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Recado 40203: muintobom 31 de March de 2016, 07:43

Postado por nitrox

Olá, você ai
ainda não tem o atalho muintobom ?
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com ele ai você entra rápido
e não precisa digitar, apenas
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Recado 40202: bom dia 31 de March de 2016, 07:38

Postado por Edson

Aprenda a deixar no passado as coisas menos importantes, as mágoas e as frustrações. Só assim você poderá se concentrar na beleza e nas conquistas reservadas pelo futuro. Bomdia! visite . i conhessa a radio bomgosto fm. www.radiobomgostofm.com.br Para o orlando entre encontatocomigo que tenho os referidos escríptes para lhe passar.skype edson.taborda1 e o imail é este da postagen.
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Recado 40201: apartidario. 31 de March de 2016, 06:22

Postado por vagner pereira

Se analisarmos sem bandeiras na mão, sem a passional motivação partidária. Veremos que nosso país sempre teve problemas democráticos, políticos, econômicos e maus feitos oriundos da corrupção.
Poucos são os personagens que se envolvem neste nicho sem algum interesse extremamente particular e ambicioso.
Hoje o povo diz que está revoltado, apenas porque foram escancarados os problemas e os chicanismos utilizados rotineiramente na área.
Temos livre acesso a talvez meio portento da realidade, de tudo que estão fazendo com a maquina publica, mas também não temos ideia do que foi feito há tempos atrás, em épocas que a informação não era de veiculação viral.
É fato que precisamos do ponto de vista econômico, que a atual mandataria seja destituída. Para vermos as noticias de que a economia irá começar a se movimentar positivamente novamente, mas quem nos senários atuais está qualificado para atender os anseios vigentes?
Precisamos sim de mudanças, mas não é só para agora! Todo sistema eleitoral precisa de reforma, gestor publico, deveria ter plano de carreira e prazo determinado de atuação na área... Merecimento técnico.
Nos tramites atuais, tudo continua sendo lixo, com presidenta ou sem, continuaremos o vicioso ciclo.
Esta é minha sórdida opinião, que não precisa de compreensão, nem aprovação. Apenas fora colocada como as dos demais...
Abraço e até mais!
Com o fogo que se queima, também se ilumina. Queimemos nossas queixas, iluminemos nossas vidas!
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Recado 40200: Água mole em pedra dura tanto bate até que fura! 31 de March de 2016, 01:15

Postado por Ronaldo Pires

Melhor que não haja o golpe que parece assombrar o governo que foi o único a fazer pelos pobres.
Havendo golpe não resta mais nada a enfrentar senão uma batalha civil pois o erro deixará tudo aqui no Brasil em se tratando de política a saber que não existe quem governe em paz e por fim guerra é necessário.
Não haverá golpe.
E os golpistas que parem de chorar.
Fora psdb.
Acredito que se houver o golpe não temos mais democracia e é o fim da política democrática do nosso país.

Vivemos uma ameaça de golpe instalado no país e deve ser retirado imediatamente que são os golpistas.


Voei voei voei!
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Recado 40199: scripts 30 de March de 2016, 16:49

Postado por orlando

gente seguinte meu pc deu perda total preciso dos seguintes scripts: para o Skype atrasado como o scripts Skype 6.22 ou 7 e o scripts para calar o jaws no dosvox, fico grato a quem me ajudar.
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Recado 40198: drummond de andrade 30 de March de 2016, 16:10

Postado por renato raposo

ei galera.
repito aqui um poema que me leva às lágrimas por seu realismo e proximidade com minha história de família. com a feliz diferença que meus pais ainda vivem:

ENCONTRO

Meu pai perdi no tempo e ganho em sonho.
Se a noite me atribui poder de fuga,
sinto logo meu pai e nele ponho
o olhar, lendo-lhe a face, ruga a ruga.
Está morto, que importa? Inda madruga
e seu rosto, nem triste nem risonho,
é o rosto antigo, o mesmo. E não enxuga
suor algum, na calma de meu sonho.
Ó meu pai arquiteto e fazendeiro!
Faz casas de silêncio, e suas roças
de cinza estão maduras, orvalhadas
por um rio que corre o tempo inteiro,
e corre além do tempo, enquanto as nossas
murcham num sopro fontes represadas.

A MESA

E não gostavas de festa. ..
Ó velho, que festa grande
hoje te faria a gente.
E teus filhos que não bebem
e o que gosta de beber,
em torno da mesa larga,
largavam as tristes dietas,
esqueciam seus fricotes,
e tudo era farra honesta
acabando em confidencia.
Ai, velho, ouvirias coisas
de arrepiar teus noventa.
E dai, não te assustávamos,
porque, com riso na boca,
e a nédia galinha, o vinho
português de boa pinta,
e mais o que alguém faria
de mil coisas naturais
e fartamente poria
em mil terrinas da China,
já logo te insinuávamos
que era tudo brincadeira.
Pois sim. Teu olho cansado,
mas afeito a ler no campo
uma lonjura de léguas,
e na lonjura uma rês
perdida no azul azul,
entrava-nos alma a dentro
e via essa lama podre
e com pesar nos fitava
e com ira amaldiçoava
e com doçura perdoava
(perdoar é rito de pais,
quando não seja de amantes).
E, pois, todo nos perdoando,
por dentro te regalavas
de ter filhos assim. . . Puxa,
grandissíssimos safados,
me saíram bem melhor
que as encomendas. De resto,
filho de peixe. . . Calavas,
com agudo sobrecenho
interrogavas em ti
uma lembrança saudosa
e não de todo remota,
e rindo por dentro e vendo
que lançaras uma ponte
dos passos loucos do avô
à incontinência dos netos,
sabendo que toda carne
aspira à degradação,
mas numa via de fogo
e sob um arco sexual,
tossias. Hem, hem. meninos,
não sejam bobos. Meninos?
Uns marmanjos cinqüentões,
calvos, vividos, usados,
mas resguardando no peito
essa alvura de garoto,
essa fuga para o mato,
essa gula defendida
e o desejo muito simples
de pedir à mãe que cosa,
mais do que nossa camisa,
nossa alma frouxa, rasgada.. .
Ai, grande jantar mineiro
que seria esse. . . Comíamos,
e comer abria fome,
e comida era pretexto.
E nem mesmo precisávamos
ter apetite, que as coisas
deixavam-se espostejar,
e amanhã é que eram elas.
Nunca desdenhe o tutu.
Vá lá mais um torresminho.
E quanto ao peru? Farofa
há de ser acompanhada
de uma boa cachacinha,
não desfazendo em cerveja,
essa grande camarada.
Ind’outro dia. . . Comer
guarda tamanha importância
que só o prato revele
o melhor, o mais humano
dos seres em sua treva?
Beber é pois tão sagrado
que só bebido meu mano
me desata seu queixume,
abrindo-me sua palma?
Sorver, papar: que comida
mais cheirosa, mais profunda
no seu tronco luso-árabe,
e que bebida mais santa
que a todos nos une em um
tal centímano glutão,
parlapatão e bonzão!
E nem falta a irmã que foi
mais cedo que os outros e era
rosa de nome e nascera
em dia tal como o de hoje
para enfeitar tua data.
Seu nome sabe a camélia,
e sendo uma rosa-amélia,
flor muito mais delicada
que qualquer das rosas-rosa,
viveu bem mais do que o nome,
porém no íntimo claustrava
a rosa esparsa. A teu lado,
vê: recobrou-se-lhe o viço.
Aqui sentou-se o mais velho.
Tipo do manso, do sonso,
não servia para padre,
amava casos bandalhos;
depois o tempo fêz dele
o que faz de qualquer um;
e à medida que envelhece,
vai estranhamente sendo
retrato seu sem ser tu,
de sorte que se o diviso
de repente, sem anúncio,
és tu que me reapareces
noutro velho de sessenta.
Este outro aqui é doutor,
o bacharel da família,
mas suas letras mais doutas
são as escritas no sangue,
ou sobre a casca das árvores
Sabe o nome da florzinha
e não esquece o da fruta
mais rara que se prepara
num casamento genético.
Mora nele a nostalgia,
citadino, do ar agreste,
e, camponês, do letrado.
Então vira patriarca.
Mais adiante vês aquele
que de ti herdou a dura
vontade, o duro estoicismo.
Mas, não quis te repetir.
Achou não valer a pena
reproduzir sobre a terra
o que a terra engolirá.
Amou. E ama. E amará.
Só não quer que seu amor
seja uma prisão de dois,
um contrato, entre bocejos
e quatro pés de chinelo.
Feroz a um breve contacto,
à segunda vista, seco,
à terceira vista, lhano,
dir-se-ia que êle tem medo
de ser, fatalmente, humano.
Dir-se-ia que êle tem raiva,
mas que mel transcende a raiva,
e que sábios, ardilosos
recursos de se enganar
quanto a si mesmo: exercita
uma força que não sabe
chamar-se, apenas, bondade.
Esta calou-se. Não quis
manter com palavras novas
o colóquio subterrâneo
que num sussurro percorre
a gente mais desatada.
Calou-se, não te aborreças.
Se tanto assim a querias,
algo nela inda te quer,
à maneira atravessada
que é própria de nosso jeito.
(Não ser feliz tudo explica.)
Bem sei como são penosos
esses lances de família,
e discutir neste instante
seria matar a festa,
matando-te — não se morre
uma só vez, nem de vez.
Restam sempre muitas vidas
para serem consumidas
na razão dos desencontros
de nosso sangue nos corpos
por onde vai dividido.
Ficam sempre muitas mortes
para serem longamente
reencarnadas noutro morto.
Mas estamos todos vivos.
E mais que vivos, alegres.
Estamos todos como éramos
antes de ser, e ninguém
dirá que ficou faltando
algum dos teus. Por exemplo:
ali ao canto da mesa,
não por humilde, talvez
por ser o rei dos vaidosos
e se pelar por incômodas
posições de tipo gauche,
ali me vês tu. Que tal?
Fica tranqüilo: trabalho.
Afinal, a boa vida
ficou apenas: a vida
(e nem era assim tão boa
e nem se fêz muito má).
Pois êle sou eu. Repara:
tenho todos os defeitos
que não farejei em ti,
e nem os tenho que tinhas,
quanto mais as qualidades.
Não importa: sou teu filho
com ser uma negativa
maneira de te afirmar.
Lá que brigamos, brigamos,
ôpa! que não foi brinquedo,
mas os caminhos do amor,
só amor sabe trilhá-los.
Tão ralo prazer te dei,
nenhum, talvez. . . ou senão,
esperança de prazer,
é, pode ser que te desse
a neutra satisfação
de alguém sentir que seu filho,
de tão inútil, seria
sequer um sujeito ruim.
Não sou um sujeito ruim.
Descansa, se o suspeitavas,
mas não sou lá essas coisas.
Alguns afetos recortam
o meu coração chateado.
Se me chateio? demais.
Esse é meu mal. Não herdei
de ti essa balda. Bem,
não me olhes tão longo tempo,
que há muitos a ver ainda.
Há oito. E todos minúsculos,
todos frustrados. Que flora
mais triste fomos achar
para ornamento de mesa!
Qual nada. De tão remotos,
de tão puros e esquecidos
no chão que suga e transforma,
são anjos. Que luminosos!
Que raios de amor radiam,
e em meio a vagos cristais,
o cristal deles retine,
reverbera a própria sombra.
São anjos que se dignaram
participar do banquete,
alisar o tamborete,
viver vida de menino.
São anjos; e mal sabias
que um mortal devolve a Deus
algo de sua divina
substância aérea e sensível,
se tem um filho e se o perde.
Conta: quatorze na mesa.
Ou trinta? serão cinqüenta,
que sei? se chegam mais outros,
uma carne cada dia
multiplicada, cruzada
a outras carnes de amor.
São cinqüenta pecadores,
se pecado é ter nascido
e provar, entre pecados,
os que nos foram legados.
A procissão de teus netos,
alongando-se em bisnetos,
veio pedir tua bênção
e comer de teu jantar.
"Repara um pouquinho nesta,
no queixo, no olhar, no gesto,
e na consciência profunda
e na graça menineira,
e dize, depois de tudo,
se não é, entre meus erros,
uma imprevista verdade.
Esta é minha explicação,
meu verso melhor ou único,
meu tudo enchendo meu nada.
Agora a mesa repleta
está maior do que a casa.
Falamos de boca cheia,
xingamo-nos mutuamente,
rimos, ai, de arrebentar,
esquecemos o respeito
terrível, inibidor,
e toda a alegria nossa,
ressecada em tantos negros
bródios comemorativos
(não convém lembrar agora),
os gestos acumulados
de efusão fraterna, atados
(não convém lembrar agora),
as fina-e-meigas palavras
que ditas naquele tempo
teriam mudado a vida
(não convém mudar agora),
vem tudo à mesa e se espalha
qual inédita vitualha.
Oh que ceia mais celeste
e que gozo mais do chão!
Quem preparou? que inconteste
vocação de sacrifício
pôs a mesa, teve os filhos?
quem se apagou? quem pagou
a pena deste trabalho?
quem foi a mão invisível
que traçou este arabesco
de flor em torno ao pudim,
como se traça uma auréola?
quem tem auréola? quem não
a tem, pois que, sendo de ouro,
cuida logo em reparti-la,
e se pensa melhor faz?
quem senta do lado esquerdo,
assim curvada? que branca,
mas que branca mais que branca
tarja de cabelos brancos
retira a côr das laranjas,
anula o pó do café,
cassa o brilho aos serafins?
quem é toda luz e é branca?
Decerto não pressentias
como o branco pode ser
uma tinta mais diversa
da mesma brancura. . . Alvura
elaborada na ausência
de ti, mas ficou perfeita,
concreta, fria, lunar.
Como pode nossa festa
ser de um só que não de dois?
Os dois ora estais reunidos
numa aliança bem maior
que o simples elo da terra.
Estais juntos nesta mesa
de madeira mais de lei
que qualquer lei da república.
Estais acima de nós,
acima deste jantar
para o qual vos convocamos
por muito — enfim — vos querermos
e, amando, nos iludirmos
junto da mesa
vazia.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
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Recado 40197: A ESTRELA VERDE 30 de March de 2016, 11:12

Postado por joão batista oliveira marques

A ESTRELA VERDE

Era uma vez... Milhões e milhões de estrelas no céu. Havia estrelas de
todas as cores.: brancas, lilazes, prateadas, douradas, vermelhas,
azuis.

Um dia, elas procuraram o Senhor Deus, Todo-Poderoso, o Senhor Deus do
Universo e disseram-lhe:

- Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra, entre os homens.

- Assim será feito, respondeu Deus. Conservarei todas vocês pequeninas,
como são vistas, e podem descer à Terra.

Conta-se que naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas
se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar e correr com
os vagalumes, no campo, outras misturaram-se aos brinquedos das crianças
e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passado algum tempo,
as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o Céu, deixando
a Terra escura e triste.

- Por que voltaram? perguntou Deus, a medida que elas chegavam ao Céu.

- Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita
miséria, muita desgraça, muita fome, muita violência, muita guerra,
muita maldade e muita doença.

E o Senhor lhes disse:

- Claro, o lugar real de vocês é aqui no Céu. A Terra é o lugar do
transitório, daquilo que se passa, do ruim, daquele que cai, daquele que
erra, daquele que morre, é onde nada é perfeito. Aqui no Céu, é o lugar
da perfeição. O lugar onde tudo é imutável, onde tudo é eterno, onde
nada padece.

Depois de chegarem todas as estrelas e conferindo o seu número, Deus
falou de novo:

- Mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho?

Um anjo, que estava perto retrucou:

- Não, Senhor. Uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu
que seu lugar é exatamente onde existe imperfeição, onde há limites,
onde as coisas não vão bem.

- Mas que estrela é essa? Voltou Deus a perguntar.

- Por coincidência, Senhor, era a única estrela dessa cor.

- E qual é a cor dessa estrela? insistiu Deus.

E o anjo disse:

- A estrela é verde, Senhor. A estrela verde do sentimento de esperança.

E quando então olharam para a Terra, a estrela não estava só.

A Terra estava novamente iluminada, porque havia uma estrela verde no
coração de cada pessoa. Porque o único sentimento que o homem tem e Deus
não tem é a esperança. Deus já conhece o futuro, e a esperança é própria
da natureza humana. Própria daquele que cai, daquele que erra, daquele
que não é perfeito, daquele que ainda não sabe como será seu futuro.
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