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Postado por Lucas
Grande honra é a minha em passear todos os dias pelo Mural Cegueta e feliz verificar que aos poucos todos retornam.
Desejo a todos um bom final de semana. Um final de semana de paz, de amor, de luz, de alegria e reflexões.
Muitos de nós talvez conversamos bastante com nossos familiares, com os amigos, com os colegas e vizinhos, porém não guardamos cinco minutos para dialogar com o nosso próprio eu, o que é um grande pecado.
Talvez a maior injustiça que perpetramos conosco seja isso, dedicar a nós tão miserável atenção.
Não deixe sua vida para amanhã, pois o amanhã será resultado do hoje.
Tantas vezes reclamamos da sorte, da vida, dos problemas, todavia esquecemos que somos o autor da nossa própria história, e que nossa história é construída letra por letra, frase por frase, parágrafo por parágrafo, que vários juntos formam uma página, e várias delas escritas formam um livro; um livro que pode ser atraente ou pavoroso, e que a qualquer tempo, frisa-se, a qualquer tempo, felizmente pode ser modificado.
Não estou falando de apagar o passado, porque nos é impossível, mas que podemos a partir de hoje começar a escrever uma nova história.
Como? Muito simples!
Podemos utilizar a letra (a) para escrever amor, substituindo o velho a de amargura, e assim, letra por letra, frase por frase, parágrafo por parágrafo e página por página, logo teremos um novo livro, um livro novo, guardião de uma nova história!
Isso, caro leitor, não é conto de fadas, é realidade.
Aos amigos e amigas que aqui marcam presença, o meu grande e sincero abraço.
Até a próxima!
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Postado por fabio
○Quando eu disse, eu preciso de você
○Você disse que estaria sempre comigo
○Não fui eu quem mudou, foi você
○E agora você se foi
○Você não sabe que agora que você se foi
○E eu fui deixado aqui sozinho
○Então eu tenho que ir atrás de você1
○E implorá-la para que volte pra casa
○Você não precisa dizer que me ama
○Apenas seja o meu ombro amigo
○Você não precisa ficar pra sempre
○Eu vou entender
○Acredite em mim, acredite em mim
○Não consigo evitar de te amar
○Acredite em mim, eu nunca vou te prender
○Sozinho apenas com as lembranças
○A vida parece morta e surreal
○Só sobrou a solidão
○Não sobrou nada para sentir Elvis Presley - You Don't Have To Say You Love Me
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Postado por fabio
O Seu Amor
A Josie está passando férias bem longe
Venha aqui e vamos conversar
Tantas coisas que quero dizer
Você sabe que eu prefiro garotas um pouco mais velhas
Só quero usar o seu amor esta noite
Não quero perder o seu amor esta noite
Não me restam muitos amigos com quem conversar
Ninguém está por perto quando estou com problemas
Você sabe que eu faria qualquer coisa por você
Passe a noite aqui, mas não conte para ninguém
Só quero usar o seu amor esta noite
Não quero perder o seu amor esta noite
Tento fazer as minhas mãos pararem de tremer
Algo na minha mente não está fazendo sentido
Faz um tempo que não ficávamos sozinhos
Não consigo esconder como estou me sentindo
Quando for embora, você poderia fechar a porta, por favor?
E não se esqueça do que eu disse a você
Só porque você está certa, isso não significa que eu esteja errado
Mais um ombro para chorar
Só quero usar o seu amor esta noite
Não quero perder o seu amor esta noite
Só quero usar o seu amor esta noite
Não quero perder o seu amor esta noite
Apenas quero usar o seu amor esta noite
Não quero perder o seu amor esta noite
Perder o seu amor
Perder o seu amor
Perder o seu amor
Original
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Postado por Edinalva
todos bem?
Passo apenas para desejar um ótimo final de semana a todos e deixar um carinhoso abraço a todos os amigos e frequentadores deste espaço.
Dayana, também aprecio uma boa leitura. Qualquer dia postarei mais dicas de livros aqui.
ah, qualquer coisa posso te enviar o livro.
Agora vou indo.
Fiquem todos na paz e tenham uma excelente noite!
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Postado por aparecida
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Postado por Celso
dor; que as dores físicas doem menos que as da alma; que ser ofendido entristece, mas ofender entristece mais ainda; que guardar ressentimentos atraem
doenças; que por mais abandonados que nos sintamos nunca estamos sozinhos; que o mundo segue o seu curso normal, independentemente das nossas ilusões;
que a vida se torna generosa quando a encaramos com amor; que sempre há uma relação entre o que oferecemos e o que recebemos em troca; que as nossas
verdades só têem valor se vivermos de acordo com elas; e que nossa consciência sempre estará conosco, aconteça o que acontecer.
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Postado por Gisele Cristina
do púlpito, o pregador, de coração inflamado.
Se falava verdades incontestes, sofria, porém
pela boca da esposa a lhe dizer: -
"Você só é bom por fora. Você não é o que prega."
Ele deveria provar com atos o que dizia, mas
deixou-se dominar por essas críticas e a
duvidar da veracidade das suas afirmações.
Atingido, entregou-se à mudez, abandonou o
púlpito e, em pouco tempo, ei-lo à mesa
de um bar, embriagando-se.
Era mais uma vítima da crítica.
Não dê valor à crítica destrutiva
para que ela não vire verdade.
Lourival Lopes
Extraído de "Otimismo todo dia"
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Postado por dayana
hoje vou ficar devendo mais uma vez a música.
como o calor ta grande e a umidade baixa por aqui.a asma acabou me fazendo uma visitinha hoje e não tive tempo de procurar uma música legal pra postar a letra aqui.
espero que amanhã dê certo.
edinalva.você me fez ficar com vontade de ler esse livro.deixa só eu acabar o que tou lendo.que vou procurar esse.
se tem uma coisa que gosto muito mesmo é ler.uma pena que a maioria dos livros que leio não tem em braille.
bom.agora vou indo ou melhor correndo pra inalação.inté procês.kkk
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Postado por fabio
Eu tenho estado sozinho com você dentro da minha mente
E nos meus sonhos eu beijei seus lábios mil vezes.
As vezes eu vejo você passando na minha porta
Olá, sou eu quem esta procurando?
Eu posso ver isto em seus olhos
Posso ver isto em seu sorriso
Você é tudo que eu sempre quis, e meus braços estão abertos
Você sabe o que dizer
Você sabe o que fazer.
E eu quero muito te dizer que eu te amo
Eu espero ver a luz do sol nos seus cabelos
E te dizer muitas vezes o quanto eu me importo
Algumas vezes eu sinto que meu coração vai transbordar
Olá, eu só quero que você saiba
Porque eu imagino onde você está
E eu imagino o que você está fazendo,
Você está em algum lugar sentindo-se sozinha, ou alguém está te amando?
Diga-me como ganhar seu coração
Eu ainda não descobri a maneira
Mas deixe eu começar dizendo, eu amo você
Olá, sou eu quem esta procurando?
Porque eu imagino onde você está
E eu imagino o que você está fazendo,
Será que você em algum lugar se sentindo só ou alguém esta amando você?
Diga-me como ganhar seu coração
Eu ainda não descobri a maneira
HelloLionel Richie
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Postado por Edinalva
Como estão todos?
Espero que bem.
Hoje passo para deixar uma dica de leitura a quem se interessar. Trata-se do livro Um longo caminho para casa, de Danielle Steel.
Uma história que embora fictícia, é muito mais comum do que se imagina e nos remete a uma importante reflexão, sobre qual seria ou tem sido a nossa atitude com relação à violência sofrida por muitas de nossas crianças.
Vale apena ler!
Segue sinopse e um trechinho do livro.
UM LONGO CAMINHO PARa CASA
Aos sete anos de idade, Gabriella Harrison se sente um estorvo na vida dos pais. Ela acredita, segundo lhe dizem, que é a culpada pelo rancor da mãe e pelo fracasso de seu pai ao tentar protege-la. Seu mundo é uma mistura confusa de terror, traição e dor. E seus familiares, na vida aristocrática que levam, não conhecem limites nem respeito por ninguém. Gabriella sabe que não existe um lugar seguro para se esconder.
Depois do fracasso do casamento deles e seu abandono para ser criada num convento, o único refugio da menina é o que ela escreve. Apenas suas histórias imaginárias são um subterfúgio para a enorme solidão que a consome.
Quando resolve se tornar freira, uma grande reviravolta esta prestes a acontecer. Gabriella se envolve com um padre e se vê novamente numa situação de conflito e sofrimento. Após uma terrível tragédia que os envolve a jovem vai para Nova York e, como única forma de se recuperar e se sentir definitivamente liberta dos traumas e problemas que a assombram decide encarar o passado de frente.
Mais um romance emocionante da autora de O fantasma, Entrega especial e Maldade.
Um relógio tiquetaqueava ruidosamente no corredor, enquanto Gabriella Harrison permanecia em silêncio, na escuridão absoluta do closet repleto de casacos pesados, que arranhavam seu rosto quando ela comprimia o corpo magro de seis anos o mais que podia entre eles. Ela tropeçou num par de botas de inverno da mãe, ao tentar ir mais para o fundo do closet. Sabia que ali ninguém a encontraria. Já se escondera antes nesse lugar, que sempre fora um bom esconderijo, onde nunca pensavam em procurá-la, principalmente agora, no auge do verão nova-iorquino.
O ar era asfixiante ali; os olhos arregalados no escuro, a menina esperava, mal ousando respirar, enquanto ouvia passos abafados aproximando-se a distância. O ruído áspero dos saltos da mãe retumbou ao passar diante da porta, como um trem expresso cruzando estrondosamente a cidade; ela quase podia sentir com alivio o ar soprar seu rosto, dentro do closet abarrotado. Gabriella permitiu-se respirar novamente, por um breve instante, e então tornou a prender o fôlego, como se até mesmo o som de sua respiração pudesse atrair a atenção da mãe. Já aos seis anos, ela sabia que a mãe tinha poderes sobrenaturais. Que podia encontrá-la em qualquer lugar, quase como se fosse capaz de detectar seu cheiro, a atração da mãe ao filho inevitável, fatal, os olhos profundos e castanho-escuros capazes de tudo ver, tudo saber. Gabriella sabia que, independente de onde se escondesse, a mãe acabaria por encontrá-la. Mas se escondia assim mesmo, pelo menos tinha de tentar, para escapar da mãe.
Gabriella era pequena para sua idade, o tamanho e o peso abaixo da média, e tinha um quê de duende, com imensos olhos azuis e os cachos louros e macios. As pessoas que não a conheciam bem diziam que parecia um anjinho. Tinha um ar assustado a maior parte do tempo, como um anjo que houvesse caído na Terra, sem saber o que esperar daqui. Nada do que havia encontrado em seus breves seis anos de vida era o que poderiam lhe ter prometido no céu.
Os saltos dos sapatos da mãe tornaram a passar por ali matraqueando, pisando o chão com mais força dessa vez. Gabriella soube instintivamente que a busca havia se intensificado. O closet de seu próprio quarto a essa altura já estaria revirado, assim como também o armário debaixo das escadas, atrás da cozinha, o alpendre fora da casa, no jardim. Moravam numa casa estreita no East Side, com um jardim pequeno e bem-cuidado. A mãe odiava o trabalho de jardinagem, mas um japonês vinha duas vezes por semana para aparar as plantas, cortar o pequeno trecho de grama e manter o jardim em ordem. Mais do que qualquer outra coisa, a mãe odiava bagunça, odiava barulho, odiava sujeira, odiava mentiras, odiava cachorros e, acima de tudo, Gabriella tinha motivos para suspeitar, odiava crianças. As crianças mentiam, dizia a mãe, faziam barulho e estavam sempre sujas. A toda hora, ela mandava que Gabriella não se sujasse, que ficasse em seu quarto e que não incomodasse ninguém. A menina não tinha permissão para ouvir rádio ou brincar com lápis de cores, pois, quando o fazia, sempre deixava tudo sujo da tinta dos lápis.
Certa vez, tinha estragado seu melhor vestido. Isso fora quando o pai estava longe de casa, num lugar chamado Coréia. Ele ficara dois anos por lá e voltara no ano anterior. Ainda tinha um uniforme num canto do fundo do armário, Gabriella vira uma vez, quando estava se escondendo. Os botões eram brilhantes e lustrosos, e o tecido arranhava. Nunca vira o pai vestido com ele. Seu pai era um homem alto e magro, e bonito, com olhos da mesma cor dos seus, cabelos louros, também como os seus, só um pouquinho mais escuros. E, em sua volta da guerra, pensou que ele parecia o Príncipe Encantado da história da Cinderela. A mãe parecia-se com a rainha de alguns dos livros de história que Gabriella lia. Era bonita e elegante, mas estava sempre zangada. Coisinhas pequenas importunavam-na muito, como a maneira de Gabriella comer, principalmente quando espalhava migalhas por toda parte ou derrubava um copo. Uma vez, derramara suco no vestido da mãe. Fizera muitas coisas nesses anos que não deveria fazer.
Lembrava-se de todas elas, sabia o que eram e esforçava-se para não repeti-las, mas não podia evitar. Não queria aborrecer ninguém, não queria que a mãe ficasse zangada com ela. Não era de propósito que se sujava, deixava as coisas caírem no chão ou esquecia o chapéu na escola. Eram acidentes, ela sempre explicava, os olhos imensos implorando misericórdia à mãe. Mas, por mais que se esforçasse, por algum motivo as coisas erradas sempre aconteciam.
Os saltos altos e finos tornaram a passar pelo closet, desta vez mais devagar, e Gabriella sabia o que isso significava. A busca estava chegando ao fim. Restava o último dos esconderijos, e agora era apenas uma questão de tempo antes que a mãe a encontrasse. A criança com os olhos imensos pensou em entregar-se, às vezes a mãe lhe dizia que não teria sido punida se tivesse tido coragem bastante para fazê-lo. Na maioria das vezes, porém, ela não tinha. Tentara aquilo uma ou duas vezes, mas era sempre tarde demais, dizia a mãe; se tivesse confessado antes, teria sido diferente. Teria tudo sido diferente se Gabriella se comportasse adequadamente, se respondesse quando lhe falavam, ou não falasse quando não lhe dirigiam a palavra, se mantivesse seu quarto limpo, se não empurrasse a comida para lá e para cá no prato, fazendo com que as ervilhas caíssem pelas bordas e deixando manchas de gordura na mesa.
Se ao menos Gabriella pudesse aprender a se comportar, responder apenas quando lhe falassem e não arranhar os sapatos no jardim. A lista de suas falhas e transgressões era interminável. Ela sabia muito bem o quanto era horrível, o quanto fora má durante toda a vida, o quanto eles a amariam se ela apenas fizesse o que lhe mandavam; e sabia também que não a amavam por causa dos constantes desgostos que lhes causava. Era uma criança má, tinha consciência, uma triste decepção para os pais, e isso a afligia muitíssimo. Saber disso era o fardo esmagador que vinha carregando por toda a sua curta existência. Teria feito qualquer coisa para mudar isso, para conquistar o amor e a aprovação deles, mas até agora nada fizera além de desapontá-los. A mãe deixava isso bem claro para ela o tempo todo. E o preço que Gabriella pagava era o lembrete constante de suas falhas.
Os passos agora pararam diante da porta do closet, e, durante um breve momento, fez-se um interminável silêncio antes que a porta se abrisse de supetão. A luz filtrou-se por entre as roupas, penetrando as entranhas do armário, onde Gabriella se escondia, e ela fechou os olhos, como para se proteger contra a claridade. Era uma fresta mínima de luz estendendo-se em sua direção, através dos casacos, mas para Gabriella parecia a luz radiante da vulnerabilidade. Podia sentir o perfume forte da mãe no ar e pressentir sua proximidade.
O farfalhar da saia que a mãe usava era como um ruído de advertência para Gabriella, e então, lentamente, os casacos foram afastados, deixando à mostra o fundo do closet. E por um longo e silencioso momento, os olhos de Gabriella encontraram-se com os da mãe. Não houve qualquer som, nenhuma palavra trocada entre elas. Gabriella sabia que era melhor não explicar, pedir desculpas ou mesmo chorar. Seus olhos já enormes pareceram ficar maiores do que o rosto, enquanto via a fúria inevitável crescer nos olhos da mãe. Então, com um gesto único e sobre-humano, a mão da mãe investiu em sua direção, agarrou-a por um dos braços, levantou-a do chão e puxou-a para a frente com tamanha velocidade, que o ar pareceu deixar os pulmões de Gabriella com um pequeno silvo, enquanto ela aterrissava, vacilante, de pé, perto da mãe.
E, num instante, veio o primeiro golpe, jogando-a ao chão com tamanha força que deixou a criança sem fôlego. Não se ouviu gemido de dor, nenhum som em absoluto, quando a mãe golpeou com força o alto de sua cabeça, tornando-a puxá-la com uma das mãos, para pô-la de pé novamente, e esbofeteá-la com toda a força com a outra mão. Para Gabriella, o som do tapa foi ensurdecedor.
— Você está se escondendo outra vez — gritou a mulher alta e magra para Gabriella.
Ela quase chegava a ser bonita, e poderia mesmo sê-lo, se houvesse algo diferente em seus olhos, outra coisa que não fosse a fúria desenfreada estampada em seu rosto. Seus cabelos escuros e compridos estavam presos num coque frouxo. Era elegante e graciosa, e tinha uma silhueta adorável. O vestido que usava era bem cortado, uma peça cara de seda azul-marinho. E, nos dedos, usava dois pesados anéis de safira, que, nesse momento, tinham deixado sua marca no rosto de Gabriella, como já haviam feito antes.
Havia um pequeno corte na cabeça da menina e marcas de um vermelho vivo onde seu rosto fora esbofeteado, um vergão produzido por um dos anéis já visível na bochecha. Eloise Harrison bateu na orelha direita da menina e então a sacudiu, segurando-a pelos braços, gritando diante de seu rosto minúsculo e devastado.
— Você está sempre se escondendo! Sempre nos causando problemas! Está com medo do que agora, sua menina mimada? O que foi que você fez? Fez alguma coisa errada, não foi? É claro que fez... por que outro motivo estaria se escondendo no closet?
— Eu não fiz nada... eu juro... — As palavras mal passavam de um sussurro, enquanto Gabriella arfava, lutando para respirar. Os golpes pareciam tirar-lhe todo o ar, roubar toda a vida de sua alma, enquanto ela olhava para a mãe, implorando, os olhos cheios de lágrimas. — Me desculpe, mamãe... Me desculpe...
— Não, não desculpo... Porque você nunca se arrepende de verdade, não é? Você me deixa enlouquecida o tempo todo, fazendo coisas estúpidas como se esconder... O que você espera de nós... sua infeliz? Meu Deus, não posso acreditar no que eu e seu pai temos de aturar... — Então empurrou a criança para longe dela, e Gabriella deslizou sobre o piso bem encerado, indo parar a alguma distância, mas não longe o bastante, e um sapato de camurça azul e salto alto chutou com fúria cega a coxa pequena e magra que tremia. Os hematomas maiores ficavam sempre nas pernas e braços, no corpo, onde não podiam ser vistos pelos outros. O dano causado ao rosto sempre desaparecia em algumas horas. Era como se a mãe soubesse instintivamente onde aplicar os golpes. Afinal, tinha prática bastante para isso. Vinha fazendo aquilo havia anos. Praticamente toda a vida de Gabriella.
Abraços a todos!
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